Douglas Wires, nasceu em 1971, é casado e mora atualmente no Rio de Janeiro, atuando no mercado de turismo desde 1995. Fluente em inglês, é emissor Amadeus e Sabre de passagens aéreas nacionais e internacionais. Trabalhou em empresas como: VARIG, OCEANAIR e CARLSON WAGONLIT, adquirindo sólidos conhecimentos e experiência em cálculos de tarifas aéreas, supervisão de reservas e negociação de serviços de viagens por telefone e Internet.

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OS BASTIDORES DO MERCADO CORPORATIVO

Serviço corporativo tem sempre vaga. É o trampolim de emprego que todo agente de viagens desempregado deve procurar para voltar às atividades o mais rápido possível, enquanto não consegue algo melhor. Por outro lado, essa tal vaga, não se refere ao crescimento da agência de viagens, como muitos gerentes e supervisores que estão contratando dizem aos candidatos de uma seleção de emprego, e sim, a alta rotatividade que remunera pouco, não paga hora-extra e ainda sobrecarrega o profissional a tal ponto de criar uma nova palavra no vocabulário para defini-lo: ESCRAVIÁRIO (escravo + aeroviário). E isto é apenas a ponta do iceberg! Problemas bem maiores do que estes escondem-se por trás desse mercado e que são detalhados a seguir.

O QUE DESAGRADA OS AGENTES DE VIAGENS NO SERVIÇO CORPORATIVO:

1) O serviço corporativo é inseguro para quem trabalha em postos de atendimento nas empresas. Se a agência de viagens perder a conta (posto) da empresa, o agente de viagens que ali trabalha poderá perder seu emprego caso não seja possível ser remanejado para outro posto, ou exercer outra função na agência, ou cobrir as férias de outro agente de viagens.

2) O agente de viagens não tem hora para ir embora.

3) O agente de viagens exerce múltiplas funções, como a de caixa, lançando no sistema de faturamento da agência as vendas processadas no dia além de cadastrar novos fornecedores de serviços (hotéis, seguro viagem, etc) para efetuar as vendas.

4) Quando não está no posto, e sim no escritório da agência que funciona como uma espécie de help desk, exerce a função extra de telefonista, transferindo chamadas para outros ramais e atendendo ligações que frequentemente atrasam o seu serviço.

5) A “malandragem” dos funcionários das empresas públicas e privadas quererem empurrar para o agente de viagens parte do trabalho deles. Isso só acontece quando se trabalha num posto da agência montado nas dependências de uma empresa. Um exemplo que podemos citar é o sistema SCDP dos órgãos públicos, cuja obrigação do preenchimento do formulário de requisição de passagem aérea é do servidor. Porém, alguns funcionários públicos, que dividem a mesma sala com o agente de viagens, pedem para ele fazer esse serviço, e ainda vão mais além: solicitam que arquivem as requisições para eles!

6) As reclamações das secretárias, que além de não saberem o que se passa nos bastidores, não têm conhecimento algum de como funciona o mercado de turismo. Algumas ainda, são lerdas, distraídas e autoritárias, criando mais problemas para o agente de viagens que mesmo tentando consertar os erros e falhas delas, ainda sofre com críticas e reclamações sem ter culpa. Essas mesmas críticas e reclamações são chegam ao gerente/supervisor, que fazendo o papel do “mocinho” dá razão a elas com medo de perder a conta e substitui ou demite o agente de viagens. Algo semelhante ao futebol: troca-se o técnico para consertar o time ou para satisfazer a vontade da torcida!

O QUE DESAGRADA AS SECRETÁRIAS E FUNCIONÁRIAS PÚBLICAS NO SERVIÇO CORPORATIVO PRESTADO PELAS AGÊNCIAS DE VIAGENS:

1) Horário de trabalho e de almoço do agente de viagens que os atende diferente dos seus.

2) Demora na resposta das solicitações de reserva e emissão.

3) Impossibilidade de falar por telefone com o agente de viagens e não ter seus emails respondidos. Existem duas explicações quanto a estas duas últimas insatisfações:

a) A agência de viagens que ganhou a licitação da empresa não é bem estruturada. Há casos de agentes já terem ido trabalhar em um posto sem ter no mínimo um computador próprio, e quando têm, não estão instalados neles os softwares necessários para responder as solicitações, ou o servidor de email da agência ou a rede não estão funcionando corretamente.

b) Sobrecarga de trabalho no help desk da agência: o mesmo agente atende mais de uma conta corporativa, fazendo-o priorizar as solicitações de reserva e emissão mais urgentes.

PROBLEMAS COMUNS NO ATENDIMENTO CORPORATIVO

1) Delegar a um agente de viagens prestar serviços de serviços aéreos e de serviços terrestres. Quando não se tem muitas solicitações de serviços de viagens, é ainda possível, mas quando o posto ou o help desk é muito movimentado, as solicitações de reserva de hotel, por exemplo, acabam atrasando as solicitações de reserva e emissão de passagens aéreas, o que acarreta na insatisfação do agente de viagens em ter que ficar depois do horário de seu expediente para atender tais pedidos, se não os esquecer.

2) Falta de gerenciamento que se deve mais a procura na internet de caçar licitações do que visitar e ligar para as empresas atendidas pela agência para fazer a manutenção (follow-up) da conta e corrigir ou evitar futuros problemas.

3) As vendas particulares remuneram o agente que faz o atendimento no posto com comissões pagas pela sua própria empresa. Entretanto, geram uma ocupação extra e interrompe o atendimento corporativo que é prioritário. Para minimizar este problema, a agência de viagens deveria adotar uma destas opções:

a) Não pagar comissões aos seus funcionários, pois desta forma, as vendas particulares seriam as últimas a serem feitas e se a carga horária do agente ainda não tivesse terminado.

b) Estipular um valor mínimo para vendas particulares. Interromper o trabalho corporativo para vender uma passagem RIO/SAO/RIO cujo valor não passa de R$ 400.00 e a comissão é inferior a R$ 70.00, não é algo produtivo que se possa esperar. o correto seria processar vendas particulares para trechos cuja tarifa fosse acima de US$ 600.00.

c) Aconselhar as empresas atendidas pela agência a proibir que seus funcionários solicitem passagens particulares aos agentes dos postos.

d) Criar um call Center para atendimento exclusivo aos funcionários das empresas que desejam comprar passagens e pacotes turísticos particulares. Entretanto, a resolução deste problema acima, pode gerar outro: como o agente está sozinho no posto, nada impede do funcionário da agência fazer essa venda com uma outra consolidadora, recebendo por essa venda como se fosse um free-lancer.

4) Alguns funcionários da empresa costumam ligar para o agente de viagens reclamando que seu vôo está saindo cedo ou tarde demais. Outros, para exigir acomodação no hotel em quarto de luxo, sem ao menos serem um gerente ou diretor. Este “stress” além de interromper o trabalho do funcionário do posto para explicá-lo porque ele não tem esse direito, gera ainda reclamações insensatas por parte do funcionário que por não ter seu pedido atendido pelo agente, diz que ele foi mal-atendido. A solução para contornar esse problema, é pedir ao funcionário tal solicitação por email, e dizendo porque deseja tal serviço, uma vez que as normas da empresa não o autorizam a isso. O funcionário poderá ainda indagar porque precisa enviar este email. A pergunta se deve, porque ele sabe que estará se comprometendo e violando normas da empresa que poderão surtir mais tarde em repreensões para ele mesmo. É como se fosse uma virada de mesa, seguida da resposta do agente de viagens para ele: “Eu preciso que me envie por email essa sua solicitação para que eu possa justificar ao gestor da conta porque um serviço que não deveria ser oferecido, foi oferecido.”

PROBLEMAS ADMINISTRATIVOS

1) A maioria dos funcionários contratados aprende o serviço durante o trabalho, propensos a cometerem erros bobos que poderiam ser evitados se tivessem um rápido treinamento sobre o funcionamento dos sistemas da empresa e como se dá o processo de finalização da venda que se refere desde a reserva ao registro da contabilidade e faturamento. O que geralmente se ouve por parte de quem contrata é: “Estamos procurando pessoas que já sabem o serviço porque não temos tempo de dar treinamento e de ficar parando o serviço para ensinar alguém a fazê-lo.” Este tipo de fala é inadmissível em alguém que está fazendo uma entrevista de emprego. Mostra que a pessoa que está selecionando o candidato não está preocupada em solucionar e evitar problemas da empresa. Além do mais, quem procura emprego, escreve coisas no currículo para se adequar ao perfil da vaga de emprego e ainda mente, se for questionado se tem experiência. Por isso, que cada vez mais encontra-se supervisores e gerentes despreparados bem como funcionários desqualificados em posições de atendimento.

2) Uma vez emissor o horário de ir embora termina após todas as solicitações terem sido respondidas. Entretanto, não se é obrigado a responder e emitir bilhetes cujas solicitações por email chegarem após o término da jornada de trabalho. O gerente ou supervisor podem até fazer uma pressão para os emails que chegaram após o horário do expediente serem respondido, mas isso é sujeito de processo trabalhista se a empresa não pagar hora extra. Tanto sabem disso, que a maioria das agências de viagens não têm relógio de ponto.

3) Turismo corporativo de lazer para funcionários de empresas públicas e privadas: O argumento de participar de um evento em outro Estado ou país é a principal justificativa dos servidores públicos de fazer turismo pago pelos órgãos do governo. O esquema funciona da seguinte forma:

a) O órgão do governo compra a passagem aérea para o período do evento.

b) Em seguida, o passageiro pede para mudar a data da ida ou da volta de tal forma que fique na cidade 1, 2 ou 3 dias a mais.

c) As novas despesas com a reemissão do bilhete serão pagas também pelo órgão público. Entretanto, a maioria estipula que tais custos extras deverão ser pagos pelo próprio servidor. Considerando que a taxa de reemissão de um bilhete é R$ 100.00 e que não houve alteração no valor da tarifa do bilhete RIO/FORTALEZA/RIO, o servidor pagará R$ 100.00 para alterar a data da viagem para conhecer a ciadade de Fortaleza.

A consequência disto para o agente de viagens que trabalha no posto prestando atendimento ao órgão público será a redução do seu percentual de chances de ganhar comissão por uma venda particular realizada por ele, pois um grande número dos funcionários de empresas públicas e privadas utilizam-se das empresas em que trabalham para financiar a maior parte do valor das suas passagens aéreas particulares que ocorrem durante o período do evento que participarão.

Desta forma, a venda no início da emissão do bilhete é corporativa e mesmo que o bilhete fosse reemitido mais tarde com o próprio cartão de crédito do passageiro, isso não ficaria caracterizado como uma venda particular porque o funcionário que está viajando não pagou integralmente pela passagem, e sim, pelo valor da reemissão. Isso, portanto, diminui as chances do agente de viagens ganhar sua comissão caso tivesse emitido todo o trecho da viagem com o cartão de crédito do passageiro.

Tendo em vista este problema, algumas agências de viagens que atendem o mercado corporativo, passaram a cobrar, via depósito bancário, uma taxa de serviço de R$ 30.00 a R$ 100.00 com o intuito de conter as reemissões de bilhetes emitidos que são uma das principais causas dos atrasos das emissões de novos bilhetes.

CONTRATO DE LICITAÇÃO

1) A falta de comunicação é um fator que mancha a imagem da empresa que ganhou recentemente uma licitação. A demora em cadastrar a nova conta corporativa traz embaraçamentos aos atendentes que não poderão processar a venda devido a esse problema.

2) Os supervisores e gerentes devem também apresentar ao atendente desta nova conta, as principais cláusulas do contrato, para que o atendente possa servir a empresa dentro das normas contratuais estipuladas, porque cada empresa tem um perfil de atendimento diferente: umas solicitam sempre a venda de passagens na menor tarifa disponível, outras, as passagens só devem ser emitidas com certas cias aéreas, e algumas empresas estipulam que as comissões das reservas de hotéis sejam convertidas em desconto para elas próprias. Estas particularidades são alguns exemplos do quanto a falta de conhecimento das cláusulas de um contrato podem interferir no atendimento do funcionário da agência à empresa licitada, levando-o a cometer erros porque não foi avisado. Pior ainda, é ser avisado pela empresa que está sendo atendida por ele!

3) O que faz uma agência de viagens ganhar a licitação de uma empresa é o crédito que ela dará para aquela empresa: R$ 50 mil, R$ 80 mil, R$ 100 mil... pagar no fim do mês ou daqui há 45 dias. Até aí, nada de errado. Porém, se a agência diz para a empresa que ela será atendida por agentes exclusivos, isso é uma grande mentira! Serviço corporativo só tem atendimento de agentes exclusivos, se a agência abrir um posto dentro da empresa. Caso isso não aconteça, o mesmo agente que atende essa empresa, estará atendendo outras! Isso refletirá na demora das respostas e solicitação de serviços feito a ele no help desk da agência. Não há como garantir a exclusividade no atendimento, se no contrato não existir uma cláusula obrigando a agência a abrir um posto dentro da empresa.

4) Usando a agência de viagens para pagar custos de eventos realizados por outras empresas: Funciona mais ou menos assim a estratégia de financiamento aplicada pelas empresas que têm contrato com as agências de viagens:

A empresa tem dentro de suas dependências um departamento de eventos, ou alguém que promove eventos para ela. Esse alguém pode ser um free-lancer, uma empresa terceirizada ou a empresa realizadora do evento.

Esses intermediários entram em contato com a empresa que tem contrato com a agência de viagens para oferecer aos funcionários públicos e privados tarifas exclusivas, negociadas abaixo do valor do mercado. Tão logo os convence a participar do evento, e sendo a empresa onde trabalham que irá pagar, um email ou ofício solicitando o faturamento das despesas deste evento é enviado para a agência de viagens que atende a empresa licitada. O erro nesse procedimento acima ocorre porque:

a) Não foi a agência que realizou o evento e nem quem o intermediou.

b) Quando isso acontece, os custos do evento não são comissionados para a agência, e sim para quem o intermediou ou para quem solicitou.

c) Se uma empresa pública ou privada tem contrato com uma agência, é por questão ética solicitar a agência que cote tal evento, mesmo que seja mais caro, caso contrário, peça ao intermediário para faturar o evento que ele mesmo realizou.

Empresas licitadas que fazem isso, utilizam as agências como bancos de financiamento, um pensamento que poderia ser evitado com um bom contrato bem redigido, contendo por exemplo cláusulas como estas:

“Não faturamos serviços terrestres intermediados ou realizados por outras empresas ou terceiros.”

“A agência de viagens contratada responsabiliza-se pelo cumprimento dos serviços de viagens realizados por ela própra.”

FERRAMENTA DE TRABALHO

1) Não há dúvidas que os portais agilizam o tempo na busca de vôos com várias cias aéreas num só endereço da internet. Entretanto, existe uma falha neles que não deve ser desconsiderada: os portais tarifam os vôos por segmentos. Isso significa que, se uma Cia aérea tiver uma promoção de ida e volta num valor menor do que a menor tarifa promocional vendida por ela, esta tarifa não será exibida no portal da agência. A agência poderá até emitir o TKT com essa tarifa promocional de ida e volta, mas terá que ter o login do site da cia aérea. E aí vem a dúvida: de que me serve um portal se tenho que consultar o site da Cia aérea para ver se a tarifa anunciada é a mesma no portal?

2) Outro problema nos portais, é a sincronização de tarifas do servidor da agência com o servidor da cia aérea. Há casos comuns de no site da cia aérea está sendo exibida a menor tarifa promocional, enquanto que no portal, é exibido a 2ª. ou 3ª. menor tarifa promocional.

VENDAS NOS BASTIDORES DO TURISMO

Desenvolvido por Douglas Wires durante os treinamentos aos funcionários recém-contratados pelas empresas onde trabalhou, o curso visa suprir as necessidades práticas de vendas que o mercado de turismo exige dos profissionais que nele atuam. Entre os principais benefícios, destacam-se:
  • Artifícios de reserva e emissão para emitir passagens aéreas baratas e para burlar contratos de cias aéreas.
  • Nivelamento da experiência em vendas dos profissionais que estão iniciando suas carreiras com os que estão há mais tempo no mercado.
  • Guia de erros para evitar debit memos devido a emissão errada de bilhetes aéreos.
  • Aumento do volume de vendas da agência e conseqüentemente da comissão do agente de viagens.
  • Expansão dos conhecimentos de interpretação de contratos aéreos e de apólices de seguros viagens.
  • Exercícios práticos para intensificar o aprendizado.

Vendas nos Bastidores do Turismo, está estruturado em 7 módulos:

  1. TÉCNICAS DE VENDAS APLICADAS NO TURISMO
  2. GRUPOS & PACOTES TURÍSTICOS
  3. CRUZEIROS
  4. SEGURO VIAGEM
  5. CONTRATOS AÉREOS & REGRAS TARIFÁRIAS
  6. TARIFAS AÉREAS
  7. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS

Uma breve avaliação do conteúdo ensinado aos funcionários da empresa pode ser consultada através dos links de alguns tópicos do programa a seguir:

PROGRAMA DO TREINAMENTO VENDAS NOS BASTIDORES DO TURISMO

I - TÉCNICAS DE VENDAS APLICADAS NO TURISMO

  • ATENDIMENTO ATIVO EM VENDAS
  • ARGUMENTAÇÃO EM VENDAS
  • COMO AUMENTAR O PERCENTUAL DE COMISSÕES NAS VENDAS
  • NEGOCIAÇÃO EM VENDAS
  • TESTE DE APLICAÇÃO SOBRE TÉCNICAS DE VENDAS

II – GRUPOS & PACOTES TURÍSTICOS

  • ESTRATÉGIAS DE VENDAS PARA GRUPOS
  • ANÁLISE DE COMO SÃO FORMULADOS ALGUNS PACOTES TURÍSTICOS
  • COMO COTAR O PREÇO DE UM PACOTE TURÍSTICO
  • CONFERÊNCIAS & REUNIÕES DE GRUPO
  • TESTE DE APLICAÇÃO SOBRE GRUPOS & PACOTES TURÍSTICOS

III – CRUZEIROS

  • ARGUMENTOS PARA A VENDA DE CRUZEIROS
  • ESTRATÉGIAS PARA A VENDA DE CRUZEIROS
  • EVENTOS CORPORATIVOS EM CRUZEIROS
  • TESTE DE APLICAÇÃO SOBRE CRUZEIROS

IV – SEGURO VIAGEM

  • APÓLICE DE SEGURO VIAGEM
  • O QUE SE DEVE ANALISAR NA APÓLICE DE SEGURO VIAGEM?
  • QUAIS AS COBERTURAS MAIS IMPORTANTES DO SEGURO VIAGEM?
  • COBERTURA CONTRA DESASTRES NATURAIS
  • BREVE ANÁLISE SOBRE A COBERTURA MÉDICA
  • COMO RESUMIR APÓLICES DE SEGUROS VIAGENS
  • ESTRATÉGIAS PARA A VENDA DE SEGUROS VIAGENS
  • TESTE DE APLICAÇÃO SOBRE SEGUROS VIAGENS

V – CONTRATOS AÉREOS & REGRAS TARIFÁRIAS

VI – TARIFAS AÉREAS

VII – PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS

  • PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PARA CANCELAMENTO DE TKT
  • PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PARA REEMBOLSO DE TKT
  • PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PARA REEMISSÃO DE TKT
  • ERROS QUE PODEM OCORRER ANTES DA EMISSÃO DE UM TKT
  • ERROS QUE PODEM OCORRER APÓS A EMISSÃO DE UM TKT
  • PROCESSAMENTO DE FILAS
  • PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS COM PACOTES TURÍSTICOS
  • TESTE DE APLICAÇÃO SOBRE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS
Este manual estará disponível para terceiros gratuitamente na internet tão logo o autor consiga o seu registro de direitos autorais.

BREVE ANÁLISE SOBRE A COBERTURA MÉDICA DOS SEGUROS VIAGENS

A cobertura de assistência médica dos seguros viagens é baseada no reembolso da cobertura ao segurado, sendo vedado as seguradoras prestarem diretamente a assistência médica, embora lhes seja garantido o direito de estabelecer acordos ou convênios com prestadores de serviços médico-hospitalares e odontológicos no Brasil e em outros países, a fim de facilitar a prestação da assistência ao segurado dentro e fora do seu país.

Com base no risco de acidente e de saúde, a medicina de seguros estuda a aplicação de metodologia médica especializada na área de investigação e bioestatística necessárias ao embasamento de seguros de pessoas. Funciona basicamente na aceitação e seleção de riscos e na liquidação de sinistros dos ramos Vida e Acidentes Pessoais, abrangendo inclusive outros segmentos do mesmo mercado, como os seguros viagens.

São exemplos de metodologias utilizadas pela medicina de seguros para a formulação dos itens cobertos, excluídos e limitados na apólice para reduzir o risco da seguradora com o pagamento dos reembolsos das coberturas:

1) Estipular que o prêmio das apólices seja calculado com base na duração da viagem e idade do contratante. Por exemplo: as doenças infecciosas possuem um período de incubação para o surgimento das enfermidades que pode ser mais longo do que o tempo de viagem, podendo o período de transmissão iniciar-se antes mesmo de aparecerem os sintomas. Apenas para citar algumas: os sintomas da infecção meningocócica manifestam-se entre o 2º. e 10º. dias, os sintomas da infecção por Haemophilus influenza manifestam-se entre o 2º. e 4º. dias e os sintomas da rubéola não congênita entre o 14º. e 21º. dias. Nessas condições, uma pessoa pode transmitir por via respiratória uma doença a bordo de um avião e os sintomas ficarem evidentes somente após o término da viagem, quando a validade do seguro já expirou.

2) Excluir a cobertura de seus benefícios para viajantes com mais de 65 anos, viajantes grávidas, viajantes com doenças pré-existentes ou que tenham certas doenças (diabetes, HIV, tuberculose, etc). Embora outros seguros possam oferecer cobertura para tais enfermidades não cobertas por outras seguradoras, ainda sim há de se prestar atenção quanto às restrições ou limitações para a cobertura de tal enfermidade coberta. Por exemplo: uma seguradora pode cobrir gravidez até a 4ª. semana de gestação, e outra não oferecer esta cobertura, disponibilizando portanto um prêmio de menor valor. Uma contratante grávida poderá pensar que a escolha pelo seguro mais caro que cobre gravidez é a mais sensata, o que é um engano, porque os riscos da gravidez começam a partir da 6ª. semana de gestação. Como o seguro só cobre riscos de gravidez até a 4ª. semana, a segurada não terá cobertura alguma contra a gravidez tubária (tipo de gravidez que ocorre nas trompas ocasionando hemorragias e consequentemente o aborto e acarretando a necessidade de se fazer cirurgia).

3) Referir-se aos sintomas de manifestação de uma doença para que a interpretação e o entendimento se tornem ainda mais difícil. Por exemplo: a Ásia recentemente foi assolada por uma nova doença fatal chamada de SARS. Muitos seguros viagens, encobriram a exclusão desta doença referindo-se a ela como problemas respiratórios graves. Um termo “técnico” que somente um médico com conhecimento dos sintomas desta doença poderia interpretar que tal nota na cláusula de exclusão pode se referir também ao SARS. Em outros casos, quando não mencionam os nomes das doenças nem seus sintomas, os seguros viagens especificam na cláusula de exclusão que a seguradora não cobre endemias e nem epidemias. O SARS, neste caso, é uma epidemia.

4) Generalizar doenças seguidas da palavra “CONSEQÜÊNCIA”. Por exemplo: “Hérnia e suas conseqüências”. Neste caso, o contratante leigo é induzido, talvez, a associar esta doença como sendo hérnia de disco, que ocorre entre as vértebras da coluna. Sendo o contratante jovem, e portanto, sem essa doença, este ítem na cláusula de exclusão passa desapercebido. O problema é que existe também a hérnia de hiato, que ocorre no estômago; a hérnia inguinal, que ocorre por esforços violentos ou ganho excessivo de peso; e a hérnia incisional, que ocorre no local de uma incisão cirúrgica feita anteriormente na parede abdominal. Logo, se o seguro cobriu a cirurgia do segurado porque o primeiro evento estava dentro dos eventos cobertos na apólice, certamente, ele não terá esta mesma cobertura outra vez se após a cirurgia ele tiver de ser operado novamente porque surgiu uma hérnia incisional como conseqüência de uma complicação pós-operatória.

5) Excluir a cobertura contra certo risco, referenciando-o com outros termos mais abrangentes. Por exemplo: se o seguro viagem não cobre desastres naturais (inundação, terremoto, erupção vulcânica, etc) o contratante pode pensar que como ele não está viajando para um país onde não há esse risco, então ele não precisará se preocupar em relação a esse ítem de exclusão na apólice. Porém, qualquer país está sujeito a inundações ocasionadas pelas chuvas. Quando os rios transbordam, as enchentes tornam-se um meio de transmissão de doenças como a cólera, hepatite A ou febre tifóide através do risco da ingestão de água e alimentos contaminados.

6) Restringir as internações hospitalares a um certo limite de dias cobertos pelo seguro ou somente cobrir as internações hospitalares após o 5º. dia, por exemplo.

7) Excluir da apólice o exame de Raio-X. Este exame clínico é um dos mais solicitados por médicos em todo o mundo. Apesar de inúmeros exames de imagem sofisticados (tomografia computadorizada, ressonância magnética, cintilografia), a radiografia de tórax serve para investigação de diversas doenças agudas e crônicas do aparelho respiratório. Nos casos de sintomas agudos, pode ser útil no diagnóstico de pneumonia, derrame pleural, suspeita de câncer de pulmão, tuberculose e até mesmo embolia pulmonar. Em casos crônicos, serve para o acompanhamento de pacientes com bronquite crônica, enfisema pulmonar, fibrose pulmonar, entre outras doenças, associado a outros exames (espirometria, gasometria arterial etc). Muitas vezes, alterações pulmonares causadas por doenças cardíacas (insuficiência cardíaca) podem ser diagnosticadas e acompanhadas por radiografias de tórax seriadas. Assim, a presença e a avaliação da resposta ao tratamento de edema pulmonar (congestão pulmonar) e derrame pleural, que são conseqüências da insuficiência cardíaca, podem depender da interpretação de radiografias de tórax. Geralmente são tiradas de duas a três radiografias cujo valor varia entre US$ 5 a US$ 15 por chapa. O Raio-X é usado também para avaliação do tratamento de fraturas de acidentados e diagnóstico odontológico.

A pergunta que se faz então ao agente de viagens é se ele tem conhecimento de quais doenças são as mais propensas ao risco de vida e de saúde para o viajante, seja ele criança, homem, mulher ou idoso. Conhecer certos riscos de saúde comuns na faixa etária de uma pessoa é o ponto de partida para se argumentar a venda de um seguro viagem que possua cobertura para a doença deste viajante, ou que tenha assistência médica contra o risco de transmissão de uma doença no destino da viagem, ou de se acidentar gravemente durante a prática de uma atividade turística em outro Estado ou país.

Assim sendo, a cobertura médica e de acidente pessoal de um seguro é extremamente relevante ao viajante por dá-lo mais segurança contra os riscos mais comuns e freqüentes que o faz cancelar, interromper a viagem, ou solicitar a assistência médica num país estrangeiro. Estes riscos podem ser identificados de 4 formas, cujas quais relacionamos algumas doenças comuns como exemplos:

1. RISCOS DE DOENÇAS EM PESSOAS ACIMA DE 40 ANOS

Algumas das doenças comuns a essa faixa etária são consideradas como doenças pré-existentes pelas seguradoras devido ao alto risco do seu surgimento durante a viagem causado por meio do transporte (“ar-viciado” no interior da cabine e pressão da cabine) ou atividade exercida no destino da viagem. Obesidade e tabagismo são outros fatores que agravam mais ainda esse grupo etário de risco. A hipertensão arterial é a doença mais perigosa para um viajante. Dela, pode surgir um ataque cardíaco ou um Acidente Vascular Cerebral. Já os viajantes com Alzheimeir, necessitam viajar com acompanhantes ou serem assistidos pelos funcionários da cia aérea nos aeroportos para fazerem as conexões de seus vôos até o destino da viagem. 1.1. Alzheimeir 1.2. Diabetes 1.3. Doenças cardiovasculares (angina, infarto, insuficiência cardíaca) 1.4. Enfisema pulmonar 1.5. Hipertensão arterial 1.6. Osteoporose 1.7. TVP (Trombose Venosa Profunda)

2. RISCOS DE DOENÇAS EM CRIANÇAS

2.1. Doenças infecciosas (caxumba, catapora, rubéola, sarampo, tuberculose, etc) As crianças são mais suscetíveis a doenças infecciosas do que os adultos porque seus sistemas imunológicos ainda não desenvolveram resistência. A maioria das infecções infantis não é grave, entretanto, algumas são perigosas. Em razão das vacinações de rotina, as principais infecções virais graves, tornaram-se menos comuns. As infecções bacterianas, podem ser curadas de modo rápido e completo com antibióticos. Mesmo assim, não é recomendável que crianças com menos de 10 meses de idade viagem porque certas vacinas são aplicadas com mais de uma dose para que a criança possa estar totalmente imune contra a doença. Este é o caso da coqueluche, cuja dose é aplicada no 2º., 4º. e 6º. mês. Quanto ao sarampo, a criança só poderá ser vacinada no 9º. mês. Viajar para um país ou região em que há o risco de adquirir certa doença cuja qual a criança ainda não foi vacinada é um risco a ser considerado, inclusive por muitos adultos que nem vacinados foram pelos seus pais e gestantes, que não tomaram a vacina contra a rubéola durante a gravidez acarretando no risco de transmiti-la ao feto.

2.2. Doenças do sistema respiratório (alergia, asma, bronquiolite, choque anafilático, epiglotite, influenza, pneumonia, etc) Infecção por bactéria ou por vírus é a causa mais comum no inverno de doenças respiratórias em crianças, que são propensas a tais infecções porque não tiveram tempo ainda de desenvolver imunidade. O resfriado (gripe) é ainda a doença respiratória mais comum em crianças, infeccionando o nariz e a garganta. A média de resfriados em uma criança saudável é de 10 por ano. A conseqüência do agravamento da gripe é a pneumonia, bronquite e convulsões febris (desmaios associados a temperatura elevada do corpo). O vírus da gripe pode inclusive causar meningite viral!

Já os distúrbios alérgicos, como asma e rinite alérgica (febre do feno), são outros problemas respiratórios que as afetam. Raramente, a reação alérgica pode ser fatal no caso de choque anafilático que causa constrição das vias aéreas e súbito colapso da pressão sanguínea ocasionado por picadas de insetos, ingestão de certos alimentos e reações a certos medicamentos à base de penicilina. A ameaça da intoxicação alimentar é comum a todas as idades, seja a pessoa criança, adulto ou idoso.

2.3. Doenças do sistema digestivo (apendicite, giardíase, gastroenterite, hepatite, obstrução intestinal, refluxo gastroesofágico) São a segunda causa de doenças infantis mais freqüentes em crianças, superadas apenas pelos resfriados e dores de garganta. As infecções do sistema digestivo resultando em diarréia e/ou vômito são muito comuns. Esses sintomas não são ameaça a saúde, porém, há outros que podem causar doenças crônicas, afetando o crescimento se não forem tratadas. A causa mais comum das doenças do sistema digestivo em crianças é a infecção por vírus, transmitida pelo ar ou pelo contato com fezes infectadas. Bactérias transmitidas por alimentos ou bebidas contaminados (manipulados sem higiene ou que tiveram contato com água de enchente) podem causar vários tipos de intoxicação alimentar, como o botulismo ou a hepatite, que pode ser transmitida por copos ou utensílios, que não foram lavados adequadamente.

2.4. Doenças do sistema nervoso (convulsão febris, encefalite, meningite, traumatismo craniano, etc) A maior parte do crescimento e desenvolvimento do cérebro (o sistema nervoso central) se completa em torno dos 5 anos. Qualquer traumatismo com sangramento intracraniano ou infecção, ocasionada por uma inflamação no cérebro, que venha a ocorrer antes disso (em alguns casos, antes do nascimento), com o cérebro ainda imaturo, pode ter conseqüências graves ou permanentes como graus de incapacidade física ou mental. A descoberta e o tratamento precoce de difunções cerebrais é muito importante. Por outro lado, o cérebro das crianças tem uma capacidade maior de recuperação que o dos adultos. Poucos distúrbios do sistema nervoso, como uma paralisia cerebral, são incuráveis.

3. RISCOS DE DOENÇAS TRANSMITIDAS NO MEIO AMBIENTE

De todas as formas de desastres naturais, as enchentes são as mais freqüentes mundialmente. Não pelo risco de afogamento, mas pelas conseqüências posteriores. Mesmo após o escoamento da água, o risco de contágio com os vírus e bactérias permanece. Crianças com o hábito de pôr a mão na boca, de roer unhas, de morder brinquedos e outras coisas, bem como adultos que não lavam as mãos, por exemplo, são as vítimas mais afetadas pelo contágio de doenças transmitidas por meio de: 3.1. Água contaminada (esquistossomose, leptospirose, etc 3.2. Ingestão de água e alimentos contaminados (cólera, febre tifóide, hepatite A, hepatite E, toxoplasmose, etc) 3.3. Insetos (malária, febre amarela, encefalite japonesa, doença do sono, leishmaniose, filariose, etc) 3.4. Ferimentos (tétano)

4. RISCOS DE ACIDENTE E DE SAÚDE POR PRÁTICA DE CERTAS ATIVIDADES PERIGOSAS

4.1. CANYONING, HIKING & TREKKING Atividades sem a presença de um guia experiente podem se tornar arriscadas em ladeiras íngremes e áreas próximas a base das ladeiras ou canyons e canais ao longo de rios. Estas áreas são mais propensas ao desmoronamento de pedras e terra do que as outras, principalmente em dias chuvosos ou seguidos de seca, terremotos ou erupções vulcânicas.

4.2. EXCURSÕES EM DESERTOS Acarreta o risco de desidratação e também danos ao cérebro ou a outros órgãos vitais. O viajante está sujeito inclusive a um ataque cardíaco! Durante o calor extremo, os turistas idosos, crianças com idade de 0 a 4 anos, turistas obesos ou que sofram de doenças coronárias, mentais, de pressão alta, e usam tranqüilizantes ou drogas de uso controlado são as vítimas mais comuns porque possuem uma grande dificuldade em regular a temperatura de seus corpos devido o suor não evaporar tão rápido para liberar o calor absorvido rapidamente. Mesmo os mais jovens e saudáveis podem sucumbir ao calor extremo se eles participarem de atividades esportivas extremas durante os horários mais rígidos do calor no verão.

4.3. MERGULHO O mergulho é uma atividade perigosa sem o acompanhamento de um supervisor ou sem treinamento. Sua prática não é recomendável para mulheres grávidas e nunca se deve voar dentro de 24 horas antes e depois o mergulho. Certas condições como epilepsia, efisema e alguns problemas cardíacos são absolutamente contra-indicados para a prática do mergulho.

A cada 10 metros de profundidade a pressão da água sobre o mergulhador aumenta. O gás carbônico ocupa os espaços vazios nos pulmões, ouvidos e nos seios nasais que são os mais afetados pela mudança de pressão atmosférica. Se o mergulhador subir à superfície rápido demais, vários problemas de saúde poderão surgir como pneumotórax e bends.

A doença da descompressão geralmente aparece dentro de poucas horas de mergulho, mas pode demorar até 24 horas. Sintomas leves da doença de descompressão incluem dores nos joelhos, cotovelos e juntas, fadiga e descamação da pele (muito comuns no tronco). Os sintomas mais sérios podem afetar a coluna vertebral, o sistema nervoso e os pulmões que deverão ser tratados em caso de emergência médica.

4.4. ESCALADA EM MONTANHAS DE GELO & ESQUI Estas atividades podem se tornar perigosas para turistas inexperientes que nunca tiveram contato com os esportes de inverno. O vento e o frio são as principais ameaças do frio. Quanto mais a velocidade do vento aumenta, maior é o volume de calor que ele retira do corpo, ocasionando então diminuição da temperatura.

Quando existem ventos fortes, os problemas mais sérios relacionados com o frio tornam-se mais freqüentes, mesmo quando a temperatura não esteja tão baixa. Se uma pessoa fica resfriada, suada, ou submersa em água gelada, ela poderá sofrer de hipotermia (queda drástica da temperatura do corpo). Se o turista não estiver vestido adequadamente para proteger a temperatura do seu corpo, ele poderá sofrer uma redução da circulação sanguínea ocasionada pelo risco de congelamento (frostibite) que poderá levar a amputação de dedos, orelhas, queixo, nariz e bochechas.

4.5. MONTANHISMO, TRILHA E ESCALADAS O turista poderá ser afetado pela doença da altitude. Existem 3 diferentes tipos de doenças: AMS (Mal da Montanha Agudo), edema cerebral e pulmonar ocasionado pela alta altitude, podendo os sintomas se sobreporem. Tais sintomas podem ser: dor de cabeça, fadiga, náusea, vômito, perda de apetite, tonteira, insônia, distúrbios de consciência e também hipotermia, desidratação e congelamento (frostibite).

4.6. EXPEDIÇÕES A VULCÕES Representam uma ameaça real para viajantes que fazem excursões ao seu topo ou visitam cidades e vilas localizadas próximo a eles num raio de 20 milhas. As cinzas vulcâncias frescas, surgidas de rochas pulverizadas, podem ser duras, ácidas, de grão de areia, de cristal e mal-cheirosas. Tais cinzas podem prejudicar os pulmões de pessoas idosas, bebês e com problemas respiratórios.

COMO SELECIONAR UM EMPREGO NO TURISMO

Dizem que quando se está desempregado, não há o que escolher. O primeiro emprego que surgir (com carteira assinda ou não), é o que deve ser pego e dali em diante, ganhar experiência para conseguir outro melhor. Partindo do ponto da procura de um novo emprego, os itens de avaliação que um agente de viagens deve seguir na hora de tomar a decisão de sair da atual empresa para trabalhar em outra, ou qual empresa deve ser escolhida quando houver duas ou mais propostas de emprego, são:

1) Perguntar, durante uma entrevista de emprego, se a agência de viagens tem número IATA e qual GDS utiliza.

Geralmente, quando uma agência tem GDS (Amadeus, Sabre, etc), ela também tem registro IATA e consequentemente, contratos com cias aéreas. O propósito dessa pergunta é avaliar as condições financeiras do contratante (se é uma grande empresa ou uma empresa pequena que solicita serviços com operadoras de viagens). Lembre-se que o turismo vive de comissão e que você será remunerado (com certeza) com comissão também, e nada melhor do que já entrar numa empresa trazendo consigo uma carteira de clientes que irão procurá-lo para comprar os mesmos serviços que solicitavam contigo na empresa onde trabalhava anteriormente.

Porém, a partir do momento que você sai de uma agência que emite seus próprios bilhetes aéreos para trabalhar em outra que solicita esses serviços (porque não tem GDS nem registro IATA), você corre o risco de perder seus clientes por não conseguir oferece-los uma boa tarifa com desconto devido a comissão repassada pela operadora ser menor.

Por exemplo: se na antiga agência onde trabalhava você tinha um contrato com 30% de comissão com uma cia aérea e podia abater dessa comissão 20% para dar um desconto ao seu cliente, ganhando 10% pela venda, na nova agência onde agora trabalha, a comissão repassada pela venda poderá ser de 15%. Logo, o máximo de desconto que você conseguirá dar ao seu cliente será 10%. Isso fará seus clientes continuarem comprando com outros agentes na antiga empresa onde trabalhava, porque lá eles conseguirão comprar um bilhete com desconto maior do que o mesmo bilhete vendido por você.

Conclusão: trabalhar em empresas que possuem registro IATA e GDS próprios, é um sinal positivo de se ter mais estabilidade no emprego devido o volume de vendas ser maior. Suas possibilidades de vendas aumentam porque você pode vender tanto para passageiros, outras agências de viagens (registradas na EMBRATUR, ABAV e com CNPJ) e para free-lancers (que participam de programas de afiliados sem ter, as vezes, CNPJ).

2) Evite trabalhar em agências de viagens, que embora tenham GDS e IATA, lhe propõem um emprego cujo local de trabalho é um posto montado dentro das instalações de uma empresa para o atendimento corporativo.

Você poderá perder seu emprego a qualquer momento, pois se o posto da agência fechar porque outra agência de viagens ganhou uma nova licitação, a nova agência de viagens porá seus próprios funcionários no seu lugar para dar continuidade ao trabalho de assistência às viagens corporativas dos funcionários da empresa. Logo, como a agência que te contratou não tem novos postos corporativos para relocá-lo, nem funcionários prestes a entrar de férias para você os substituir, o resultado é um só: demissão.

3) Evitando trabalhar em agências de viagens que perguntam a pretensão salarial.

A clássica pergunta:"Qual a sua pretensão salarial?" pode ser interpretada pelo agente de viagens que o contratante não tem registro IATA nem GDS. Pode ser também um indício, que a agência de viagens que está fazendo a seleção de emprego seja uma agência franquiada ou que o contratante seja algum free-lancer selecionando alguém de mão-de-obra barata, e talvez, sem carteira assinada.

Em muitos casos, a pergunta: "Qual a sua pretensão salarial?" serve como fonte de pesquisa de mercado, sem interesse de contratação, para uma empresa obter dos candidatos informação de remuneração salarial e com isso, traçar uma linha de custos para avaliar a implantação de novos investimentos.

As empresas de onde se ouve essa pergunta são empresas de negócio instável, que estão iniciando no mercado e de poucos investimentos financeiros (propaganda) para alavancar vendas e com isso poder garantí-lo um emprego duradoro e a promessa de que se trabalhar sério e com eficácia, se conseguirá atingir a meta de remuneração que o candidato ao emprego deseja. Por isso, cuidado!

Empresas grandes como Carlson Wagonlit, já dizem de imediato ao candidato na entrevista o salário e benefícios do emprego bem como seu plano de carreira na empresa. Em nenhum momento, o entrevistador pergunta a pretensão salarial do candidato.

Entretanto, caso você venha a ouvir essa pergunta, a forma sutil de respondê-la é dizendo que na atual empresa que trabalha o seu salário bruto + os benefícios é de 1500 Reais. Dessa forma, o entrevistador entenderá que essa é a sua pretensão salarial, que você está por dentro da média salarial paga no mercado e que também não trocará um emprego por outro para ganhar menos.

4) Evitando trabalhar em agências de viagens estrangeiras com call center ou filial no Brasil

Uma das razões que motivam uma empresa americana ou européia abrir uma filial em outro país é justamente a desvalorização da moeda e a viabilidade de se contratar mão de obra barata e qualificada. Algumas agências pioneiras nesse empreendimento no inicio no ano de 2003 foram as americanas: Dumonde Travel e Costa Mar.

Enquanto a taxa de câmbio está alta: 1USD = 3BRL ou 1USD = 2BRL, a euforia e motivação nas vendas são grandes se considerarmos que as comissões pelas vendas são pagas na moeda estrangeira. Porém, quando a taxa cambial começa a cair para menos de 2 Reais, surge um termômetro de aviso de que se o Real continuar cada vez mais se equiparando ao Dólar ou ao Euro, em breve poderão ocorrer demissões porque a viabilidade de operação da filial no Brasil deixou de ser vantajosa financeiramente para a empresa estrangeira.

Portanto, saber decidir a hora de sair de uma empresa estrangeira, para trabalhar em uma empresa nacional com condições salariais e trabalhistas similares a atual empresa estrangeira é tão importante quanto saber selecionar um novo emprego!

5) Dando preferência ao trabalho dentro da matriz de uma empresa

A visão de uma empresa nacional com várias filiais formando uma rede passa a impressão de uma empresa sólida e bem estruturada para garantir o emprego de qualquer funcionário por muito tempo. Entretanto, quando se pensa em cortar gastos, a tendência é transferir para a matriz as tarefas e funções realizadas pelos funcionários das filiais, o que gera desemprego.

Por exemplo: em setembro de 2008, a OneTravel transferiu para a sua matriz em São Paulo todo o processo de emissão da sua filial no Rio de Janeiro. Um dos fatores que contribuiu para essa decisão foi o fim das emissões do TKT físico e a viabilidade de trabalhar remotamente dos escritórios da matriz. Desde então, a Gapone do Rio de Janeiro passou a ter apenas um call center de reservas de passagens aéreas. Em conseqüência disto, o quadro de emissores foi reduzido à metade e aqueles profissionais que almejavam uma ascensão profissional a este cargo, ficaram extremamente desmotivados devido a desativação temporária do setor de emissão.

Portanto, se você trabalha numa filial, preste atenção aos sinais que antecedem os novos planos da presidência para cortar gastos: mudanças, reestruturação, sequência de demissões sem longos intervalos, são os principais indicadores de alerta que é hora de distribuir currículos para buscar novas oportunidades de emprego e não ser pego de surpresa porque o patrão não te comunicou o aviso prévio. E se você tiver duas propostas de emprego: uma para trabalhar numa empresa com sede no seu Estado e outra para trabalhar numa filial, dê preferência ao trabalho na matriz. A burocracia é menor, as condições de conseguir negociar um aumento de salário são maiores e não existe hierarquia de cargos. Algo totalmente oposto ao trabalho dentro de uma grande empresa com várias filiais onde tudo tem que ser reportado à matriz antes de se fazer ou pedir algo.

6) Evitando trabalhar em agências de viagens que pagam comissões pelas vendas dos serviços de viagens prestados ao cliente.

Se você tem duas propostas de emprego: um de uma agência que paga comissão e outro de uma agência que não paga comissão, escolha a agência que não paga comissão. Mesmo que a proposta da agência que paga comissão possibilite ganhar muito mais com as vendas realizadas. Isso porque essas comissões são projeções de renda, não há como assegurar ao agente de viagens que ele irá vender muito com tanta instabilidade no mercado. Além do mais, muitas agências que pagam comissão, não incluem no contra-cheque a comissão recebida. A CLT diz que a comissão faz parte do salário para efeito de cálculo de férias, 13 salário e recisão contratual, só que as agências não fazem isso e ainda camuflam esta comissão com o nome de incentivo ou bônus para pagar menos impostos (FGTS). Resultado: se o salário em carteira da agência que paga comissão for R$ 800, e o salário em carteira da agência que não paga comissão for R$ 1200, suas férias e 13 salário serão calculados com base no salário assinado na carteira de trabalho. Por fim, com tantos descontos na folha de pagamento, a comissão recebida acaba sendo um complemento para receber um salário próximo do salário de uma agência que não paga comissão.

Outro detalhe importante: as agências que pagam comissão tem mais tendência a cobrar do agente de viagens o prejuízo causado pela venda (ADMs, NOSHOW em hotel que não foi cancelado pelo agente, etc) do que as agências que não pagam comissão. E não adianta se armar com argumentos que você está certo e o PAX errado, ou guardar todos os dados (emails, documentos de cobrança, etc) dessa cobrança indevida da agência para obrigá-la a ressarcí-lo no dia de uma recisão de trabalho no sindicato, pois como esses descontos ocorrem sobre a comissão, que não é declarada (ou seja, que é paga "por fora"), nem no contra-cheque e nem no contrato de trabalho, quem acaba perdendo é o próprio agente de viagens, que no final das contas acaba pagando para trabalhar.

7) Evitando trabalhar em agências de viagens que são casas de câmbio. Conseguir emprego nessas agências, na maior parte das vezes, é por intermédio de indicação de algum conhecido que já é funcionário de uma dessas empresas. Portanto, se não tiver Q.I. (Quem Indica), a entrega do seu C.V. será perda de tempo.

Outro fator que se deve levar em consideração, é o fato que agências de viagens que trabalham com câmbio dão prioridade muito mais a esse negócio do que o próprio turismo e por isso, acabam sendo visadas pelas autoridades como um ponto de "lavagem de dinheiro". De repente você pode ficar super feliz de ter conseguido um emprego numa agência de viagens que faz câmbio sem saber na armadilha que entrou.

8) Não trabalhando em agências de viagens que usam o nome de empresas ou marcas famosas (Carrefour, C&A, etc).

Nos Estados Unidos a rede Wall Mart abriu várias lojas de turismo nas dependências dos seus supermercados visando explorar o mercado de turismo. Por terem se aventurado num negócio com o ramo diferente do que já atuavam, começaram a ter problemas de má administração e operacionais, que teve como uma das consequências, a imagem da marca Wall Mart sujada.Resultado: a Wall Mart Travel fechou suas operações e seus funcionários foram demitidos.

No Brasil, algumas empresas estão diversificando também seus negócios para tirar proveito do alto grau de movimento de consumidores em seus recintos comerciais. Às vezes, com o suporte de alguma agência de viagens que paga a essas grandes empresas pelo uso da sua marca e com isso, poder ter acesso a sua carteira de clientes para envio de mala direta e gerar vendas. Não se engane... Esse tipo de empreendorismo não dura muito tempo!

9) Não se deixe levar por promessas de salário durante uma entrevista de emprego.

Frases do tipo:

a) "O pior vendedor aqui tira no mínimo 1300 Reais."

b) "Somando o salário fixo na carteira mais as comissões, a média salarial é 1500 Reais."

c) "A comissão que pagamos aos nossos vendedores é de 20% mais o salário fixo na carteira e benefícios."

Não são as mesmas que estarão escritas no contrato de trabalho. Na hora de assiná-lo, as palavras mudam. Por exemplo: a comissão que era 20% (no dia da entrevista) passou para 10% depois que a empresa mudou seu plano de remuneração e o salário fixo de 900, referia-se ao salário de um agente de viagens sênior. Como você está iniciando na empresa e precisa respeitar seu plano de carreira, o salário que será registrado na sua carteira será um salário de um agente de viagens junior, bem menor, cujo valor será reajustado ao longo dos meses (período de experiência) e anos (quando algum agente de viagens sênior se aposentar ou sair da empresa).

Portanto, na hora de trocar uma empresa pela outra, primeiro leia as condições do contrato e depois o assine. Só então você poderá dar o último passo com segurança ao perdir demissão da atual empresa.

10) Focalize o envio do seu currículo para empresas que fornecem o produto/serviço.

Cias aéreas, redes hoteleiras, locadoras de carro e linhas de cruzeiro pagam pouco, mas oferecem a chance de fazer carreira dentro da empresa, além da estabilidade no emprego ser mais duradora.

Agências de viagens, operadoras e agências de turismo receptivo, oferecem a possibilidade de ganhar mais, porém, seu crescimento profissional será no máximo o de emissor de passagens aéreas ou de supervisor.

11) Preste atenção aos boatos e noticiários na TV para não trocar um emprego certo, por pior que seja, por um duvidoso.

Os boatos confirmaram a falência da Soletur, que era a maior agência de viagens do Brasil e que melhor remunerava os agentes de viagens. Já os funcionários da VARIG, do Rio de Janeiro, após terem sido demitidos, em 2002, da central de reservas da empresa que funcionava num prédio próximo ao aeroporto Santos Dumont conseguiram empregos em hotéis e em agências de viagens. Todavia, alguns tentavam mesmo assim, voltar a trabalhar em outros setores da empresa, porque ela estava dando prioridade a contratação de ex-funcionários, porém, pagando menos e ainda atrazando salários. Resultado, os que pediram demissão de um emprego certo para voltar a trabalhar na VARIG com o sonho de que a empresa venceria a crise que estava passando, ficaram desempregados quando em 2004 mais setores da empresa foram fechados além do corte de mais funcionários em todos os departamentos da empresa, atingindo inclusive estes que foram recontratados.

12) Não faça faculdade de turismo pensando que conseguirá um emprego bem remunerado e mais facilmente.

O que manda no mercado é saber falar idiomas, ter conhecimento operacional do GDS e, principalmente, saber vender.

Esta estória que um diploma de turismólogo irá abrir as portas do mercado de turismo não passa de conto do vigário. No máximo, servirá apenas para prestar concurso público. Jamais um turismólogo será diretor ou gerente de uma agência de viagens. Esses cargos são reservados para os filhos do dono da empresa. Seu dinheiro será muito melhor aplicado se fizer um curso de administração de empresas.

13) Mesmo estando empregado, envie seu currículo para outras empresas.

Se você se sente insatisfeito e mal-pago onde está não justifica se vingar da empresa trabalhando mal e sem responsabilidades para forçar uma demissão. Procure um segundo emprego para aumentar sua renda ou novas oportunidades de emprego no mesmo ramo comercial que já trabalha. Isso é bom, porque:

a) Você poderá comparar, durante as entrevistas de emprego, as condições de trabalho e salariais que o seu chefe te dá com as condições das outras empresas;

b) Você poderá descobrir, ao conversar com os funcionários que trabalham nas empresas que o chamam para uma entrevista, que os problemas que você passa na sua atual empresa podem ser os mesmos ou piores do que os da deles;

c) Você terá a oportunidade de sentir o mercado. Se estão contratando a toda hora ou não. Isso se percebe a partir do número de vezes que você é chamado para uma entrevista de emprego;

d) Você descobrirá qual o novo perfil de profissional que o mercado está procurando e com isso fazer cursos de atualização.

E o mais importante: se você demorar para ser chamado, é sinal que é bom você ficar onde está e sem resmungar porque você ficará mais insatisfeito ainda se conseguir sua demissão e não conseguir outro emprego.

14) Negocie com o seu patrão sua demissão para poder retirar o dinheiro do FGTS.

Suponhamos que você trabalhou 5 anos numa empresa e pediu demissão para trabalhar em outra. Após 4 meses essa nova empresa te demite. Quanto você imagina que poderá sacar da conta do FGTS?

Conforme a lei, você só poderá retirar do FGTS o valor dos 4 meses de depósitos feitos por essa nova empresa. É sobre esse valor também que incidirá a multa recisória sobre sua demissão. Os valores referentes aos 5 anos trabalhados na empresa anterior, continuarão retidos na conta do FGTS. Ou seja, nessas condições, as vezes é melhor esperar ser demitido para sacar todo o dinheiro e ainda receber o seguro-desemprego do que pedir demissão, se aventurando numa nova empresa que você ainda não conhece e não tem amigos para te contar como é a sua política interna.

O que muitos fazem, e não é só no turismo, é pedir ao patrão que o demita. Ele pagará todos os encargos da sua demissão para que você possa retirar o dinheiro do FGTS, sendo que o valor da multa recisória é devolvida a ele através de um cheque emitido em seu nome. Isso traz uma certa estabilidade econômica ao se aventurar num novo emprego, principalmente sem carteira assinada, porque ao mesmo tempo que você recebe o seguro-desemprego, você está trabalhando, se ambientando numa nova empresa e avaliando se a sua decisão de troca foi correta e sensata.

COMO EVITAR QUE O PAX SEJA COBRADO PELA TAXA DE EMBARQUE OUTRA VEZ NO AEROPORTO

Para entendermos de uma maneira rápida e clara, basta compararmos a forma errada e a correta. Em ambos os exemplos a seguir, o total das taxas de embarque é US$ 99.30 no trecho MIAMI/SALVADOR/MIAMI e as entradas ilustradas nesse tutorial são referentes ao sistema Amadeus.

I – FORMA ERRADA DE SE ESPECIFICAR AS TAXAS DE EMBARQUE EM BILHETES EMITIDOS COM BULK FARES

>FYBULK/X99.30XT

II – FORMA CORRETA DE SE ESPECIFICAR AS TAXAS DE EMBARQUE EM BILHETES EMITIDOS COM BULK FARES

>FYBULK/X5.50YC/X44.00BR/X49.80XT/TBULK

ONDE…

1) FYBULK é o código de transmissão da entrada Amadeus. No caso de infant, o código é: FYINFBULK...

2) Inserção da primeira taxa de embarque exibida na construção tarifária.

3) Inserção da taxa de embarque cobrada no país de destino. Nesse caso, para a cidade de destino no Brasil, há duas taxas BR (36.00BR + 8.00BR) e por isso elas foram somadas (44.00BR) e especificadas na entrada FY que será transmitida.

4) O código XT representa a soma do total das taxas que restaram. Logo, se a taxa total é US$ 99.30 e se você já especificou duas delas, o total que restou é US$ 49.80 (99.30 – 44.00 – 5.50).

5) Elemento mandatório: TBULK

NOTA:
Caso não seja exibido na construção tarifária a taxa de embarque do país de destino, deverá então emitir o TKT com a seguinte construção tarifária, conforme a ilustração abaixo:

PROGRAMA DE FIDELIDADE DE REDES HOTELEIRAS

Um programa de fidelidade de uma cia aérea pode ter como parceiro uma rede hoteleira, mas nada impede que essa mesma rede hoteleira tenha o seu próprio programa de fidelidade. Diante da diversidade dos programas de fidelidade, o cliente é obrigado a filtrar sua escolha: ser um frequent flyer ou ser um frequent guest?

Se ele escolher ser um frequent flyer, hospedando-se em um dos hotéis parceiros do programa de fidelidade da cia aérea, o participante não terá direito a usar a premiação deste programa em hospedagens gratuitas. Ele apenas acumulará milhas/pontos para conseguir mais rápido um bilhete gratuito. Do mesmo modo, se ele escolher ser um frequent guest, ele só ganhará os pontos pela hospedagem. As milhas voadas não serão creditadas no programa fidelidade do hotel por se tratar de serem programas diferentes um do outro, com critérios de premiações diferenciados.

Entretanto, há alguns programas de fidelidade de redes hoteleiras que possibilitam a transferência dos pontos acumulados na hospedagem do hotel para o programa da cia aérea. É o caso do programa Hhonors, da rede Hilton. Outros programas como: ACCOR Compliments, da ACCOR, Price Free, da rede Bristol, Caesar Rewards, da rede Caesar Park são alguns exemplos de programas que não permitem a transferência dos pontos de hospedagem para os programas de milhagem/pontuação das cias aéreas ou de qualquer outro parceiro. Para quem só viaja de férias, ou seja, tem casa ou parentes no país visitado, os programas das cias aéreas são a melhor opção. Já quem viaja a negócios, é preciso ter os dois. Note que as milhas/pontos ganhas nos programas das cia aéreas são creditadas com qualquer tipo de tarifa publicada ou de consolidador. Já nos programas de fidelidade das redes hoteleiras, o participante só ganha os pontos se pagar a tarifa específica do hotel.

Do mesmo modo que para viajar com um bilhete prêmio na classe executiva e 1a. classe necessita de mais milhas/pontos do que na classe econômica, o resgate de pontos com os programas de fidelidade das redes hoteleiras segue o mesmo procedimento quando os seus participantes solicitam seus prêmios. Isto é, os pontos para solicitar um prêmio de acomodação gratuita em um resort são maiores do que se seus membros solicitassem o mesmo prêmio para se hospedarem em um hotel de 3 estrelas.

A seguir, alguns conselhos baseados em conclusões pesquisadas nos contratos dos programas de fidelidade das redes hoteleiras no ano de 2004:

OS HOTÉIS PARTICIPANTES DO PROGRAMA QUE DÃO DIREITO AO PRÊMIO

Os participantes do programa fidelidade da Transamérica só podem usar o prêmio de hospedagem gratuita em apenas 2 hotéis da rede: TRANSAMÉRICA SÃO PAULO & TRANSAMÉRICA COMANDATUBA. Logo, o membro não terá direito a usar o prêmio em outro hotel participante do programa.

A ESCOLHA DO PROGRAMA BASEADA NA REDE DE HOTÉIS QUE VOCÊ MAIS SE HOSPEDA

Mesmo que uma rede hoteleira, como a ACCOR, tenha hotéis em todo o Brasil, sua escolha deve ser baseada:

  • Na rede que oferece mais hotéis no Estado para onde você freqüentemente viaja.
  • No lugar que você pretende se hospedar futuramente com o prêmio do programa da rede hoteleira.

PONTUAÇÃO NO PROGRAMA

Existem programas que nivelam as premiações em níveis de frequência. Por exemplo: o programa Caesar Rewards classifica seus frequent guests em 3 níveis: Caesar Rewards, Caesar Rewards Ouro e Caesar Rewards Platino. Para passar de um cartão para outro, é necessário se hospedar mais de 14 noites para chegar ao nível ouro, e mais de 39 noites para ser um membro do nível platino. Quanto mais alto o nível, maior a premiação que vai desde a hospedagem gratuita ao aluguel de carro e despesas gratuitas nos restaurantes do hotel.

COMO É FEITA A PONTUAÇÃO

  • Você pode acumular pontos somente pela hospedagem em tarifas qualificadas. É o caso dos programas das redes ACCOR, BRISTOL, SOL MÉLIA, TRANSAMÉRICA.

  • Você pode acumular pontos somente pelo o que consumir no restaurante do hotel e pelos serviços oferecidos. É o caso do programa de fidelidade da rede Caesar Park.

COMO A PREMIAÇÃO PODE SER SOLICITADA

  • Hospedagem gratuita, que dependendo do seu nível de membro no programa, pode ter outros serviços adicionados gratuitamente como aluguel de carro, jornal gratuito e serviços prestados pelo hotel.

  • Certificados de descontos (de 0% a 100%) para os gastos no restaurante do hotel. Alguns deles dão direito a acompanhante.

OS PARCEIROS DOS PROGRAMAS

Programas como o da rede Hilton oferecem a possibilidade do membro duplicar seus pontos usando produtos e serviços de empresas parceiras como cartão de crédito, cias aéreas, locadoras de carro, etc. O membro neste caso tem a oportunidade de duplicar e até de triplicar sua pontuação para conseguir a premiação mais rápido.

TRANSFERÊNCIA DE PONTOS PARA PROGRAMAS AFILIADOS

O programa Hhonors da rede Hilton oferece essa possibilidade.

COMPRA DE PONTOS

Em termos de satisfação do cliente é ótimo para ele obter a premiação se ainda não completou os pontos necessários, mas em termos de valores é duvidoso por não se saber se você está pagando mais do que estes pontos restantes realmente valem.

NO SHOW E CANCELAMENTO DE RESERVAS GRATUITAS

Em caso de cancelamento da reserva prêmio, a maioria das redes hoteleiras estipulam que essa solicitação seja feita com 3 dias de antecedência. O problema está caso o cancelamento seja com menos dias ainda.

O programa de fidelidade da rede Caesar Park exige no momento da solicitação da reserva gratuita o número do cartão de crédito do hóspede. Se ele faltar ao checkin, ou solicitar o cancelamento com menos de 3 dias, o valor da diária gratuita será cobrada do seu cartão de crédito, enquanto que o programa de fidelidade da rede Bristol estipula como regra a perda dos pontos utilizados na obtenção da diária gratuita, cuja mesma não poderá ser transferida para outras datas.

COMO REEMITIR PASSAGENS AÉREAS SEM COBRAR DO PAX A TAXA DE REEMISSÃO

Este tutorial baseado nas entradas do sistema Amadeus ensina como abater a taxa de reemissão cobrada por uma cia aérea quando se reemite um bilhete com tarifa menor do que a da tarifa original do bilhete emitido.

Vantagem para o PAX: Ele pagará menos ou nenhuma taxa de reemissão, uma vez que o valor da taxa será abatido na diferença entre as tarifas do bilhete antigo e do novo bilhte.

Desvantagem para a agência: Perda de comissão. Se você está reemitindo um TKT com uma tarifa menor, vc precisa devolver a cia aérea a comissão que vc ganhou a mais. Isso é feito e demonstrado na linha de comissionamento: FM123.00A/XO/168.80A. Note também, que logo após se fazer a reemissão, essa diferença de US$ 45.80, mostrada nesse exemplo, é exibida no Report de Vendas do GDS ao se aplicar a entrada Amadeus: TJQ.

SOLUÇÃO PARA NÃO PERDER A COMISSÃO
Cobrar um service fee que cubra a diferença entre as CM$
+
o desconto da 1ª. emissão se tiver sido aplicado!

Antes de entrarmos no passo a passo, vamos visualizar primeiro o cenário das tarifas aplicadas no bilhete original e no novo bilhete que será reemitido para melhor entendermos as explicações mais adiante:

EMISSÃO DO TKT ORIGINAL

EMISSÃO DO NOVO TKT


* Tarifa s/ taxas: US$ 844.00
* Tarifa c/ taxas: US$ 1064.30
* Valor da comissão: US$ 168.80
* Desconto aplicado: US$ 64.30
* Valor do TKT: US$ 1000.00

* Tarifa s/ taxas: US$ 615.00
* Tarifa c/ taxas: US$ 835.70
* Valor da comissão: US$ 123.00
* Taxa de reemissão: US$ 100.00
* Diferença tarifária: US$ 164.30
(1000 - 835.70)
* Service Fee: US$ 110.10
(64.30 + 45.80

NOTAS SOBRE A TABELA

1) EMISSÃO DO TKT ORIGINAL A CM$ total foi US$ 168.80. Porém foi dado ao PAX um desconto de US$ 64.30, retirado do lucro da CM$ e que gerou um MCO. Portanto, a CM$ final foi US$ 104.50.

2) NOVO TKT Ao se reemitir o TKT original, a CM$ diminuiu para US$ 123, que é seu valor total. Entretanto, não devemos nos esquecer do desconto aplicado na primeira emissão e que é válido para a reemissão. Assim sendo, o valor real da nova CM$ nesse segundo TKT é de US$ 58.30 (123 – 64.30).

Para recuperarmos a CM$ ganha no primeiro TKT e ainda termos algum lucro, fazemos um TASF US$ 110.10. Valor obtido ("sugerido") da soma do desconto aplicado na primeira emissão: US$ 64.30 + US$ 45.80, referente ao valor da diferenca das CM$ das duas tarifas (168.80 - 123.00).

Logo, a CM$ total será US$ 168.40 (110.10 + 58.30). Ou seja, um lucro de US$ 63.90 (168.40 – 104.50) a mais sobre o valor da primeira emissão.

OBSERVAÇÃO: A diferenca de tarifa é US$ 164.30. Porém desse total, abatemos a taxa de reemissão da cia aérea, totalizando uma nova quantia: US$ 64.30 (164.30 – 100.00), cujo valor não é reembolsável e que não pode ser também usado para abater no MCO que gerou o desconto.

PROCEDIMENTO DE REEMISSÃO PASSO A PASSO

PASSO 1 - PREPARANDO O PNR PARA A REEMISSÃO

1) Para se fazer esse procedimento, é necessário consultar PRIMEIRO a regra tarifária no parágrafo PE para saber se a cia aérea permite utilizar a diferença entre as tarifas dos bilhetes para abater na taxa de reemissão.

2) Caso o tópico acima se confirme, deve-se informar a forma de pagamento com a entrada: FPO/CCXX (onde XX refere-se ao código do cartão de crédito da emissão original. Deve-se inserir somente o código do cartão!!!).

3) Cancelar a linha do MCO gerado no PNR, caso tenha emitido o TKT original com desconto.

PASSO 2 – REEMISSÃO DO TKT

  • Repare que a informação da base tarifária foi acrescida de +US$100 (615 + 100 = 715.00), referente a taxa de reemissão que se repete ao final da linha após a letra C. Se não houvesse informação na regra tarifária que a diferença entre tarifas não pode ser usada para abater na cobrança da taxa de reemissão, então a informação correta a ser inserida na linha FO seria: *B615.00/X220.70/C100.00
  • A forma de pagamento também muda, pois estamos reemitindo um TKT onde há reembolso de diferença de tarifa cuja mesma pode ser usada para abater na cobrança da taxa de reemissão. É justamente essa informação que indica que o PAX não está sendo debitado do seu cartão por essa reemissão.
  • Neste exemplo, a comissão do novo TKT é US$ 123 e a comissão do TKT original é US$ 168.80. Logo, o valor da comissão que será devolvida a cia aérea será de US$ 45.80.

TANNOUS/RABIH

UA 861 L 10NOV IADGRU HK1 947P1025A

UA 860 L 17NOV GRUIAD HK1 1140P 632A

FO016-7031259168MIA31OCT07/10583300/016-70312591680E1 *B715.00/X220.70/C100.00

FP O/CCAX

FM *M*123.00A/XO/168.80A

PASSO 3 – REEMITINDO O TKT

TTP/ET/EXCH

FOTOS DE TURISMO QUE CIRCULAM NA INTERNET

Quando recebemos emails de certas fotos ficamos com dúvidas se são reais ou não. Antigamente, era preciso ver e viajar para acreditar. Hoje, com o advento de ferramentas de tratamento de imagens (Photoshop), é preciso olhar desconfiando.

A indústria hoteleira e de cruzeiros marítimos tem se favorecido dessas ferramentas para exibir em seus sites fotos de seus quartos e cabines manipuladas com Photoshop para criar a impressão que o quarto/cabine é amplo, bem equipado, com móveis novos e com uma bela vista.

Com o Photoshop pode-se acrescentar, esconder, apagar, aumentar ou diminuir um objeto numa foto. Adicionar tonalidades de luz, sombra e cor, criando a impressão da foto ser real!

Viajar tem se tornado cada vez mais uma necessidade do que a busca de um enriquecimento cultural. Atentos a esse fato, têm surgido ao longo dos anos agências de viagens especializadas em turismo técnico e cultural, focando palestras, aulas e visitas a lugares cuja principal atração são as obras de engenharia, arquitetura, arte e curiosidades locais de cada país. Tais fotos a seguir ilustram um pouco disso, evidenciando que a falta de uma bagagem cultural pode nos fazer julgar que tal imagem é uma mentira ou uma farsa digital.

PONTE COM ÁGUA PARA BARCOS NAVEGAREM

Foto real da ponte alemã que passa sobre o rio Elbe e liga os canais Elbe-Havel e Mittelland.

O audacioso projeto demorou mais de 80 anos para ficar pronto. Em 1919, a idéia era fazer duas "ruas d'água", mas foi só em 1930 que começou a se pôr em prática os desenhos e cálculos. Porém, o projeto teve que ser interrompido por um tempo por causa da Segunda Guerra Mundial, em 1942. Depois, com a guerra fria na Alemanha, o projeto ficou ainda mais lento. Finalmente, com a reunificação das Alemanhas em 1990, o pessoal retornou às obras para que (6 anos depois) terminasse a ponte.

Pra quem gosta de números:

  • Foram gastos meio milhão de Euros para a construção da ponte d'água.
  • A ponte mede 918 metros de extensão.
  • Foram gastos 24.000 toneladas de aço.
  • Os serventes de pedreiros fizeram 68.000 metros cúbicos de concreto!

PONTE QUE VIRA TÚNEL NO MEIO DO MAR

Foto real de uma ponte localizada em Virginia, EUA com o propósito de não atrapalhar a movimentação das embarcações.

A ponte com passagem subterrânea que aparece na fotografia acima chama-se Merrimac Memorial Bridge Tunnel ou MMMBT. A obra total custou a US$ 400 milhões.

Outra ponte similar a essa (com passagem para carros e metrô) é a que liga a Dinamarca a Suécia e foi construída num consórcio entre os dois países.

Tendo sido inaugurada em Julho de 2000 para interligar a cidade de Copenhague (capital da Dinamarca) à Malmo, a terceira maior cidade da Suécia. Copenhague encontra-se na ilha grande de Zealand, localizada aproximadamente a 16 km da Suécia. Esta zona entre Dinamarca e Suécia se chama Oresund. A gigantesca construção serviu para unir ainda mais os dois países que já tinham suas culturas e economia igualmente ligadas.

A MAIOR MONTANHA-RUSSA DO MUNDO

Fotos reais tiradas no parque de diversões de Cedar Point, no Estado americano de Ohio. As fotografias mostram a Top Thrill Dragster, a mais alta montanha-russa do mundo.

De acordo com o site do parque, ela tem 128 metros de altura, uma pirueta de 270 graus, e os carrinhos andam numa velocidade de 200 quilômetros por hora. A empresa que cuida do brinquedo diz que a execucão do projeto custou US$ 25 milhões.

ILUSÃO DE ÓTICA DE COLISÃO NO AR DE 2 AVIÕES

A foto que mostra dois aviões quase se chocando em pleno ar é real. No entanto, na internet ela circula contando uma falsa história sobre a colisão no ar de duas aeronaves.

A cena aconteceu no dia 28 de janeiro de 2006 com os aviões da Japan Airlines e da DHL Global Delivery Service. Uma cena comum que acontece todos os dias nos céus próximos aos aeroportos mais movimentados do mundo. Mas os aviões não chegam a se tocar! Na verdade, por uma medida de segurança, os aviões têm suas distâncias rigorosamente controladas de maneira que eles fiquem distantes uns dos outros.

O fotógrafo que fez as imagens disse ao jornal Sunday Mirror que começou a fotografar os aviões depois de tê-los visto “em rota de colisão”.

Segundo o porta-voz da DHL, os dois aviões pousaram no aeroporto de Heathrow sãos e salvos. Ele também afirmou que as imagens fotográficas podem ser “incrivelmente enganosas” e disse que não há a menor possibilidade de que um dos aviões tivesse saído de sua rota, o que significa que eles estavam separados por uma distância de pelo menos 4 km.

Veja mais algumas fotos dos aviões fotografados de um outro ângulo e que foram omitidas dos spams enviados com a notícia do choque das duas aeronaves:

Por que então que na foto eles parecem que estão tão pertos?

Esse efeito é pura ilusão de ótica! Fotografar grandes objetos, no ar e sem nenhuma referência (como montanhas, por exemplo) podem nos pregar algumas peças. Um exemplo fácil é a lua: quando é lua cheia e a vemos saindo de trás de uma montanha, temos a impressão de que ela é enorme, porém, quando essa mesma lua fica posicionada mais ao alto no céu, perdemos as montanhas que serviam de referência e ela fica menor!

Assim acontece com os aviões: não temos nenhuma referência no céu a não ser os dois aviões. Também não temos como saber a que distância um está do outro e nem sabemos qual o tamanho de cada avião.

Além de tudo isso, um outro "truque" pode ser feito na hora de se bater a fotografia: dependendo da lente usada na máquina, pode-se obter vários efeitos.

Essas fotos foram tiradas no mesmo lugar e na mesma hora. A diferença foi as lentes usadas. Na primeira foto, foi usada uma lente de 17 milímetros enquanto que a última foto foi feita com uma lente de 100mm. Note que a torre aparentou estar muito mais perto na última foto do que na primeira.

PRÉDIO COM LINHAS ARQUITETÔNICAS TORTAS

Foto real do prédio Rezydent Shopping Center, situado no Boulevard Heróis de Monte Cassino na cidade polonesa de Sopot, próxima ao porto de Gdansk (antiga Dantzig).

O nome do projeto arquitetônico é Krzywy Domek ("Casa Bêbada" em polonês). Totalizando 2.032 m² de área construída, a Casa foi projetada em 2003 pela empresa Szotynscy & Zaleski que se inspirou nos desenhos do ilustrador de livros infantis, designer, cenógrafo, pintor e diretor de TV polonês Jan Marcin Szancer (1902-1973), e também na obra do desenhista Per Dahlherg – um dinamarquês que, por longos anos residiu na cidade.

Hoje o local é um centro comercial ocupado por lojas, restaurantes e bares. Quem for até lá poderá subir ao terceiro piso e visitar o Pomeranian Musem of Modern Marine Craft (Museu Pomerano de Artesania Naval Moderna).

"SURFE FERROVIÁRIO" NO PAQUISTÃO

A imagem revela que o "surfe ferroviário" é uma febre no Paquistão.

No flagra, dezenas de fiéis muçulmanos retornam de um festival religioso sunita em Multan, conhecida como a Cidade dos Santos.

Celebrações religiosas islâmicas costumam ser superlativas - como o Hajj, na cidade sagrada de Meca, Arábia Saudita, que reúne mais de um milhão em torno da Caaba.

Bom, a foto serve de consolo para quem sofre no Metrô, e pode também servir de alerta para aqueles que desejam visitar lugares remotos pensando que qualquer cidade no mundo já está totalmente modernizada!

UMA PISCINA NATURAL NA BEIRA DE UMA CASCATA

O nome amedronta (e, na verdade, é perfeito): Piscina do Diabo. Mas as pessoas não têm medo algum! Muito pelo contrário. Se você é daqueles viciados em adrenalina e está procurando uma experiência no limite o seu próximo destino pode ser Victoria Falls, na fronteira entre Zâmbia e Zimbábue. Mas olhe bem o calendário antes de se aventurar.

O fenômeno acontece durante o período da seca, quando os níveis baixos da água do Rio Zambezi permitem que seja formada o que está sendo chamada de a nova piscina do infinito. À beira de um mortal precipício de 100 metros de altura - uma das maiores e mais fortes quedas do mundo - as pessoas param para se banhar sob o forte sol africano. As cataratas atraem famílias inteiras, em grande parte da Europa. Alguns mais ousados deixam o corpo ser levado pela força da água, de olhos fechados, e se agarram a uma pedra a poucos metros do fim da linha.

Durante a maior parte do ano, qualquer ousado que se aventure no Zambezi é facilmente engolido pelas águas revoltas até o precipício, com direito a cascata de 500 milhões de litros de água por minuto. Durante a seca, uma barreira de rochas impede que o visitante seja levado para a morte.

MOTANHAS DE MATCHU PITCHU COM FORMA DE ROSTO HUMANO

Foto falsa. As montanhas de Matchu Pitchu não formam a figura de um rosto humano.

Trata-se de uma campanha peruana de incentivo ao turismo local, fazendo uso das ferramentas do Photoshop para atrair a atenção e visita de novos turistas.

Compare agora a foto verdadeira com a falsa acima.

COMO CALCULAR COMISSÃO

Osistema de pagamento de comissão utilizado pelas operadoras de viagens para pagar as pequenas agências de viagens que solicitam seus serviços de emissão é chamado de OVER (=COEFICIENTE), cujo cálculo baseia-se, por exemplo, em: 10% + 4% over.

Desse modo, se a tarifa neta de um TKT é US$ 500.00, o valor da comissão da agência que vendeu o bilhete será 10% de US$ 500.00 = US$ 50.00 + 4% (de US$ 50) = US$ 2.00. Portanto, US$ 52.00 é a comissão total da agência de viagens que vendeu o bilhete.

O erro mais comum do agente de viagem ao preencher a nota fiscal para solicitar o pagamento da comissão é o esquecimento da dedução do ISS da comissão recebida. Por esta razão, segue alguns cenários em que os cálculos com comissão se aplicam dentro de uma agência de viagens.

01. CÁL. DE COMISSÃO DE TKT DOMÉSTICO COM COEFICIENTES

02. CÁL. DE COMISSÃO DE TKT DOMÉSTICO SEM COEFICIENTES

03. CÁL. DE COMISSÃO DE TKT INTERNACIONAL SEM COEFICIENTES

04. CÁL. DE COMISSÃO DE TKT INTERNACIONAL COM COEFICIENTES

05. CÁLCULO DE FINANCIAMENTO DE TKT COM CARTÃO DE CRÉDITO

06. CÁLCULO DE FINANCIAMENTO DE TKT COM CHEQUE

07. OPERAÇÕES COM CÂMBIO

08. CÁLCULO DA TAXA DU

TURISTAS CORREM PERIGO EM EMBARCAÇÕES IRREGULARES

Fonte: reportagem do Fantástico exibida em 13/JAN/2008.

No dia 19 de abril de 2003, o barco de turismo 'Tona Galea' naufragou em Cabo Frio, matando 15 pessoas. A perícia feita no barco constatou que sua capacidade real era para 27 passageiros. No dia do acidente, havia 62 turistas a bordo e dois tripulantes.

Nos barcos, o que à primeira vista parece um detalhe sem importância pode ser a diferença entre a vida e a morte. Situações de marinheiros despreparados e mal-treinados que não sabem informar quantos coletes salva-vidas estão disponíveis na embarcação, quantos passageiros estão a bordo, ou que não sabem orientar os passageiros a usar os coletes salva-vidas e de como agir em caso de acidente, são bastante comuns.

O engenheiro naval, Alexandre Trinas, que trabalhou como perito na investigação do acidente com o barco 'Tona Galea' em Cabo Frio, analisa e comenta outras imagens:

Em um barco de Florianópolis, Santa Catarina, extintores de incêndio são mantidos no chão.

“O ideal é que ele ficasse em uma posição acima, não em um convés exposto na parte que ele pode receber água do mar. Realmente vai começar a acumular água do mar ali embaixo, vai começar a comprometer o cilindro”.

Já um equipamento chamado aparelho flutuante é projetado para se soltar automaticamente para o caso de o barco afundar.

“No caso, a gente pode observar que esses itens estão amarrados, e isso impede a livre flutuação deles em caso de naufrágio. Se houver um naufrágio ele vai junto com o barco para o fundo”.

Em Salvador, Bahia, coletes salva-vidas estavam fechados em um armário.

“O ideal é que os coletes estivessem facilmente acessíveis acima dos assentos, ou embaixo deles. Isso prejudica a segurança, certamente”.

Novamente no Rio de Janeiro, um colete sem a fivela que amarra o equipamento ao corpo do passageiro. E o local em que os coletes estão guardados não é de fácil acesso, em caso de emergência.

“Em uma situação de emergência em que as pessoas tenham que pegar esse colete, o que vai acontecer? Eles vão ter que descer uma escada estreita para pegar um colete e sair”.

Euller Braga, da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, explica que a embarcação deve fazer uma palestra e comentar com os passageiros como se veste o colete de forma adequada, onde estão posicionados os extintores de incêndio, e como agir em caso de uma colisão.

Até o final do ano de 2007, o Brasil tinha registro de 823 barcos que podiam ser usados para turismo. Já o número de embarcações de esporte e lazer sem finalidade comercial era de mais de 281 mil.

Cada barco é vistoriado anualmente. Além disso, em 2006, cerca de um terço de todas as embarcações foi abordado em blitz de inspeção. Mais de 1,5 mil foram apreendidas.

Alexandre Trimas, conclui: "Não tem uma cultura de segurança. A gente sempre acredita que acidente é uma coisa que acontece com os outros”.

ESPANHOLA É PRESA SUSPEITA DE ENGANAR IMIGRANTES BRASILEIROS

Fonte: BBC Brasil, 4/JAN/2008

Uma espanhola foi presa domingo (19) acusada de enganar 90 imigrantes brasileiros em Madri. Ela dizia que era detetive especializada em imigração e prometia documentos em troca de dinheiro. Em um ano, ela arrecadou mais de R$ 900 mil.

O nome da falsa policial não foi divulgado pela Brigada Central contra Redes de Imigração. Ela agia com um falso crachá do Ministério do Interior e oferecia documentação por valores que variavam entre R$ 7.800 e R$ 9.100 mil cada um. O contato com os imigrantes era feito por meio do boca-a-boca, a partir de bares e do município de Torrejón de Ardoz.

O acordo era pagar adiantado para conseguir licenças de trabalho e residência, carteiras de identidade espanholas e até passaportes.

De acordo com as investigações, a falsa detetive dava um prazo de 15 a 20 dias para entregar os documentos (que nunca chegavam) e, quando os brasileiros reclamavam, a resposta era que a burocracia complicava a situação e que ela dependia de outros contatos dentro dos ministérios. Quando havia queixas demais, ela ameaçava denunciar os ilegais.

“Pelo que nos comentaram os imigrantes, ela falava de forma muito confiante, dizendo que era agente da autoridade. Ela se aproveitava de que as vítimas tinham medo, desconheciam os trâmites legais e acabavam satisfeitas com qualquer explicação”, disse o porta-voz da polícia de Madri.

As investigações começaram no último mês de maio, quando surgiram as primeiras denúncias em Torrejón de Ardoz. Segundo a polícia, a demora em prender a acusada e fechar a operação aconteceu porque os brasileiros tinham medo de ir às delegacias para prestar depoimento, já que todos vivem de forma ilegal no país.

Na casa da falsa detetive foram apreendidos recibos bancários de pagamentos, cadernos com anotações, fotografias de vítimas e cópias de passaportes brasileiros.

Segundo a Brigada Central contra Redes de Imigração, os brasileiros que fizeram a denúncia não serão indiciados por crime de associação ilícita porque foram enganados, mas voltarão ao Brasil para pedir nos consulados suas respectivas licenças de trabalho e residência.

COMO SE PROTEGER DE CERTOS GOLPES

As dicas e conselhos de prevenção a seguir tem como fonte: o SERASA, a DELEGACIA DO TURISTA, o PROCON e outras instituições brasileiras acostumadas a registrar casos semanais de pessoas e turistas vitimadas por tais golpes.
  1. Não compre tapetes havidos como de procedência estrangeira de "turistas" desconhecidos. Trata-se do conto do Magliari! São produtos nacionais de baixa qualidade, desprovidos de etiquetas, negociados como falso contrabando, por preços várias vezes superiores ao real.
  2. Não se deixe levar pelas promessas de curandeiros e charlatões que falam em curas milagrosas. Eles só querem apropriar-se de seu dinheiro em prejuízo de sua saúde.
  3. A ambição desmedida do lucro fácil favorece o engodo preparado pelos vigaristas. Não se deixe levar por ofertas fabulosas e negócios da China.
  4. Ao fazer negócios com desconhecidos não se deixe embair por referências favoráveis colhidas em fontes igualmente desconhecidas. Procure confirmar as informações recebidas com pessoas de sua confiança.
  5. Uísque falsificado é antes de tudo um produto nocivo a sua saúde. Acautele-se contra os espertalhões que vendem gato por lebre.
  6. Não confie sua carga a carreteiros desconhecidos, portadores de documentação duvidosa. O frete poderá custar mais caro do que você pensa.
  7. Mantenha-se sempre perto da sua bagagem, principalmente as portáteis e nunca transporte embrulhos ou envelopes para outras pessoas em aeroportos, rodoviárias e portos.
  8. Não leve sua bagagem para o restaurante do hotel. Deixe-a no quarto! Se levar, carregue-a para onde for.
  9. Deixe sempre a chave do seu apartamento na portaria do hotel e mantenha bem guardado seu cartão de identificação do estabelecimento de hospedagem.
  10. Não saia com jóias e grande quantidade de dinheiro. Guarde seus valores no cofre do hotel.
  11. Procure não deixar a mostra câmeras fotográficas e de vídeos em locais movimentados.
  12. Evitar transitar todo o tempo com o passaporte, principalmente se for à praia. Em caso de perda ou extravio, informe imediatamente a polícia.
  13. Quando estiver em bares ou restaurantes de calçada, não deixe carteiras ou documentos soltos sobre a mesa, nem pendure bolsas ou sacolas nas cadeiras.
  14. Só utilize os serviços de táxis credenciados que tenham identificação afixada nos vidros.
  15. Não troque dinheiro com pessoas desconhecidas. Procure as casas de câmbio ou bancos autorizados.
  16. Quando estiver transportando valores não se deixe distrair por qualquer motivo. Cuidado com os trombadinhas ("pick-pockets") que vigiam e que querem furtá-lo.
  17. Cheque visado dado em pagamento por desconhecidos, fora do expediente bancário, deve ser confirmado pelo banco sacado antes de ser aceito como dinheiro em espécie.
  18. Reserve seus donativos e óbolos para entidades idôneas credenciadas pelo Serviço Social do Estado e Serviço de Fiscalização das Associações de Caridade. Não confie na conversa de angariadores que não exibam credenciais legítimas.
  19. Agências de emprego que cobram taxas antecipadas, a pretexto de conseguir colocações, não passam de arapucas disfarçadas. Denunciem-nas.
  20. Nunca aceite orientações de supostos técnicos de telefone que oferecem vantagens em tarifas (para telefone fixo ou celular) e pedem que você digite alguma seqüência de números em seu telefone. Algumas formas de clonagem acontecem assim.
  21. Se você for interpelado por alguém que se diz policial, exija a exibição de sua cédula de identidade funcional. É um direito seu e sua garantia.

COMO EMITIR BRAZIL AIRPASS

Neste tutorial, será mostrado as entradas do sistema Amadeus (em azul) para se emitir um Brazil airpass. Os dígitos na cor preto são elementos e textos mandatórios que devem ser inseridos antes da transmissão da entrada. O fato de usarmos a TAM como exemplo não altera os procedimentos de emissão com outras cias aéreas, bastando apenas fazer as alterações necessárias quanto à base tarifária, taxas Q cobradas, ticket designator, tour code e outros remarks que houver na regra tarifária de cada uma delas.

CONSTRUINDO A MÁSCARA DO BRAZIL AIRPASS

A tarifa do Brazil airpass é calculada por número de cupons emitidos. Cada data diferente representa um cupom. Entretanto, preste atenção quanto ao stopover. Se houver conexão com stopover superior a 4hs, a TAM considera os trechos aéreos da conexão como cupons separados, mesmo que o vôo seja na mesma data.

Os vôos abaixo foram reservados em duas classes diferentes. De acordo com as regras do airpass da TAM de 2007, será cobrada uma taxa Q de US$ 30 por cada trecho emitido na classe H se não houver vaga na classe Z. Isso acarretará também em duas bases tarifárias.

RP/MIA1S21FH/MIA1S21FH BA/GS 18DEC07/1738Z 2LD6CP
1.WIRES/DOUGLAS
2 JJ3196 Z 20MAY 2 GIGSSA HK1 900A1055A
3 JJ3195 Z 24MAY 6 SSAGIG HK1 350A 550A
4 JJ3097 H 30MAY 5 GIGPOA HK1 1000A1210P
5 JJ3290 H 05JUN 4 POAGRU HK1 615A 750A

PASSO 1 – No PNR transmita: FXL

PASSO 2 - Copie acima, a construção tarifária horizontal.

20MAY08RIO JJ SSA Q6.00 365.00W2TAM1 JJ RIO Q6.00JJ POA564.00W2TAM1 JJ SAO Q6.00 323.00W2TAM1 USD1270.00END

PASSO 3 – Digite: TTI/C e ao lado cole a construção tarifária, deletando os valores, taxas Q e bases tarifárias.

TTI/C20MAY08RIO JJ SSA JJ RIO JJ POA JJ SAO END

PASSO 4 – Insira os valores, taxas e base tarifária do airpass e transmita a entrada:

TTI/C20MAY08RIO JJ ZBAP07YY SSA JJ ZBAP07YY RIO JJ Q30.00 HBAP07YY POA JJ Q30.00 HBAP07YY SAO 560.00ZBAP07YY USD620.00END

A base tarifária e taxas do airpass é inserida após o código da cia aérea.

560.00ZBAP07YY refere-se ao valor neto do airpass e a base tarifária do airpass.

USD620.00 é o somatório do valor neto do airpass + as taxas Q (560 + 30 + 30). Esse é o valor da tarifa base do airpass que será utilizado no PASSO 6.

Nota: se fossemos emitir todos os vôos na classe Z, sem a inclusão da taxa Q, a entrada aplicada seria:

TTI/C20MAY08RIO JJ SSA JJ RIO JJ POA JJ SAO 560.00ZBAP07YY USD560.00END

PASSO 5 – Informação da base tarifária referente ao seguimento aéreo:

TTI/L1,2/BZBAP07YY/L3-4/BHBAP07YY

Nota: se fossemos emitir todos os vôos na classe Z, a entrada aplicada seria:

TTI/BZBAP07YY

PASSO 6 – Informação da tarifa aérea + taxas de embarque:

TTI/F620.00/X20.00BR

PASSO 7 – Informação de bagagem: TTI/APC

PASSO 8 – Informação (duplicada) da data de emissão do airpass:

TTI/V23JAN23JAN

PASSO 9 –Inserção do elemento FE e informação do número do bilhete internacional que o PAX está viajando para o Brasil:

FE**NONEND/NONREF**TAM BRAZIL AIRPASS – AA 001-7038484757

PASSO 10 – Inserção de OSI no PNR:

OS JJ TAM BRAZIL AIRPASS

O resultado final da TST no Amadeus será igual a esse:

ASSUNTOS RELACIONADOS AO ARTIGO E SOMENTE MINISTRADOS NOS CURSOS DE TREINAMENTOS:


a) Como burlar contratos de airpasses.

b) Como descobrir no GDS se uma cia aérea oferece airpass, sem ter contrato com ela.

TURISMO SUSTENTADO PELA VAIDADE

Um novo comércio “turístico” tem se instaurado na Internet oferecendo pacotes de cirurgias plásticas com tudo incluído: passagem aérea, acomodação em hotel, motorista, enfermeiras bilíngües e é claro, a própria cirurgia. Trata-se do turismo médico.

Em geral, o primeiro contato com os cirurgiões é por e-mail. Também é pela Internet que os pacientes enviam fotos, fazem as entrevistas iniciais e enviam os exames exigidos no pré-operatório.

O maior argumento para a venda desses pacotes é a desvalorização da moeda e os custos da operação nos países desenvolvidos. Se nos Estados Unidos uma cirurgia de redução de estômago custa US$ 30.000, no Brasil, ela custa 3 vezes menos!

Os estrangeiros que se aventuram por esse tipo de turismo com a idéia de unir férias e cirurgia plástica, passam em média no Brasil 22 dias e gastam diariamente em torno de 120 dólares a mais do que qualquer outro grupo de turistas. Porém, devem atentar-se a certas recomendações e cuidados que raramente são informados por quem explora esse tipo de turismo médico:

  1. Não é recomendável ser operado logo após a chegada a um país. Longas viagens de avião podem provocar coágulos nas pernas. Condição conhecida como síndrome da classe econômica. Podem também acarretar embolia pulmonar na hora da cirurgia e até matar o paciente.
  2. Não se recomenda retornar ao país de origem 3 dias depois da cirurgia porque a pressurização do avião aumenta o inchaço do corpo. O tempo necessário é de pelo menos uma semana para o acompanhamento médico.
  3. Plástica não combina com sol. O estrangeiro que pretende ajeitar o visual e depois andar nas areias de Copacabana correrá o risco de ter as cicatrizes da operação escurecidas. Quem faz uma lipoaspiração também não entra tão cedo num biquíni. A cirurgia deixa hematomas horríveis! A paciente é obrigada a usar cintas ou macaquinhos para ajudar na retração da pele. Nessas condições, qual turista vai querer desfilar na praia?
  4. Antes de comprar um desses pacotes médicos, confira se há informação que o profissional tem título na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e se cumpriu pelo menos 5 anos de residência na área. Não esqueça também de checar se ele tem processos na Justiça. Esses detalhes são a maior dificuldade para os estrangeiros que pulam esta fase, baseando-se na indicação de amigos e na propaganda boca-a-boca.
  5. Não se impressione pelas fotos da clínica ou do hospital exibidas nos sites de quem comercializa esses pacotes. Fotos na Internet são como fotos em revistas e anúncios de jornais: são de caráter ilustrativo e não refletem a realidade das salas de cirurgia e dos quartos de internação. No ano de 2007, uma fiscalização do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, revelou que 60% das clínicas de estética não estão de acordo com as normas da vigilância. Entre as irregularidades estão centros cirúrgicos montados em banheiros, tubos de oxigênio vazios e falta de aparelhos de manutenção à vida. Por isso, é recomendável que um amigo faça uma visita ao local para averiguar as condições do estabelecimento, caso o paciente resida em outro Estado ou país.

Segundo o Código de Ética Médica e as resoluções correlatas do Conselho Federal de Medicina, a publicidade médica deve seguir regras que visam a proteção da sociedade contra as propagandas enganosas, que objetivam induzir os cidadãos a erros graves e irreparáveis, como por exemplo, a exposição de pacientes e a divulgação de imagens “antes e depois” que têm sido interpretadas como promessas de resultado.

Os pacotes de cirurgia plástica são mascarados de várias formas na mídia. Seja por anúncios com texto e um link que ao ser clicado, redireciona o internauta ao site que vende esses pacotes, ou seja por revistas, contendo matérias com publicidade médica abusiva, de conteúdo promocional inverídico e sensacionalista, bem como os programas de televisão com “comerciais” disfarçados de matérias jornalísticas.

Outra polêmica debatida neste tipo de turismo médico, é a intermediação da cirurgia plástica por supostas agências de viagens que têm transformado a medicina em um produto de consumo. Além de algumas não informarem ao paciente quem irá operá-lo, elas não se preocupam com a sua saúde, trabalhando, em geral, com profissionais inexperientes e com clínicas de nível inferior, que empregam alunos e residentes que atuam sem supervisão adequada.

Repare que agências de viagens sérias (CVC, Submarinoviagens, Expedia, etc), que possuem registro comercial para operarem, não vendem city tours com vôos de asa delta ou com salto de pára-quedas porque se houver um acidente fatal com o turista que comprou esse serviço delas, é a agência de viagens e o fornecedor do serviço que serão judicialmente responsáveis pela indenização da família da vítima e no inquérito policial.

E é aí que entra a figura do free-lancer. Ele personaliza esses pacotes adicionando os serviços de vários fornecedores, criando a impressão de ser um só produto e de estar negociando com uma agência de viagens verdadeira que promove sua venda. Nenhum deles tem conhecimento do outro parceiro que está incluído no pacote e nem tão pouco do verdadeiro propósito do pacote. Entretanto, o free-lancer é o único elo de ligação entre eles. Este por sua vez, recebe a comissão pela venda dos serviços prestados pelos verdadeiros fornecedores dos serviços incluídos no pacote.

Se algo der errado na cirurgia, o paciente não terá condições de processar os fornecedores envolvidos no pacote porque tanto a agência IATA que emitiu os bilhetes aéreos quanto o hotel que acomodou o paciente, venderam um serviço intermediado por um free-lancer. Eles apenas cumpriram o seu papel de prestador de serviço, só que para o free-lancer e não diretamente para o cliente do free-lancer. Assim sendo, a responsabilidade pelo dano a saúde do estrangeiro que comprou esse pacote de cirurgia plástica cairá sobre o médico, e como todos sabem... No Brasil é muito difícil processá-los por erro médico.

De acordo com o artigo 3º do Código de Defesa do Consumidor (CDC), a relação médico/paciente equipara-se à relação prestador de serviços/consumidor. O que também está estabelecido entre os direitos universais dos pacientes, se o erro foi provocado por negligência, imprudência ou imperícia do profissional, as vítimas têm direito à indenização por danos materiais e morais. Em qualquer caso, porém, só é possível conseguir uma indenização judicialmente, se o erro provocar dano ao paciente.

Segundo o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) a maneira mais eficaz de resolver um problema de erro médico é recorrer simultaneamente ao Ministério Público, que tem maior isenção para averiguar as denúncias, e aos Conselhos Regionais de Medicina.

Mas para se ganhar essa batalha na justiça, é preciso saber agir antes com prudência. Ao contratar os serviços de um cirurgião plástico ou comprar um desses pacotes de cirurgia plástica, deve-se exigir a elaboração de um contrato e/ou orçamento, onde serão minuciosamente descritos os objetivos da operação, o gasto com internação, o valor dos honorários, a forma de pagamento e a validade da proposta (nunca inferior a 10 dias). Tais medidas garantem à contratante a tranqüilidade de ter os seus direitos assegurados, de acordo com os artigos 39 e 40, ambos do CDC, e artigos 46 e 90, do Código de Ética Médica. Se após a cirurgia a paciente notar que o resultado não atingiu o fim esperado, foi mal feito ou lhe causou danos estéticos, a solução é contratar um advogado e exigir na Justiça:

1º) O reembolso das despesas que teve;
2º) O custeio de uma nova cirurgia;
3º) A indenização por danos estéticos.

Se a paciente tiver urgência (ou necessidade) de uma nova intervenção cirúrgica, pode contratar os serviços de um outro profissional, pagá-lo do próprio bolso e, de posse das notas fiscais dos gastos efetuados, requerer do primeiro cirurgião a restituição de suas despesas. Em qualquer caso, o ônus da prova relativo ao erro médico é incumbência do profissional contratado.

FONTES:
Resvista Época
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG75550-5990-440-2,00-BELEZA+BRASILEIRA.html

Consultor Jurídico
http://conjur.estadao.com.br/static/text/4339,1

IDEC
http://www.idec.org.br/consumidorsa/0108.htm

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
http://www.cirurgiaplastica.org.br/publico/index.cfm

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascula
http://www.sbacvsp.org.br/index1.htm

ERROS QUE PODEM OCORRER ANTES DA EMISSÃO DE UM BILHETE AÉREO

PROBLEMAS

POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS ANTES DA EMISSÃO

O QUE FAZER PARA NÃO ERRAR

MUDANÇA DO PERCENTUAL OU DA CLASSE DE COMISSIONAMENTO

1. Multa caso não haja mais tempo de reemitir o TKT para corrigir o erro sem a cobrança da penalidade.

2. Debit memo por recebimento de comissão cobrada a mais, ou…

3. Debit memo por cobrança de diferença de tarifa entre uma classe mais barata para outra mais cara caso a classe que foi utilizada para emitir o TKT não seja elegível para emissão, ou seja: não seja comissionada!

Mantenha seus contratos atualizados. Os contratos de comissionamento são válidos por 1 ano. Se você sabe que eles mudam anualmente cheque:

1. Se o percentual de comissão de uma rota continua o mesmo.

2. Se a classe mais barata com o maior percentual de comissionamento continua a mesma.

Exemplo: Geralmente o erro ocorre quando a cia aérea mantém o percentual de 20% em uma rota mas muda a classe antiga (que era na classe Q) para uma classe mais cara, a H por exemplo. A classe Q passa a ter um comissionamento menor, vamos supor 10%, mas o agente de viagem está tão acostumado ao contrato antigo que faz a emissão na classe Q pensando que a comissão desta classe é ainda de 20%.

Note que o mesmo erro pode se apresentar de maneira diferente: a classe Q não ser mais comissionada, ou o valor da comissão de uma certa rota e dos vôos codeshare diminuírem para a metade, ou menos ainda!

EMISSÃO NÃO DE ACORDO COM A REGRA TARIFÁRIA OU COM O CONTRATO APLICADO REFERENTE À BASE TARIFÁRIA

1. Multa, caso não haja mais tempo de reemitir o TKT para corrigir o erro sem a cobrança da penalidade.

2. Debit memo.

3. O PAX poderá não embarcar, utilizando o mesmo TKT, ou ser obrigado a comprar um novo bilhete no aeroporto caso o PNR tenha sido emitido fora das regras de emissão.

Exemplo: emissão de um Brazil Airpass cujo retorno é 22 dias após a data de partida da viagem, sendo que sua validade é de 21dias a contar da data da partida!

1. Consultar o contrato antes de emitir o TKT e adquirir o hábito de ler a regra tarifária.

2. Trocar a aplicação das regras de emissão de um contrato de uma mesma cia aérea por outro devido a falta de atenção.

3. Revisar os contratos usualmente para não repetir os mesmos erros.

PRAZO EXPIRADO

1. Perda da venda por falha do agente de viagem que não processou a fila de prazos.

2. Perda da tarifa original.

3. Comprometimento financeiro com o PAX caso ele estiver viajando acompanhado com outro PAX cuja reserva já foi emitida em outro código.
Não esqueça de avisar ao PAX sobre o prazo para a compra do TKT. Se ele estiver viajando acompanhado, e o seu companheiro de viagem, que está reservado em outro código, comprar o bilhete primeiro do que ele, cruze os códigos ou ponha uma observação em remarks(RM).

AUSÊNCIA DE TOUR CODE E/OU DO TICKET DESIGNATOR

1. Debit Memo.Consultar o contrato para se certificar se a cia aérea exige esta informação inserida nos cupons do bilhete aéreo ou vouchers.

ITINERÁRIO ERRADO E/OU DATA DE VIAGEM ERRADA

1. Multa após a emissão do TKT,caso não haja mais tempo de reemitir o TKT para corrigir o erro sem a cobrança da penalidade.

2. Prejuízo para a agência, após a emissão, em ter que emitir outro cupom para o PAX chegar ao destino correto.

3. Prejuízo para a agência, após a emissão, em ter que pagar hospedagem de hotel caso não tenha mais vôo para o destino dele no mesmo dia.

4. Aumento de tarifa, caso a classe original já estiver lotada, ou seja: o vôo está lotado ou sem o número total de vagas na classe promocional que foi feita a reserva.

Esse problema pode ficar pior ainda se o PAX tiver comprado um pacote turístico com reservas de hotel e/ou com Cruzeiro.

Para evitar que esta situação venha a acontecer, confira com o PAX os destinos da viagem, bem como as datas dos vôos enfatizando os dias da semana (segunda, terça, quarta, etc).

Essa informação pode vir escrita no email que você o enviar para ele conferir o serviço que está comprando com a agência, ou pode ser confirmada por você mesmo ao ligar para ele antes de emitir o TKT.

ESQUECIMENTO DE CANCELAR O PNR BILHETADO FRIO

1. Debit memo no valor da tarifa do bilhete “frio”.A melhor forma de se evitar esse erro é não pondo um bilhete falso no PNR, por mais que o cliente te garanta que vai comprar, o risco não compensa.

DUPE

1. Cancelamento das duas ou mais reservas por duplicidade de vôos com uma mesma cia aérea.

2. Perda da última vaga promocional.

3. Se a duplicidade é com um PNR que foi emitido e outro não, corre o risco de ter ambas as reservas canceladas.

4. Comprometimento financeiro com o PAX caso ele estiver viajando acompanhado com outro PAX cuja reserva já foi emitida em outro código.

Não crie DUPE! Se as reservas estão confirmadas, assim que o PAX escolher em qual horário ele vai viajar, cancele o PNR que não vai ser emitido.

Este problema poderá ser muito grave caso o PAX da DUPE estiver viajando acompanhado de um outro PAX, que será assistido por ele durante a viagem ou por se tratar de uma viagem de um casal ou família, cujos quais já tiveram o seu TKT emitido, exceto o PAX da DUPE.

DUPE não se refere apenas a fazer duas ou mais reservas em PNRs distintos para um mesmo PAX viajar com uma mesma cia aérea. Ela pode ser feita também:

a) Quando se reserva em um mesmo PNR mais de um vôo com a mesma rota de destino com classes diferentes.

b) Quando o PAX reserva os mesmos vôos com a agência e a própria cia aérea.

MARKUP EXCEDIDO OU MARKUP MÍNIMO INSUFICIENTE

1. Debit memo.Prestar mais atenção no contrato, e principalmente, aprender a fazer cálculo de porcentagem corretamente.

TEMPO MÍNIMO DE CONEXÃO INSUFICIENTE

1. Pode pagar multa se a cia aérea o cobrar para pôr o PAX no próximo vôo disponível.

2. Prejuízo para a agência, após a emissão, em ter que pagar hospedagem de hotel caso não tenha mais vôo para o destino dele no mesmo dia.

3. Perda do vôo e possivelmente da conexão.

Esse problema pode ficar pior ainda se o PAX tiver comprado um pacote turístico com reservas de hotel e/ou com Cruzeiro.

Para evitar que esta situação venha a acontecer, não ignore a mensagem exibida pelo GDS no momento que se fecha o PNR, e reserve o PAX nos vôos mais tarde.

SERVIÇOS SOLICITADOS (SSR) NO DIA DA VIAGEM

1. Além da insatisfação do cliente por você ter se esquecido de solicitar o serviço, esse erro pode gerar perda de venda se o PAX não tiver a confirmação de algum dos serviços solicitados, como: PETC, UMNR, etc.Se você sabe que estas solicitações exigem antecedência para confirmação, então não as deixe para a última hora, nem tão pouco diga que já está confirmado se a cia aérea ainda não te enviou a mensagem via GDS com o código HK.

O SISTEMA NÃO EMITE A RESERVA DE GRUPO COM O

CÓDIGO DE ESTADO PK

1. O TKT não é gerado devido o PNR do GDS da agência não está sincronizado (horários, vôos, datas e nomes) com o CRS da cia aérea que bloqueou os assentos nos vôos.Toda reserva feita com segmento PK não gera informação da cia aérea quando há mudança de vôo ou alterarção de horário especificados pelo código TK e nem informação de cancelamento de vôo, especificado pelo código UN no PNR. Antes de emitir um PNR, cujos vôos foram reservados em PK, ligue para a cia aérea para confirmar se houve tais alterações.

ATRAZO NA COMPENSAÇÃO DO CHEQUE OU DO DINHEIRO A SER CREDITADO NA CONTA BANCÁRIA

1. A reserva poderá ser cancelada devido a transferência bancária ou a compensação do cheque ter acontecido após a expiração do prazo, e após ser reativada, ainda corre-se o risco de não ter mais vagas nos vôos originais.

2. A tarifa poderá aumentar durante este período em que se aguarda o dinheiro entrar na conta ou o cheque ser compensado.
Explique ao cliente sobre o risco deste tipo de compra e o convença a comprar o bilhete com cartão de crédito. Principalmente se for o caso de uma reserva de grupo!

OS MALES DA COMISSÃO

Acreditar que existe organização e espírito de equipe numa empresa que paga comissão aos seus funcionários é uma falsa impressão. Pode ainda existir 1 ou 2 funcionários que se relacionam bem com os outros e que não estejam “contaminados” pelos males que cercam o mercado de vendas onde a comissão é a principal forma de remuneração e que traz como conseqüências negativas, aos que neles atuam, o egoísmo, a ganância, a inveja, a vaidade e a desmotivação.

O egoísmo prejudica os funcionários recém-contratados, pois eles são vistos por aqueles que já estão na empresa como mais um que irá disputar o volume de vendas entre eles. Por exemplo: suponhamos que uma empresa tenha 3 funcionários e o total de vendas por mês desta empresa é R$12.000 de lucro (=comissão) que dividido por 3 é igual a R$4.000 de salário para cada um destes 3 funcionários. Agora, imagine se a empresa contratar mais um funcionário. O nível salarial destes 3 funcionários cairá para R$3.000 porque eles terão que dividir a fatia deste bolo com mais um funcionário, e isso os desagrada profundamente.

O egoísmo gera também desconfiança entre os companheiros de trabalho por pensar, e até de acusar, que um vendedor está “roubando” o cliente do outro que o atendeu primeiro. Há casos, inclusive, de "canibalismo" de vendas quando:

  1. Os vendedores disputam a carteira de clientes de um outro vendedor que saiu da empresa;
  2. Um vendedor atende dois clientes ao mesmo tempo;
  3. Dois ou mais vendedores brigam por um cliente que entrou na loja!

Tudo para garantir suas vendas por não saberem no fim do mês qual será o valor exato dos seus salários.

A ganância cria no vendedor que é comissionado o desleixo no bom atendimento e serviço prestado ao cliente. A única preocupação que ele tem é de vender para ganhar mais comissão, sendo frequentemente negligente com procedimentos e regras justificando tais violações em nome da venda, do lucro para a empresa e para ele mesmo.

Por acaso você já ligou para uma empresa para resolver um problema e ao ser atendido foi informado que deveria falar com o vendedor que o atendeu? Pois bem... Isso é um sinal das conseqüências da comissão. “Por que eu vou resolver um problema de um cliente que não é meu?”, “Por que devo perder meu tempo em ajudá-lo e deixar de atender outros clientes que poderiam está comprando comigo agora?”. É assim que pensa aqueles vendedores que são comissionados. Eles vêem os clientes como vendas que lhe trarão comissão, e não como pessoas que necessitam de ajuda e de atenção.

A ganância também transforma as pessoas em escravas do trabalho. O vendedor comissionado fica aprisionado às tensões das vendas a tal ponto de:

  1. Passar mais tempo no trabalho do que em casa, aumentando seu cansaço físico e mental, e portanto, arriscando-se em cometer erros que prejudicarão o cliente e a empresa,
  2. Diminuir suas horas de almoço para ter mais tempo para disputar clientes (=vendas) com os outros vendedores,
  3. Vender 1/3 de suas férias (e as vezes, nem tirar férias!) e fragmentá-las em semanas a serem tiradas em meses alternados porque teme que se tirar 30 dias consecutivos, os outros funcionários “roubarão” seus clientes e sua vendas agendadas.

Outro problema em tirar de uma só vez 1 mês de férias, é que naquele mês em que ele estaria ausente do trabalho, ele não atenderia cliente algum, e portanto, não estaria agendando venda alguma para o mês seguinte. Conseqüentemente, quando retornasse ao trabalho, seu primeiro salário recebido após as férias viria com o desconto do adiantamento das férias e sem a comissão pois não estava vendendo no mês anterior.

A inveja é gerada pelo alto volume de comissão recebida, muitas vezes quando um funcionário faz uma grande venda ou está sempre vendendo mais do que os outros. Algumas vezes, o produto da inveja gera discussões quando o invejoso, por exemplo, justifica suas baixas vendas acusando aquele funcionário, que está sempre batendo as metas, que ele conseguiu tal feito porque tem contas de clientes corporativos (cuja venda é certa ao contrário da incerteza das vendas a “varejo” no mercado) e ele não. Entretanto, a inveja pode ser um sintoma de inseguranca e incompetência do invejoso que pode superar essa deficiência se tiver determinação em aprender e sair do comodismo (ir atrás das vendas ao contrário de esperar elas virem a ele).

A vaidade direciona ao individualismo. Sempre existe um vendedor gabando-se que vendeu mais do que os outros. Comissão cria “estrelinhas”! Ou seja, funcionários que por se acharem campeões de vendas da empresa, podem fazer e acontecer porque a empresa não os punirá com medo de perdê-los. A conseqüência do individualismo gerado pela vaidade é:

  1. Competição em vendas: quem vende mais é o melhor e por isso tem direito a certas regalias na empresa como folgas extras, premiações, abono de descontos no salário por está frequentemente chegando atrasado ou faltando ao trabalho, etc.

  2. Ausência de espírito de equipe que causa: a retenção de informações que não são repassadas completamente ou corretamente aos outros funcionários, falta de disposição de ensinar e treinar novos funcionários, desprezo pelo companheiro de trabalho, criação de um mau ambiente de trabalho, etc.

  3. Soberba: “Sou melhor do que você, sei mais do que você e por isso não preciso de você.” Ou seja; é comum encontrarmos pessoas dentro de um departamento que não falam umas com as outras por discussões, brigas e desavenças fúteis e insignificantes e que são muitas vezes produtos de uma vaidade.

A desmotivação é outro sentimento negativo gerado entre aqueles que trabalham com comissão. A comissão desmotiva porque faz o funcionário ser valorizado pelo o que ele vende e não pela sua capacidade profissional. Não importa se o funcionário seja um péssimo profissional. Se ele vende muito, ele tem mais valor para a empresa do que aquele que vende pouco, que não comete erros, que não prejudica o cliente, que não falta e nem chega atrasado no trabalho e que possui mais conhecimentos técnicos.

Mas... Se a comissão é tão ruim assim, por que as empresas ainda remuneram seus funcionários desta forma?

Primeiro, porque elas economizam impostos pagos ao governo cujos quais são calculados com base no baixo valor fixo registrado na carteira de trabalho. Os funcionários recebem então esse valor fixo já com os descontos previstos em lei + a comissão que é paga separadamente e que geralmente não é registrada no contra-cheque.

Segundo, porque alguns empresários agem injustamente descontando da comissão paga a seus funcionários o valor de uma venda que eles fizeram e que a empresa recebeu um calote do cliente. Mesmo o funcionário não tendo errado e cumprido todo o procedimento de venda corretamente, ele é chantageado e coagido a tentar recuperar esse débito negativo, o que nem sempre acontece.

A comissão neste último caso é interessante aos olhos da empresa porque juridicamente a empresa não pode descontar tais valores do salário fixo registrado em carteira, mas nada a impede de não pagar a comissão do vendedor como forma de recuperar o prejuízo.

Entendeu agora o quanto a comissão é maléfica? Ela prejudica a todos: o cliente, o vendedor e a empresa que nunca terá funcionários bem treinados e capacitados para dar um bom atendimento e serviço ao cliente porque seus funcionários não são fiéis à empresa. Eles vestem a camisa do dinheiro! Parte deste mal é culpa da empresa que implanta a "cultura" da comissão induzindo seus funcionários a agirem de tais forma, mesmo sem quererem.

Algumas empresas já se conscientizaram dos malefícios da comissão dentro de suas organizações e substituíram esse mal por benefícios trabalhistas mais abrangentes, por uma estrutura interna de plano de carreira bem elaborada, treinamentos de capacitação profissional e por um salário fixo com participação nos lucros, onde todos ganham de acordo com o desempenho da empresa.

COMO EMITIR SOUTH AMERICAN AIRPASS

Neste tutorial, será mostrado as entradas do sistema Amadeus (em azul) para se emitir um South American airpass (SAP). Os dígitos na cor preto são elementos e textos mandatórios que devem ser inseridos antes da transmissão da entrada.

O fato de usarmos a TAM como exemplo não altera os procedimentos de emissão com outras cias aéreas, bastando apenas fazer as alterações necessárias quanto à base tarifária, taxas Q cobradas, ticket designator, tour code e outros remarks que houver na regra tarifária de cada uma delas.

CONSTRUINDO A MÁSCARA DO SOUTH AMERICAN AIRPASS

A tarifa do South American Airpass (SAP) é calculada pelo somatório das milhas voadas no segmento aéreo do PNR. A seguir, emitiremos um TKT com base na reserva abaixo e seguindo as regras do SAP de 2007.

RP/MIA1S21FH/MIA1S21FH BA/GS 18DEC07/1958Z 2LD6CP
1.WIRES/DOUGLAS
2 JJ3196 Z 20MAY 2 GIGSSA HK1 900A1055A
3 JJ3195 Z 24MAY 6 SSAGIG HK1 350A 550A
4 JJ3097 Z 30MAY 5 GIGPOA HK1 1000A1210P
5 JJ8020 W 08JUN 7 POAEZE HK1 140P 325P

PASSO 1 – Para descobrir o total de milhas voadas e saber o valor cobrado pela emissão, transmita no PNR: FRM

O total de milhas voadas é 2751.

PASSO 2 – No PNR, transmita: FXL

PASSO 3 - Copie acima, a construção tarifária horizontal.

20MAY08RIO JJ SSA Q6.00 365.00W2TAM1 JJ E/RIO JJ POA S100.00JJ BUE Q15.00 M480.00 MBRAROW NUC966.00END

PASSO 4 – Digite: TTI/C e ao lado cole a construção tarifária, deletando os valores, taxas Q e bases tarifárias.

TTI/C20MAY08RIO JJ SSA JJ E/RIO JJ POA JJ BUE END

PASSO 5 – Insira os valores, (taxas) e base tarifária do airpass e transmita a entrada:

TTI/C20MAY08RIO JJ SSA JJ E/RIO JJ POA JJ BUE 475.00WSAT07 USD475.00END

475.00WSAT07 refere-se ao valor neto do airpass e a base tarifária do airpass.

USD475.00 valor referente as milhas voadas. Esse é o valor da tarifa base do airpass (+ as taxas Q, se houver) que será utilizado no PASSO 7.

Nota: se o SAP tivesse taxa Q, seguiríamos o mesmo modelo do PASSO 4 do Brazil airpass.

PASSO 6 – Informação da base tarifária referente ao seguimento aéreo:

TTI/BWSAT07

Nota: supondo que o SAP tenha ticket designator (por exemplo: MAP), a entrada aplicada (o espaço é mandatório) seria:

TTI/BWSAT07 MAP

PASSO 7 – Informação da tarifa aérea + taxas de embarque:

TTI/F475.00/X60.00BR

60.00BR corresponde ao somatório de 36.00BR + 24.00BR, encontrado no PASSO 2. É necessário somar as taxas que são iguais.

Nota: se no PASSO 2 tivéssemos mais de uma taxa diferente: YQ e XT, além da BR, a entrada aplicada seria:

TTI/F475.00/X60.00BR/X4.50YQ/X82.00XT

PASSO 8 – Informação de bagagem:

TTI/APC

PASSO 9 – Informação (duplicada) da data de emissão do airpass:

TTI/V 23JAN23JAN

PASSO 10 –Inserção do elemento FE e informação do número do bilhete internacional que o PAX está viajando para o Brasil:

FE**NONEND/NONREF**TAM SAP – AA 001-7038484757

PASSO 11 – Inserção de OSI no PNR:

OS JJ TAM SOUTH AMERICAN AIRPASS

O resultado final da TST no Amadeus será igual a esse:

ASSUNTOS RELACIONADOS AO ARTIGO E SOMENTE MINISTRADOS NOS CURSOS DE TREINAMENTOS:

a) Como burlar contratos de airpasses.
b) Como descobrir no GDS se uma cia aérea oferece airpass, sem ter contrato com ela.
c) Como consultar visto, passaporte e exigência de vacina no GDS.

COMO EVITAR QUE O PAX SEJA COBRADO DUAS VEZES NO CARTÃO DE CRÉDITO AO COMPRAR UMA PASSAGEM AÉREA

Se isso já aconteceu contigo e você não sabe o porquê, leia esse tutorial para entender como um dos erros mais frequentes ocorre por inexperiência de agentes de viagens.

CENÁRIO 1 – ENTENDENDO A ORIGEM DO PROBLEMA

Suponhamos que você irá emitir essa reserva...

...E ao aplicar a entrada de emissão do sistema Amadeus: TTP/ET

O GDS limpa a tela que exibe o PNR e mostra alguma das seguintes mensagens de aviso: “Insert FOID” “Eletronic ticket not permitted”

CENÁRIO 2 – RETRANSMISSÃO DA ENTRADA DE EMISSÃO, APÓS TOMADA DE AÇÕES

Ao ler a mensagem de aviso, o agente de viagens, utilizando a mesma tela que exibe essas mensagens, toma uma das seguintes ações:

a) Insere a informação de FOID no sistema e retransmite a entrada de emissão: >SR FOID JJ HK1-PPASK >RFPAX >ER >TTP/ET

b) Retransmite a entrada de emissão mudando a forma de emissão de E-TKT para físico (bilhete de papel): >TTP/PT

E pronto! O bilhete foi emitido e o problema criado sendo percebido somente pelo pagador quando receber a próxima fatura do cartão cobrando dele duas vezes o valor de uma única passagem aérea que ele comprou.

Mas... Onde está o erro se o bilhete foi emitido corretamente e o passageiro viajou sem problema algum no embarque?

CENÁRIO 3 – DESCOBRINDO O ERRO

O erro ocorre justamente no procedimento do CENÁRIO 2.

Certas mensagens de erro e aviso exibidas pelos GDS restringem a emissão do bilhete aéreo enquanto tais informações exigidas pelo GDS não forem inseridas na reserva (PNR). Porém, essas mensagens não restringem a obtenção do código de aprovação de débito da administradora do cartão.

Quando o GDS exibiu no CENÁRIO 2 uma das mensagens de aviso, o erro do agente de viagens foi de não ter revisado a reserva para saber se tal código de aprovação de débito foi gerado ao lado do número do cartão.

Esse código de 6 dígitos é identificado ao aparecer ao lado da letra A, conforme mostrado na tela abaixo.

OBSERVAÇÃO: O código de aprovação de débito que está sendo exibido na tela acima, refere-se ao segundo débito no cartão de crédito do passageiro, pois quando foi transmitido pela segunda vez a entrada de emissão (TTP/ET ou TTP/PT), um novo código de débito substituiu o anterior (original), registrando-o no histórico da reserva.

CENÁRIO 4 – EVITANDO O PROBLEMA

Retornando ao CENÁRIO 2, o procedimento correto para evitar que o pagador seja cobrado duas vezes na fatura do seu cartão de crédito, é fazer uma ligeira modificação na linha do PNR que informa a forma de pagamento, seguindo esses passos:

PASSO 1 – Retorne ao PNR, e você verá que a reserva será exibida sem o número do bilhete aéreo mas com o registro do primeiro código de aprovação de débito gerado após a primeira transmissão da entrada de emissão. Agora, copie toda a linha da forma de pagamento.

PASSO 2 – Cancele, agora, a mesma linha da forma de pagamento que você copiou.

PASSO 3 – Cole, no PNR, a linha da forma de pagamento que você copiou, sem transmitir a entrada.

PASSO 4 – Mude a letra A, que identifica o código de aprovação de débito no cartão, para a letra N.

PASSO 5 – Feche a reserva e emita o PNR: TTP/ET ou TTP/PT.

Emissão terminada com sucesso e o pagador cobrado apenas uma única vez, mesmo tendo aplicado duas vezes a entrada de emissão! Isso se deve ao fato da mudança da letra A para a letra N. O sistema entende que tal mudança é para aproveitar o mesmo código de aprovação gerado anteriormente, e não para debitar outra vez a mesma quantia.

ASSUNTOS RELACIONADOS AO ARTIGO E SOMENTE MINISTRADOS NOS CURSOS DE TREINAMENTOS:


a) Conseqüências e restrições de emissão quando o valor do código de aprovação é menor do que o valor da nova emissão.
b) Como voidar bilhetes e MCO no sales report.
c) Como solicitar reembolso.

COMO “HACKEAR” A ENTRADA FP DO SISTEMA AMADEUS PARA DESCOBRIR A NUMERAÇÃO DO CARTÃO DE CRÉDITO

Este tutorial mostra como se pode descobrir no sistema Amadeus quais são os números codificados com a letra X. A necessidade do agente de viagens descobri-los ocorre em dois cenários distintos.

CENÁRIO I
SPLIT PNR

CENÁRIO II
TASF E OUTRAS COBRANÇAS

Ocorre quando o agente de viagens insere o cartão em um PNR e se esquece de inseri-lo logo em seguida na outra reserva. Como não é possível copiar e colar as informações na entrada FP com os números já codificados porque o sistema não reconhece no momento da transmissão quais são os números representados por cada letra X, e uma vez que as entradas transmitidas anteriormente não estão mais disponíveis no sistema e não se consegue contactar o pagador para perguntar de novo qual o número do cartão... O desespero pelo fechamento da venda aumenta se levarmos em consideração que hoje é o último dia da emissão do bilhete.

Ocorre quando o agente de viagens emite primeiro o TKT. Se ele vai cobrar uma taxa de serviço porque não tem comissão no TKT que emitiu, como ele informará ao outro sistema os números do cartão para ser processado essa cobrança adicional se a numeração do cartão está codificada?

Clique aqui se você quer apenas inserir o número do cartão em uma outra reserva sem saber sua numeração.

Clique aqui se você quer descobrir a numeração do cartão para fazer um TASF ou processar outras cobranças.

NOTA:
Você pode pôr em REMARKS (RM VISA 1234567896302457/0608) os dados do cartão. Essa entrada não codifica os números do cartão, porém a torna visível a quem (funcionários da cia aérea) acessar o PNR. A solução para restringir esse acesso, é inserir os dados do cartão através da entrada RC(RC PARAF0100/VISA 1234567896302457/0608
), assim, somente o escritório da agência de viagens que emitiu o bilhete terá acesso às informações confidenciais relativas aos dados do cartão. Desta forma, o processo de “hackear” a entrada FP não precisará ser feito caso um desses cenários ocorram contigo.

ASSUNTOS RELACIONADOS AO ARTIGO E SOMENTE MINISTRADOS NOS CURSOS DE TREINAMENTOS:

a) Como fazer Profile de um cliente no Amadeus.

RAILPASSES: INDISPENSÁVEIS PARA VIAJAR NA EUROPA, MAS DIFÍCEIS PARA ESCOLHER

A lgumas cias aéreas têm tentado combater os preços dos railpasses oferecendo airpasses para vôos dentro da Europa a viajantes que voarem com elas vindo de outros países fora da Europa. A principal vantagem de voar é o tempo da duração da viagem enquanto que algumas viagens de trem duram mais de duas horas.

Em Outubro de 2005, a viagem: Frankfurt/Zurich/Salzburg/Budapest custa, com taxas, US$ 361.90 se for emitido um Star Alliance European Airpass com a Lufthansa, fazendo conexão em Frankfurt após continuar a viagem de Zurich. Esta mesma rota, com taxas, custa US$ 333.00 se um viajante com menos de 26 anos comprar um Eurail Selectpass Youth. Se ele tiver pressa em viajar ou uma grande distância a ser voada, o airpass é a melhor opção. Para cidades próximas, como Londres e Paris, o Eurostar é a rota mais conveniente para viajar do Big Ben a Torre Eiffel: mais rápido e fácil do que pelo ar.

Airpasses têm um preço fixo para cada tipo de passageiro, exceto infants. Por outro lado, os preços dos railpasses mudam de acordo com a idade do passageiro. Entretanto, railpasses oferecem bônus de desconto em certas travessias internacionais de barco (e.g., Itália-Grécia e Suécia-Finlândia) e cruzeiros no Rio Reno na Alemanha e lagos na Suíça. Railpasses também oferecem descontos significativos nas viagens no Eurostar, nos ferries que fazem a rota Irlanda-França, nas rodovias românticas da Alemanha e em muitos países europeus do norte.

Railpasses possuem também suas restrições e truques. Por exemplo:
  • Eles não são aplicados em viagens na Inglaterra. Se alguém pretende viajar de trem neste país e em algum outro na Europa, será necessário comprar um Britrail pass mais um Eurail pass ou Eurail Select pass.
  • Eles não cobrem algumas rotas específicas na Itália e Espanha.
  • Benelux (Belgium, Netherlands and Luxembourg) railpass não é válido nos trens da companhia Thalys de alta-velocidade.
  • Na Espanha e Portugal, railpasses são mais apropriados para viagens de dias longos ou noturnas. Um bilhete de ida e volta na Espanha é quase 20% mais barato do que dois bilhetes de ida.

Agentes de viagens experientes podem auxiliar seus clientes a fazerem a melhor compra de bilhete para eles viajarem num trem noturno e evitarem os altos-custos com a hospedagem em hotéis e ainda ganharem um dia durante o deslocamento noturno de uma cidade a outra.

Se você está limitando sua viagem em um único país, country pass é o passe mais recomendável porque passes para curta distâncias são mais caros do que os de longa distâncias. Interessado em visitar 3,4 ou 5 países vizinhos? Selectpass é o melhor negócio ao invés de reunir vários country passes. O que você acha então de fazer várias paradas no circuito Milão/Veneza/Florença/Romat? Um bilhete ponto-a-ponto na Itália é a melhor sugestão para viagens de curta distância.

O melhor custo-benefício dos railpasses é a sua aplicação em viagens longas e em áreas mais caras. Esta regra direciona-se aos Eurailpasses que oferecem viagens ilimitadas na 1a. classe em todas as ferrovias públicas dos 17 países europeus. Pode-se escolher entre consecutive-day pass, que abrange de 15 dias consecutivos a 3 meses, ou uma opção de Eurailpass mais barata: o Flexipass, que envolve 10 ou 15 dias distintos em 2 meses. Viajantes acompanhados (de 2 a 5 pessoas) economizam 15% com Eurail Saverpasses, disponível tanto nos consecutive-day pass quanto no flexipass.

Railpasses devem ser comprados com antecedência porque:

  1. O número de assentos disponíveis são limitados. Logo, é bom garantir a reserva cedo para as viagens de final de semana, verão e durante o período das estações de esqui.
  2. As reservas são necessárias em viagens longas e nos trens de alta-velocidade.
  3. As reservas são necessárias nas rotas românticas: Golden Pass (Montreux to Spiez), Bernina Express (Chur, Switzerland to Tirano, Italy), William Tell Express (Luzern to Lugano with lake boat), Voralpen Express (Luzern to Romanshorn), Chocolate Train (excursion from Montreux).
  4. As reservas são necessárias em alguns serviços internacionais como: TGV, Cisalpino e trens noturnos.

TURISMO SUSTENTADO POR MENTIRAS NA MÍDIA

O que há em comum no monstro do Lago Ness, no ET de Varginha, no abominável homem das neves e no chupa-cabras? Todos eles são mitos criados pelo homem com o intuito de aplicar “trotes” em pessoas e que devido sua repercussão, foram usados pela mídia para incentivar o turismo nas cidades em que foram “vistos”, criando-se assim um folclore moderno de pequenas estórias amplamente divulgadas de forma oral, por e-mails e pela internet.

Os turistas, então, são atraídos por essas estórias contadas por moradores locais que dizem ter testemunhado tais acontecimentos. Às vezes, as reportagens são patrocinadas pelo governo com o intuito de formentar o comércio, o fluxo de visitantes na cidade e conseqüentemente, o aumento da arrecadação de impostos.

E então, dá-se origem as várias lendas urbanas que hoje já ouvimos falar: castelos e museus mal-assombrados, ETs, fatos sobrenaturais, etc. Até mesmo, o navio Queen Mary I tem o estigma de ser mal-assombrado!

Mesmo sendo descoberto a fraude, a maioria das pessoas da cidade onde o mito foi criado preferem viver a mentira e continuar a “alimentando”.

O monstro do Lago Ness é um exemplo clássico disso e já foi lançado em 2008 até um filme a seu respeito. Tudo começou em 1934, quando R.K. Wilson tirou a primeira foto do que então se dizia ser um monstro marinho e somente 60 anos depois revelou que a fotografia tirada por ele e que deu origem a toda a lenda do monstro do Lago Ness era na verdade um submarino de brinquedo com uma cabeça de serpente colada nele.

Roswell, nos USA, é outro exemplo comprovado de farsa. A cidade ficou mundialmente conhecida pela estória da queda de um disco voador em que a suposta morte de seus 3 ocupantes (ETs) resultou no primeiro filme de uma autópsia num alienígena. O caso ganhou tanta repercussão que filmes, livros, revistas e tudo mais que se podia especular com a mídia para ganhar dinheiro foi feito.

Só depois de alguns anos, descobriu-se que os ETs autopsiados no filme eram na verdade bonecos, sendo que um deles está em exposição no museu da cidade. Roswell vive hoje da fama do passado e tudo indica que o ET de Varginha, está seguindo os mesmos passos.

Lendas urbanas não são apenas uma das formas de sustentar uma mentira e tirar proveito financeiro dela. Há ainda o turismo que explora a fé de pessoas que desacreditadas pelos médicos, viajam para outras cidades e países em busca da cura para os seus problemas de saúde.

Na internet encontra-se facilmente sites de agências de viagens e de guias de turismo que vendem pacotes turísticos espirituais ou esotéricos ou místicos para vários lugares onde tais médiuns operam. Eles enaltecem os poderes milagrosos de cura desses curandeiros, exibem reportagens e supostos testemunhos verídicos para atraírem cada vez mais peregrinos. Além de serem enganados, ainda correm o risco de agravar suas doenças ao interromper o tratamento médico acreditando que estão curados.

Dr. Fritz, um espírito de um médico alemão que incorpora em outra pessoa, e John of God, um médium que atua livremente em Abadiania, são alguns casos frequentemente noticiados na imprensa brasileira. E como eles, a outros charlatães espalhados pelo mundo.

Nesse próximo vídeo, James Randi, um cético americano que desafia paranormais e qualquer outra pessoa que diz ter poderes psíquicos, mostra como falsos curandeiros atuam em cirugias mediúnicas. Não se impressione com o sangue e os pedaços de carne que você vê. Eles são de órgãos de galinha que são escondidos por detrás da mão de Randi para passar a impressão que sua mão e dedos estão entrando no corpo do paciente e retirando o câncer que causa sua doença.

São tantas as mentiras para tirar dinheiro das pessoas que um pouco de ceticismo faz bem para quem deseja dar um pouco mais de prioridade aos gastos com o seu dinheiro na escolha da compra de atrações turísticas sensatas do que deixar se levar pela falta de caráter de certos agentes de viagens e guias de turismo que visando a venda de um produto que os remuneram uma alta comissão, estimulam o cliente a ser enganado por ilusões e farsas.

ROUBO DE BAGAGENS EM HOTÉIS

FONTE: Fantástico, 16/MAR/2008

Câmeras para cobrir todos os ângulos. Alguns hotéis têm segurança mais rigorosa do que uma agência bancária. Isso tudo para combater um inimigo quase invisível: o ladrão disfarçado de hóspede.

Trata-se de quadrilhas especializadas que fazem vitimas praticamente todos os dias nos hotéis de São Paulo. Na maioria das vezes, os ladrões são estrangeiros em situação ilegal no Brasil. Eles se dividem em casais e se vestem bem para passarem despercebidos. Os criminosos se valem de um velho ditado para praticar tantos furtos: “As aparências enganam”.

É de terno e gravata que os ladrões agem. Chegam e saem do hotel em carros importados. Carregam pasta de executivo. Usam óculos para vender seriedade e por onde andam, estão sempre falando ao celular.

Geralmente eles se hospedam durante a noite e no café da manhã fazem os seus pequenos furtos e depois vão embora. A ousadia é tanta que as quadrilhas estão atacando até mesmo na hora do almoço e janta nos restaurantes dos hotéis.

Muitos hotéis se desdobram para impedir a ação das quadrilhas. Controle de acesso aos andares só com cartão magnético. Usam lacres para manter pastas e bagagens por perto. Mas os hóspedes se descuidam, e os ladrões não se deixam intimidar pelas câmeras. Uma delas filmou uma vítima, que passou quase dois minutos afastada da mesa. O ladrão entrou no restaurante, deu uma olhada para os lados e em apenas 20 segundos vasculhou a bolsa da mulher, tirando sua carteira e indo embora livremente.

A rede hoteleira reclama da falta de empenho da policia para combater as quadrilhas. A policia, por sua vez, alega que muitos hotéis não passam informações sobre os crimes com receio de se expor. Diante da audácia dos ladrões, de sucessivos flagrantes, resta um alerta aos hóspedes: “Não leve sua bagagem para o restaurante do hotel. Deixe-a no quarto! Se levar, carregue-a para onde for.”

O FIM DA ERA DO BILHETE DE PAPEL

Foi assim que o CEO da IATA, Giovanni Bisignani, definiu o último dia 31 de Março de 2008 a data de despedida do fim da utilização dos bilhetes aéreos físicos.

Durante o Encontro Geral Anual da Iata, realizado em Istambul, na Turquia, entre 1 e 3 deste mês, o CEO da IATA e representantes da diretoria da associação, entre eles o brasileiro Fernando Pinto, presidente da Tap, comemoraram a determinação de utilização exclusiva de e-tickets entre as mais de 230 companhias aéreas membros da IATA, que respondem por 93% do transporte aéreo regular mundial.

“Hoje dizemos adeus a um ícone da indústria. O bilhete físico nos atendeu bem, mas seu tempo terminou. Depois de 4 anos de trabalho duro em todas as cias aéreas do mundo, o amanhã marca o começo de uma nova, mais conveniente e mais eficiente era nas viagens aéreas”, disse o CEO da IATA.

Os 4 anos mencionados por Bisignani referem-se ao período compreendido a partir de 2004, quando a IATA apresentou o plano “Simplificando os Negócios”, que previa a utilização de e-tickets em toda a indústria num prazo de 4 anos. Nessa época, segundo a associação, cerca de 19% das emissões eram eletrônicas. “Os benefícios para a indústria são reais. Um bilhete físico custava, em média US$ 10, contra US$ 1 do valor do bilhete eletrônico. Com cerca de 400 milhões de bilhetes movimentados pelos sistemas da IATA anualmente, a indústria vai economizar mais de US$ 3 bilhões a cada ano”, calcula. “Uma era terminou. Se você tem um bilhete de papel, é hora de doá-lo a um museu”, completou Bisignani.

Que era realmente necessário a implementação do e-ticket no mercado, não há dúvidas! Todos os agentes de viagens agradecem ao advento da tecnologia pelo fim do transtorno do extravio, perda e roubo dos bilhetes de papel e a viabilidade de garantir uma venda para um passageiro que viaja no mesmo dia da emissão. Este é o resultado da modernidade!

Em contra-partida, alguns profissionais perderam seus empregos: os moto-boys que entregavam os bilhetes de papel aos destinatários, os funcionários que ficavam nas recepções das operadoras entregando e separando os bilhetes físicos para serem entregados aos boys das agências de viagens que iam lá buscá-los e alguns emissores que foram demitidos porque seu trabalho de emissão foi substituído por outros emissores da matriz da filial onde trabalhavam.

DOUGLAS WIRES' PHOTO GALLERY

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DOUGLAS WIRES

MALAS DIPLOMÁTICAS E SEUS "SUPOSTOS" USOS

Trata-se de um conjunto de fraudes muito variadas onde não existe um padrão específico. Em síntese alguém propõe uma operação (que pode ser de contrabando, de lavagem de dinheiro, de distribuição de dinheiro falso ou outras parecidas) que, supostamente, tem como seu fator determinante a possibilidade de transportar a "mercadoria perigosa" através do uso de uma mala diplomática que, conforme estabelecido pela Convenção de Viena de 1961, é isenta de controles e não pode ser aberta por autoridades de países estrangeiros.

Esta possibilidade seria oferecida por algum funcionário, muitas vezes de um país da África ou de algum país do antigo "pacto de Varsóvia", em troca de dinheiro ou de uma participação na operação.

Você vai ver muita coisa, pessoas que se dizem diplomatas, supostas mercadorias perigosas, documentos "oficiais" e talvez até a famosa mala diplomática ... Às vezes a mala diplomática entra na história para justificar outras situações ou dar maior credibilidade ou um ar de "exclusividade" ou "mistério" a golpes em andamento.

A fraude vai aparecer normalmente na hora em que com alguma motivação você vai ter de prover uma pequena (ou grande) quantia de dinheiro para que a operação possa acontecer.

CONTROLADORES DE VÔOS DENUNCIAM A INSEGURANÇA DE SE VIAJAR NO BRASIL

Fonte: Matéria do site G1 exibida em 11/ABR/2007

As evidências apontadas pelos controladores de vôos é nua e crua: o controle de tráfego aéreo no Brasil está sucateado! Daí, se entende por que um avião em Navegantes não pode decolar de manhã por causa do nevoeiro, enquanto que na Suíça os aviões pousam e decolam a toda hora orientados por instrumentos.

Os controladores de vôo denunciam: os aviões somem, multiplicam-se ou mudam inesperadamente de altitude no sistema de controle de tráfego aéreo de Brasília. Há também falha de comunicação entre os controladores e os pilotos dos aviões.

Em uma das denúncias, o controlador relata que, no dia 13 de março deste ano, às 22h42, todos os aviões sumiram da tela do computador. "Todas as aeronaves dos setores mudaram o símbolo de bola para asterisco durante alguns segundos. Tal símbolo (asterisco) representa que o sistema deixou de receber o (s) alvo (s)." O relatório acrescenta que a mesma falha ocorrera uma semana antes, durante o turno da tarde.

De acordo com controladores ouvidos, na condição de anonimato devido ao medo de serem punidos pela Aeronáutica, o alvo é o avião, e o símbolo "bola" é o ponto exato de sua localização. O asterisco aparece quando um dos radares pára de funcionar e não é possível saber a posição das aeronaves.

Os problemas por eles relatados, além dos já mencionados como a existência de um "buraco negro" na região norte onde houve o acidente da Gol com o Legacy, são:

Falsa altitude

O sistema de controle de vôo atualiza a altitude do avião de acordo com a comunicação entre piloto e controlador. Mas muitas vezes a altitude é alterada automaticamente pelo computador, sem que a aeronave tenha alterado a rota. Esse caso é relatado no dia 27 de fevereiro: "Isso vem ocorrendo todos os dias em todos os turnos".

Multiplicação de aviões e falha de comunicação

Em 13 de março, um controlador reclama das "inúmeras multiplicações" de um avião na tela. Essa falha ocorre quando dois radares se sobrepõem na mesma região e informam posições diferentes para a mesma aeronave. Se a solução pode ser a comunicação com o piloto, esse mecanismo nem sempre funciona. Dois relatórios descrevem problemas ocorridos na noite do último dia 3.

Segundo um deles, o vôo 3845 da TAM saiu de Brasília e não conseguia contato com a torre para pousar em Confins (MG), por causa de uma interferência de telefone celular. E acrescenta que o problema tem sido "comum" ultimamente. O outro reclama de "eco" na freqüência, que teria impedido o controlador de entender a altitude do avião. O piloto informou a posição "380" (38 mil pés), o 3 ecoou e "abafou" o 8, dando a interpretação de que a aeronave estava na posição "330", ou 33 mil pés. Esse caso teria acontecido em três vôos da TAM: 3845 (Brasilia-Confins), 3519 (Brasilia-Vitória) e 8006 (Salvador-Guarulhos-Buenos Aires).

Após o acidente da GOL, o Fantástico exibiu em 24/JUN/2007, uma matéria sobre os riscos de se voar no Brasil, onde o controlador de vôo Christoph Gilgen, que investigou o acidente com o vôo 1907 da GOL, afirma as mesmas denúncias dos controladores de vôos brasileiros, conforme noticiado no link do vídeo abaixo.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM692997-7823-O+PESADELO+DE+VOAR+PELOS+CEUS+DO+BRASIL,00.html

Vale lembrar, que tais problemas não são somente no Brasil. Em outros países da América Latina, já foram noticiadas falhas no controle do tráfego aéreo e crises como essas ocorrem regularmente em qualquer país que "explora" militares para fazer tal controle por considerá-los mão de obra barata.

O governo não tem interesse em desmilitarizar o setor porque se fizer isso, irá perder uma fonte de renda fixa. Por outro lado, se algum dia isso vier a acontecer, o salário dos controladores de vôos aumentará e consequentemente, as viagens aéreas ficarão mais caras, porque a taxa dos aeroportos irá aumentar, as pessoas irão viajar menos e as cias aéreas terão mais dificuldade de vender assentos dentro das aeronaves devido ao alto preço das passagens aéreas. Essa é a lei do capitalismo: o interesse dos empresários e do governo prevalece mais do que os interesses do povo.

A seguir, uma breve cronologia do início das denúncias ao auge da crise áerea nos aeroportos brasileiros.

29 de setembro, 2006, data do início da crise no setor aéreo brasileiro quando o vôo da Gol 1907 mata 154 pessoas ao se colidir no ar com um jato Legacy. As investigações apontaram entre as causas do acidente falhas na cobertura do espaço aéreo brasileiro e problemas nos equipamentos de controle. Somente após esta colisão no ar, é que o Brasil veio a saber como os passageiros viajam com uma sensação de segurança que não existe.

Após o acidente, a Infraero afirma que controladores de vôo trabalham com atenção redobrada. Porém, os aeroportos em todo país começam a registrar atrasos em pousos e decolagens. Esse fato é apenas a ponta do iceberg.

14 de novembro, 2006, a Aeronáutica obriga os controladores de vôos a permanecerem no local de trabalho. Só então, o país vem a tomar ciência da verdade que estava escondida e que é denunciada pelo Sindicato dos Controladores de Vôo: falta de pessoal e condições inadequadas de trabalho. Com medo de novas paralizações (greves) dos controladores de vôo, o governo disponibiliza as aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para contornar o problema do caos nos aeroportos com a aproximação do natal e ano novo.

21 de março, 2007, o Cindacta-2 (Curitiba) registra pane na rede de informática. O governo fala em sabotagem. Talvez, uma manobra política para não admitir que os problemas estão se agravando e que estão ficando fora de controle. A partir de então, os políticos e órgãos responsáveis pela administração do setor (infraero e Ministério da Aeronáutica), começam a dar explicações insensatas e ilógicas contra as confiáveis e sólidas denúncias dos controladores de vôo.

12 de abril, 2007, o ministro da Defesa, Waldir Pires, diz que a crise aérea está sendo vencida e que o Brasil tem um dos melhores padrões de segurança de vôo do mundo.

13 de junho, 2007, Marta Suplicy recomenda aos passageiros que sofrem com a crise aérea: "Relaxa e goza".

22 de junho, 2007, o ministro da Fazenda Guido Mantega dá uma explicação inusitada sobre o motivo do caos aéreo brasileiro: "É a prosperidade do país".

COMO SEU CARTÃO DE CRÉDITO É PROTEGIDO DOS HACKERS PELAS AGÊNCIAS DE VIAGENS

Quem trabalha com vendas precisa ter a preocupação de ter sua principal ferramenta de vendas (PC) protegida contra vírus, spywares, e outras ameaças para garantir ao cliente que os dados do seu cartão de crédito estarão protegidos contra hackers.

Repare, que as pessoas que se sentem inseguras em comprar pela Internet com seus cartões de crédito, se esquecem que ao fazerem uma compra por telefone ou até pessoalmente em uma agência de viagens, estarão também comprando pela Internet! Só que, tendo um agente de viagens intermediando essa compra, inserindo seus dados num programa, sistema ou formulário na Internet que gerará a informação da compra diretamente ao fornecedor do serviço.

Que garantias ou certeza o cliente tem que o PC desse agente de viagens não tem um spyware instalado ou se está protegido contra essa e outras ameaças de hackers por um bom firewall e programas de segurança?

No turismo, as vendas são processadas por meio de um GDS (Global Distribution System) que abre uma conexão segura com o escritório da agência de viagens por meio de uma VPN (Virtual Private Network). É através desta ferramenta de reservas e emissão de bilhetes aéreos e vouchers que são inseridos os dados do cartão de crédito para a emissão de passagens aéreas.

Outra forma que as vendas, também são efetivadas, é por meio de login direto no site do provedor do serviço. Por exemplo: com as locadoras de carro, as agências preenchem seus dados de acesso para então emitir o voucher da reserva pela Internet.

A segurança é igual ou similar ao dos sites de banco, tanto que alguns destes fornecedores (TravelGuard.com, por exemplo) além de abrir uma VPN, exibem selos de segurança no próprio site, enquanto outros sites exibem o tradicional cadeado fechado na barra do Windows: símbolo de segurança e proteção no comércio eletrônico.

Os hackers sabem que não têm como capturar os dados dos cartões de créditos inseridos em VPNs e por outros métodos confiáveis de proteção, e por isso, buscam outras formas de conseguirem essas informações sendo o principal alvo de seus ataques, os servidores de emails.

Por essas razões, solicite serviços de viagens por email ou chat, mas quando fizer a compra, faça por telefone. Ao dizer os dados do cartão de crédito, ao agente de viagens, é assim que eles serão gravados na reserva do passageiro após serem digitados diretamente no GDS da agência de viagens.

Notou como os primeiros 12 números do cartão são alterados pela letra X?

PERIGOS E PROBLEMAS EM VIAGENS COM CIAS AÉREAS LOW COST

Omarketing agressivo de vendas de passagens aéreas por 1 Euro, iniciada na Europa com o surgimento de cias aéreas operando nesse conceito de administração refletiu no Brasil e no resto do mundo essa nova tendência.

Entretanto, 1 Euro é apenas uma isca (1 a 8 assentos dos 50 a bordo de um avião de médio porte) porque o preço médio praticado por vôo é de aproximadamente 100 Euros. Mesmo assim, ainda é barato! Às vezes, o mesmo preço ou um pouco a mais do valor de uma passagem de ônibus.

Os fatores que contribuem para a compra de passagens aéreas baratas com cias aéreas low cost, são:

  • A eliminação de todos os serviços gratuitos a bordo (refeições, bebidas e jornal).
  • A não marcação de lugares.
  • A não transferência de bagagem e passageiros entre vôos de conexão.
  • Os seguros de viagens.
  • Atendimento eletrônico (não há call center, tudo é feito pela Internet).
  • Franquia de bagagem diferenciada (volume de malas e quantidade de peso menor) das demais cias aéreas regulares.

Na prática, transformaram o que seria um custo para uma companhia regular (exemplo: Air France, TAP,TAM, etc) numa oportunidade de receita, cobrando por todos os serviços extras, e que na verdade, são dispensados pela maioria dos passageiros.

Entre os problemas encontrados nas cias aéreas low cost, podemos citar:

  • As partidas e chegadas de seus vôos, são em maior parte, em aeroportos regionais. Isto implica em gastos com táxi.
  • Os vôos menos rentáveis não são diários, e geralmente, são 1 por dia. Em caso de atraso de vôo ou perda de vôo que faz conexão com o de outra cia aérea, prepare o bolso.
  • Os vôos não oferecem lanche nem alimentação a bordo, e quando oferecem é de baixa qualidade.
  • Por não serem empresas credenciadas pela IATA, não emitem bilhetes aéreos, e sim recibos de compra pela Internet que não são reembolsáveis e nem endossáveis.
  • O seu cartão de crédito pode ser fraudado por hackers que tentam rastrear suas informações confidenciais no momento da compra do bilhete nos sites destas cias aéreas.
  • O horário de seus vôos não são regulares, ou seja, podem ser cancelados e marcados para o dia seguinte ou ter a partida adiada para mais de 6 horas devido o fato de possuírem, em certos casos, 1 ou 2 aviões , o que torna inviável reitinerá-los para embarcar os passageiros que tiveram seu vôo cancelado.

Problemas à parte, o fator preço acaba pesando mais no orçamento fazendo com que o viajante ignore esses detalhes, esquecendo-se que mais adiante o barato poderá custar caro.

Quando a filosofia de vôos low cost chegou ao Brasil, muitos brasileiros se motivaram a viajar de avião, acreditando que seria possível realizar seu sonho de voar. Muitas empresas low cost surgiram. Umas (como a Via Brasil) já faliram. Outras (como a VASP) que não eram low cost, adotaram esse conceito para se manterem no mercado, mas desapareceram. E outras(como a Gol) que eram low cost, deixaram de ter tal conceito. Quer saber por quê?

Os custos com a aviação são altos. Não há condições de um empresário abrir uma empresa aérea com o conceito de low cost, se ele irá vender em Real e pagar o leasing da aeronave, o seguro, a reposição das peças e equipamentos em Dólar ou em Euro. Sem falar das altas taxas tributárias do governo. Aos poucos, a falência virá, e certa! Tendo como reflexos a má conservação da aeronave, a falta de manutenção, a insegurança de voar, a insatisfação dos funcionários que atendem os passageiros com má vontade e falta de atenção porque seus salários estão atrasados, etc.

Talvez essas fotos da BRA, exibidas no Jornal O Globo, ilustrem bem o cenário decadente de uma cia aérea low cost num país da América Latina.

Vale lembrar, que o crescimento turístico dos últimos anos se deve sobretudo ao advento das companhias aéreas low cost, e não a uma política de promoção sustentada pelo governo. Na Europa, Lisboa está ligada a 22 cidades por mais de 17 companhias aéreas low cost provenientes de 14 países, 13 dos quais europeus, sendo a US Airways, que liga Filadélfia à capital portuguesa.

Porém, cada vez mais, as cias aéreas low cost atuam em rotas mais rentáveis, ocasionando o cancelamento de outras rotas como Madrid/Faro e Barcelona/Faro devido aos custos de operação e competição com outros meios de transporte (trem). Isso significa dizer que sua permanência num destino não será duradora e o cancelamento de uma de suas rotas poderá pegar desprevenido muitos viajantes com passagens aéreas já compradas.

PERIGOS E PROBLEMAS EM VIAGENS COM CITY TOURS

Alguns city tours escondem problemas e perigos que devem ser considerados na hora da compra tanto por parte do viajante quanto do agente de viagens que está vendendo o serviço ao cliente para poder alertá-lo quanto aos cuidados necessários para se fazer uma compra segura. Os fatores que podemos destacar são:

1)TEMPO

O gerente de operações do parque de diversão tem o direito de fechar os passeios em caso de condições de mau-tempo que podem significar desde a fortes ventos, a chuva e relâmpagos. Se você escolher pela saída do parque, não haverá reembolso. Felizmente, existem muitas atrações cobertas para você passar o tempo enquanto aguarda os passeios serem reabertos.

Mau tempo pode também se tornar um problema de um city tour se a atividade a céu aberto não for reembolsável ou endossável para um outro city tour realizado em local coberto. Imagine um turista ser obrigado a visitar o Cristo Redentor durante um dia de chuva apenas porque o city tour que ele comprou não tem flexibilidade de troca por um outro que oferece um show com almoço numa churrascaria.

COMO TENTAR RESOLVÊ-LOS: perguntando ao agente de viagens qual a política do city tour em caso de mau-tempo.

2) LONGAS FILAS EM PARQUES DE DIVERSÕES E NOS TEATROS DA BROADWAY

Parques temáticos são reconhecidos por suas longas filas e pelo tempo de espera nelas. Após esperar na fila para comprar o bilhete de entrada no passeio, você também terá que esperar na fila para entrar no parque! Muitos parques não permitem a fila ser furada, guardar lugar para alguém, ou dar desculpas para sair da fila para ir ao banheiro ou comprar uma bebida e depois voltar para o mesmo lugar. A penalidade mais comum é uma advertência verbal e ser posto no fim da fila.

Entretanto, existe uma forma de esperar menos tempo nas filas. Alguns passes mais caros permitem que o frequentador do parque entre logo no começo da fila. Universal oferece o VIP tours que custa entre US$130,00 a US$3.000,00 para ir a qualquer passeio. Estes passeios ainda incluem um funcionário do parque que o acompanha em todas as entradas para explicar aos outros que estão na fila o porquê da fila está sendo "furada" e então evitar discussões desnecessárias.

COMO TENTAR RESOLVÊ-LOS: comprando bilhetes de entrada com antecedência para evitar longas filas na bilheteria. Empresas como a TICKETSNOW.COM, que oferecem esse serviço ainda disponibilizam a facilidade de entregar os bilhetes no hotel em que o cliente está hospedado.

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3) PREÇO PARA CLIENTES QUE ESTÃO VIAJANDO COM ORÇAMENTOS APERTADOS

Devido a variedade de bilhetes de entrada disponíveis nos parques de diversões e tantos city tours em uma cidade, o conselho de um especialista em turismo torna-se muito útil para se gastar seu dinheiro na compra certa. Você pode às vezes pagar um alto preço por um city tour ou pela entrada em um parque, mas economizará seu tempo com outros pequenos detalhes que talvez não tenha percebido. Alguns conselhos e recomendações podem ser seguidos, como:

  • Não ir para um parque de diversões em um carro próprio ou alugado devido você não saber qual a hora que você vai sair do parque, mas você provavelmente tem alguma idéia do quanto você pagará por hora no estacionamento. É melhor ir de táxi ou de ônibus!
  • Reservar acomodação de hotel com apenas breakfast incluído na tarifa. Pense nisso: mesmo reservando um hotel com todas as refeições inclusas para pagar menos do que uma acomodação que inclui somente o café da manhã, você retornaria para o hotel apenas para comer e voltar para o parque de diversões de novo? Lembre-se que os passes não são reembolsáveis e uma vez que você sai do parque, você precisará comprar um novo passe. É mais válido pagar mais caro porque certamente você não terá a intenção de retornar ao hotel para almoçar e/ou jantar devido a grande variedade de fast foods e restaurantes nos parques ou ao longo do circuito do city tour.
  • Viajando em grupo. Os preços dos passes dos parques e dos city tours são cotados de acordo com o número de pessoas. Logo, uma pessoa paga mais do que duas. Três pessoas pagam mais do que 4, e assim por diante.

COMO TENTAR RESOLVÊ-LOS: conversando com um agente de viagens que tenha conhecimento em vendas de bilhetes de parques de diversões ou/e saiba qual é o melhor city tour entre vários outros para não gastar dinheiro desnecessariamente com um que o venha a decepcionar.

4) MAU-PLANEJAMENTO DE EXCURSÕES E EXPEDIÇÕES

Planejando uma expedição ao Everest, para a Antártida, ou uma excursão de carro com os amigos, por exemplo? Antes de fazer as reservas de hotel ou comprar o bilhete aéreo você deve tomar cuidado com os erros mais comuns cometidos por turistas despreparados:

  • Esquecimento das datas, dias da semana, ou meses que tais expedições são realizadas. Algumas envolvem cruzeiros (que possuem datas fixas de partida), outras, períodos da estação do ano para se poder realizar uma escalada em uma das geleiras da patagônia, por exemplo. O erro ocorre de duas formas: o turista compra o bilhete aéreo com as datas diferentes das datas da expedição, ou, compra o bilhete aéreo nas datas corretas e deixa para confirmar sua participação na expedição mais tarde, esquecendo-se que toda expedição tem um limite de pessoas e então descobre que o grupo está fechado e não há mais vagas para se integrar a ele. Em ambos os casos a perda de dinheiro é certa.
  • Não comprando guias de viagens ou não se informando com o seu agente de viagens quais são os aspéctos comuns da região visitada e os documentos necessários para se viajar.
  • Não se preparando fisicamente e adequadamente para fazer a excursão ou expedição. Sites de viagens que organizam esse tipo de turismo aventura ou ecoturismo, informam aos viajantes o que eles precisam levar: saco de dormir, cantil, lanterna, bússola, etc. Normalmente, eles põem até um check list para que nenhum item seja esquecido. A falta de atenção neste caso é o que leva ao erro junto com a falta de informação.

COMO TENTAR RESOLVÊ-LOS: pedindo informações sobre o lugar, costumes e hábitos para onde se pretende viajar.

5) LOCALIZAÇÃO

Alguns city tours são programados como atividades ao ar-livre. Eles incluem vistas panorâmicas ou reúnem uma grande quantidade de pessoas em um único lugar para assistirem um evento. Este é o caso do carnaval no Rio de Janeiro! Dependendo do lugar de onde você irá assistir o desfile das escolas de samba, o bilhete de carnaval será muito mais caro. A diferença entre ele e os passes dos parques de diversões, é que o bilhete de carnaval não exige a espera em longas filas, mas a obrigação de comprá-lo com bastante antecedência para garantir os melhores lugares e preços.

COMO TENTAR RESOLVÊ-LOS: Comprando bilhetes de entrada com antecedência para evitar preços altos.

6) INSEGURANÇA

Alguns carnavais de rua são sem segurança para turistas. O grande volume de pessoas se expremendo e se empurrando faz as coisas tornarem-se mais fáceis para ser roubado. Mesmo comprando um Abadá (tipo de bilhete identificado entre os membros por uma camisa personalizada com o nome do bloco) para curtir o carnaval de Salvador em um bloco privativo, você não estará seguro totalmente, exceto se for ficar em um camarote por onde o bloco passa. Localização é o outro ponto que deve ser levado em consideração ao se fazer uma reserva de hotel. Um bom agente de viagens que se preocupa com esse detalhe, reservará para o seu cliente um hotel em uma área segura da cidade, por exemplo: longe de favelas.

COMO TENTAR RESOLVÊ-LOS: não comprando city tours para to visitar lugares perigosos, ou eventos com grandes multidões, ou comprando city tours com um guia como acompanhante.

7) RISCO DE VIDA E DE SAÚDE

O risco de algumas atividades praticadas em ambiente externo pode tornar-se perigoso em alguns países onde é freqüente ocorrer desastres naturais ou a probabilidade da ocorrência destes desastres seja grande. Turistas aventureiros são as vítimas fatais ou acidentadas mais comuns porque eles escolhem as atividades mais perigosas sem estarem fisicamente preparados para praticá-las. Se eles nunca praticaram tal atividade anteriormente, por que eles vão praticá-las em um outro país? Isso não faz sentido! Principalmente sem seguro viagem.

  • CANYONING, HIKING & TREKKING: atividades sem a presença de um guia experiente podem se tornar arriscadas em ladeiras íngremes e áreas próximas a base das ladeiras ou canyons e canais ao longo de rios. Estas áreas são mais propensas ao desmoronamento de pedras e terra do que as outras, principalmente em dias chuvosos ou seguidos de seca, terremotos ou erupções vulcânicas.
  • EXCURSÕES EM DESERTOS: acarreta o risco de desidratação e também danos ao cérebro ou a outros órgãos vitais. O viajante está sujeito inclusive a um ataque cardíaco! Durante o calor extremo, os turistas idosos, crianças com idade de 0 a 4 anos, turistas obesos ou que sofram de doenças coronárias, mentais, de pressão alta, e usam tranqüilizantes ou drogas de uso controlado são as vítimas mais comuns porque possuem uma grande dificuldade em regular a temperatura de seus corpos devido o suor não evaporar tão rápido para liberar o calor absorvido rapidamente. Mesmo os mais jovens e saudáveis podem sucumbir ao calor extremo se eles participarem de atividades esportivas extremas durante os horários mais rígidos do calor no verão.
  • MERGULHO: o mergulho é uma atividade potencialmente perigosa sem o acompanhamento de um supervisor ou sem treinamento. Sua prática não é recomendável para mulheres grávidas e nunca se deve voar dentro de 24 horas antes e depois do mergulho. Certas condições como epilepsia, efisema e alguns problemas cardíacos são absolutamente contra-indicados para a prática do mergulho. A cada 10 metros de profundidade a pressão da água sobre o mergulhador aumenta gradativamente. O gás carbônico ocupa os espaços vazios nos pulmões, ouvidos e nos seios nasais que são os mais afetados pela mudança de pressão atmosférica. Se o mergulhador subir à superfície rápido demais, um número incontável de problemas de saúde poderão surgir como pneumotórax e bends. A doença da descompressão geralmente aparece dentro de poucas horas de mergulho mas pode demorar até 24 horas. Sintomas leves da doença de descompressão incluem dores nos joelhos, cotovelos e juntas, fadiga e descamação da pele (muito comuns no tronco). Os sintomas mais sérios podem afetar a coluna vertebral, o sistema nervoso e os pulmões que deverão ser tratados em caso de emergência médica.
  • ESCALADA EM MONTANHAS DE GELO & ESQUI: Estas atividades podem se tornar perigosas para turistas inexperientes que nunca tiveram contato com os esportes de inverno. O vento e o frio são as principais ameaças do frio. Quanto mais a velocidade do vento aumenta, maior é o volume de calor que ele retira do corpo, ocasionando então diminuição da temperatura. Quando existem ventos fortes, os problemas mais sérios relacionados com o frio tornam-se mais freqüentes, mesmo quando a temperatura não esteja tão baixa. Se uma pessoa fica resfriada, suada, ou submersa em água gelada, ela poderá sofrer de hipotermia (queda drástica da temperatura do corpo). Se o turista não estiver vestido adequadamente para proteger a temperatura do seu corpo, ele poderá sofrer uma redução da circulação sanguínea ocasionada pelo risco de congelamento (frostibite) que poderá levar a amputação de dedos, orelhas, queixo, nariz e bochechas.
  • MONTANHISMO, TRILHA E ESCALADAS: O turista poderá ser afetado pela doença da altitude. Existem 3 diferentes tipos de doenças: AMS (Mal da Montanha Agudo), edema cerebral e pulmonar ocasionado pela alta altitude, podendo os sintomas se sobreporem. Tais sintomas podem ser: dor de cabeça, fadiga, náusea, vômito, perda de apetite, tonteira, insônia, distúrbios de consciência e também hipotermia, desidratação e congelamento (frostibite).
  • EXPEDIÇÕES A VULCÕES: Representa uma ameaça real para viajantes que fazem excursões ao seu topo ou visitam cidades e vilas localizadas próximo a eles num raio de 20 milhas. As cinzas vulcâncias frescas, surgidas de rochas pulverizadas, podem ser duras, ácidas, de grão de areia, de cristal e mal-cheirosas. Tais cinzas podem prejudicar os pulmões de pessoas idosas, bebês e com problemas respiratórios.

COMO TENTAR RESOLVÊ-LOS: comprando seguro viagem para ficar coberto contra alguns city tours perigosos e seguir as recomendações de segurança dos guias.

CARTÕES DE CRÉDITO X PROGRAMAS DE MILHAGEM

Hoje em dia, os principais bancos oferecem cartões de créditos que possuem seu próprio programa de fidelidade, independente dos programas de fidelidade das cias aéreas e redes hoteleiras, oferecendo aos consumidores a oportunidade de ganhar milhas ou pontos e poderem os resgatar para a obtenção de uma viagem gratuita ou acomodação gratuita em hotéis. Em muitos casos, os bancos promovem seus próprios cartões em parceria com os programas de fidelidade das cia aéreas ou dos hotéis. Porém, estes cartões possuem uma taxa administrativa anual muito maior do que as que são normalmente cobradas nos cartões de crédito que não oferecem a associação a tal programa de fidelidade do banco.

Se você não é um frequent flyer e ganha muito crédito de milhas através de débitos de cartões de crédito, pode ser agora o momento certo de mudar para um programa de fidelidade de um banco ao invés de permanecer em um programa de fidelidade de uma cia aérea. Entre os bancos americanos que oferecem tais programas temos: Bank of America, Bank One, Capitol One, Chase Bank, Citibank, Discover, MBNA, and US Bank.

Tipicamente, você precisa de 25.000 milhas/pontos para uma viagem de ida e volta na classe econômica dentro dos Estados Unidos e 50.000 milhas/pontos para uma viagem de ida e volta para a Europa. Quando você acumula milhas ou pontos suficientes, você os resgata com o banco, que comprará para você um bilhete aéreo. É óbvio que esses programas não são restritos pelo controle de capacidade da cia aérea que está associado ao número de assentos disponíveis para os prêmios de seu programa de milhagem. Os programas de fidelidade dos bancos geralmente põem um limite de valor para o pagamento do bilhete prêmio: US$ 500.00 para a premiação de um bilhete doméstico e US$ 1.000,00 para a premiação de um bilhete com viagem para a Europa, por exemplo.

A principal diferença entre os programas de fidelidade das cias aéreas e dos cartões de crédito, é o tempo que se leva para se obter o prêmio. Veja essa comparação: a tabela abaixo exibe o tempo necessário para se resgatar 25.000 milhas e solicitar a emissão de um bilhete prêmio para viajar no trecho MIA/LAX/MIA na classe econômica.

Cada programa possui suas vantagens distintas no que se refere ao acúmulo de pontuação:
  • Enquanto que a maioria dos cartões oferecem 1 ponto para cada Dólar gasto, American Express oferece o dobro em despesas em supermercados, postos de gasolina, farmácias, correio e pagamentos de contas de telefone. Outra vantagem sobre os programas de fidelidade das cias aéreas, é a possibilidade de poder resgatar seus pontos para viajar gratuitamente com uma das 11 cias aéreas participantes do programa de fidelidade do cartão, entre elas: Continental, Delta, Hawaiian, e US Airways, ou de se hospedar gratuitamente em uma das redes hoteleiras participantes (Best Western, Hilton, InterContinental, e Starwood).
  • O cartão de crédito GoMiles é comparativamente o mais barato entre todos os cartões disponíveis no mercado, mas suas opções de ganho são relativamente pequenas para quem viaja regularmente e se beneficia das milhas da viagem para a obtenção de um bilhete prêmio. Por outro lado, a simplicidade e disponibilidade dos prêmios do cartão GoMiles é de fácil obtenção e entendimento para qualquer viajante sem experiência em gerenciar milhas/pontos para conseguir um bilhete prêmio fora das restrições do controle de capacidade de assentos das cias aéreas. Não existe taxa anual e sua taxa percentual é de quase 10% para saldos não pago. O cartão AAdvantage tem uma taxa anual de US$ 50.00 e uma variação de taxa percentual próxima a 16%.
  • O cartão PremierPass, do Citibank, disponibiliza a facilidade em alguns casos de dobrar os pontos pelas despesas gastas e de ser ao mesmo tempo um cartão de crédito parceiro dos programas de fidelidade das cias aéreas e de outros multi-programas para oferecer recompensas a seus consumidores. Logo, para aqueles que são mais compradores “compulsivos” do que viajantes freqüentes, é sem dúvida uma boa opção.

CONCLUSÃO: os programas de fidelidade dos cartões de crédito não podem oferecer as melhores facilidades dos programas de fidelidade das cias aéreas devido eles não poderem ser combinados. Ou seja: não se pode transferir milhas ou pontos de um programa para o outro para a obtenção dos prêmios. A participação em ambos significa a fragmentação dos créditos recebidos e da diminuição dos prêmios ou demora em obtê-los. Esta é a razão principal porque os programas de fidelidade dos cartões de crédito ainda não são a melhor opção para aqueles que viajam muito e ganham grande parte de suas milhas com os programas de fidelidade das cias aéreas, hospedagem em hotéis e aluguel de carro.

PREÇOS BAIXOS SÃO SEMPRE O MELHOR NEGÓCIO?

Existem muitas agências por aí exaltando as palavras: experts, especialistas e consultores... Como que seus agentes de viagens fossem realmente os melhores. Mas a prática mostra o contrário: são poucos os que sabem comparar os benefícios de uma tarifa aérea para direcionar seus clientes a compra da passagem com a tarifa mais vantajosa, não somente em relação ao preço, mas também quanto ao perfil da viagem e às regras da tarifa.

A seguir, mostro 3 exemplos reais (pesquisados em Agosto, 2006) quando preço não é o ponto mais importante quando se está negociando a compra de um bilhete aéreo:

I - VISANDO O PERFIL DA VIAGEM

“Você está viajando de Miami para Los Angeles para participar de um torneio de surf. Tanto a American Airlines quanto a United Airlines tem a mesma tarifa aérea. Qual delas você escolheria para viajar considerando que você está carregando uma mala e uma prancha de surf cujo tamanho e 274cm e o peso e 25kg?”

RESPOSTA CORRETA: Você deve viajar com a American Airlines porque a política de prancha de surf da United Airlines é 276cm para o tamanho e 22kg de peso máximo para não pagar taxa de excesso e peso. Você pode até viajar com a United, mas você terá que pagar duas taxas: uma de US$ 80.00 devido está carregando uma prancha de surf e outra de US$ 25.00 devido o excesso de peso. Com a American Airlines, você pagará US$ 80.00 apenas para levar sua prancha de surf como bagagem!

“Peça a um agente de viagem para fazer uma reserva para você viajar para Londres. Diga, também, que você irá levar seu poodle na cabine. Qual resposta você espera ouvir dele?”

RESPOSTA CORRETA: Desculpe... Mas nenhum tipo de animal é aceito para viagem para o Reino Unido. Eu posso somente vender o bilhete aéreo para você viajar sem o cachorro.

Você tem uma reunião urgente depois de amanhã em um resort no Cairo e liga para uma agência de viagens para reservar um vôo na classe executiva para você viajar hoje do Rio de Janeiro. Você é brasileiro e não está vacinado contra a febre amarela.

“O agente de viagens o perguntou se o seu certificado de vacinação foi emitdo com 10 dias de antecedência da data da viagem, ou ele simplesmente fez a reserva e lhe pediu o número do cartão de crédito para emitir o bilhete aéreo sem avisá-lo sobre a exigência desta vacinação para o Egito?”

Seus dois filhos viajarão sozinhos no trecho New York/Johannesburg/New York. Um deles tem 4 anos e o outro 11 anos. Você liga para uma agência de viagens para checar qual cia aérea é a mais barata: American Airlines ou South African, e depois pede ao agente para fazer a reserva para você comprar os bilhetes aéreos. Você acha que fez um bom negócio?

RESPOSTA CORRETA: Com certeza, não! Para começar, American Airlines somente aceita menores com menos de 5 anos se eles estiverem viajando com um acompanhante de viagem que tenha no mínimo 15 anos de idade enquanto que a South African exige que o acompanhante tenha 16 anos. Logo, a criança de 4 anos terá seu embarque negado no aeroporto. Somente o irmão mais velho terá permissão de viajar. Neste caso, American Airlines cobra uma taxa de US$ 60.00 por direção ao contrário da South African. Não existe desconto para criança viajando como menor desacompnhado. A tarifa aérea aplicada é a mesma da que um adulto pagaria.

Como você notou, cada cia aérea e país tem sua própria política de viagem. Algumas delas são mantidas em segredo no que se refere à taxas cobradas no aeroporto. Estas taxas escondidas não são reportadas abertamente para os viajantes nos sites das cias aéreas devido a competição de venda de bilhetes aéreos com outras cias aéreas no mercado de viagens.

Quando as taxas não são um problema, os viajantes enfrentam outros obstáculos que poderão se tornar em uma grande restrição de viagem devido a não-apresentação de documentos requeridos para mulheres grávidas e menores desacompanhados para viajar, ou serviços necessários não requeridos pelo agente de viagens para assistir passageiros debilitados a bordo, como por exemplo: informação à cia aérea de maca, cilindro de oxigênio, cadeira de roda na cabine, assistência a passageiros cegos e surdos viajando com cão guia, etc.

Os viajantes são pegos neste tipo de armadilha quando seduzidos por preços baixos ou mal-assistidos por agentes de viagens inexperientes. Nunca compre um bilhete sem antes ter certeza da política de viagem de uma cia aérea ou de um país.

II - VISANDO A REGRA TARIFÁRIA DO BILHETE

Suponhamos que você esteja planejando uma viagem para renovar o visto no Consulado Americano no Rio de Janeiro ou para visitar esta cidade como turista. Qual destas opções (*valores pesquisados em AGO2004) oferecidas pelo agente de viagens você compraria o bilhete?

OPÇÃO 1 - VALOR COM TAXAS: US$ 580.00*

Compra de um bilhete integral de Miami para o Rio de Janeiro no dia 4 de Março com stopover no dia 7 de Março em São Paulo e retorno no dia 12 de Março para Miami.


RG8819 W 04MAR MIAGIG 0730P 0815A

RG8922 W 07MAR GIGGRU 0735P 0835P

RG8818 W 12MAR GRUMIA 1155P 0600A
A base tarifária da VARIG: WLXNTGR1, permite stopover e por isso é possível emitir o trecho completo em um só bilhete.

OPÇÃO 2 - VALOR COM TAXAS: US$ 618.00*

Compra de dois bilhetes: um integral de Miami para o Rio de Janeiro no dia 4 de Março e retorno de São Paulo no dia 12 de Março para Miami...


RG8819 S 04MAR MIAGIG 0730P 0815A

RG8818 S 12MAR GRUMIA 1155P 0600A

...e outro bilhete doméstico separado do trecho internacional.

RG8922 H 7MAR GIGGRU 0735P 0835P
A base tarifária da VARIG: SMIANET, não permite stopover e por isso é necessário vender separadamente o trecho RIO/SAO PAULO.

O que faz um expert oferecer a melhor tarifa ao seu cliente é também a comunicação que há entre eles. Sem esse diálogo, ele não há como saber quais as circunstâncias que o seu cliente está realizando a viagem e então não poderá direcioná-lo a melhor oferta de compra. Os pontos mais importantes para direcionar um viajante a fazer a melhor compra de uma passagem aérea, são:

ISENÇÃO DE MULTA DE REEMISSÃO POR PROBLEMAS MÉDICOS

A maioria das tarifas isentam a cobrança de multa por mudança de data caso o passageiro e o/a acompanhante de viagem necessitarem cancelar a viagem por problemas médicos. Tanto a opção 1 quanto a opção 2 possibilitam esta facilidade.

MILHAGEM

A opção 2 seria a pior escolha pois a classe S não credita milhas no programa de milhagem da VARIG. Muitos frequent flyers preferem pagar um pouco mais e acumular milhas do que perderem esse benefício.

MULTA DE REEMISSÃO

Suponhamos que após a compra do bilhete você tenha algum problema no Consulado Americano ou que você esteja gostando muito da sua estadia nesta cidade e que, por algumas destas razões, você seja obrigado ou deseje estender o seu período de estadia no Rio de Janeiro. Isto acarretará em uma reemissão o que implicará na cobrança de multa para mudar a data do trecho doméstico.

Nestas condições, a tarifa mais barata será a mais cara porque a multa de reemissão da opção 1 é de US$ 100.00, totalizando o valor final de US$ 680.00. A multa de reemissão do trecho doméstico da opção 2 é de US$ 11.40, totalizando o valor final de US$ 629.40. Resumindo: se você escolher a tarifa mais cara a sua economia será de mais de US$ 50.00!

REEMBOLSO

Quanto mais barato o bilhete, mais restritivo ele será. No quadro de opções exibido acima, as bases tarifárias WLXNTGR1 e SMIANET da VARIG são referentes às tarifas de consolidador, cuja regra do bilhete restringe o reembolso do valor do bilhete. Se a opção 1 fosse calculada como tarifa publicada na base tarifária da TAM WLUS1M cujo valor com taxas é US$ 761.50, o passageiro teria como vantagem o direito de solicitar o reembolso da passagem menos a multa de reembolso cobrada pela TAM (que custa 10% do valor do bilhete) em caso de desistência da viagem.

Considere também, que quando você compra um bilhete aéreo reembolsável você está automaticamente eliminando a possibilidade de comprar um seguro viagem para não correr o risco de perder este bilhete se você precisar cancelar sua viagem. Seguros Viagens são somente recomendáveis para viajantes que compram bilhetes reembolsáveis se eles estiverem interessados principalmente na cobertura médica.

STOPOVER

Uma tarifa barata pode não incluir free stopovers, como na opção 2. Somente o bilhete internacional (sem o trecho RIO/SÃO PAULO) custa com taxas US$ 510.00 se emitido com a base tarifária SMIANET. Embora a opção 1 seja mais cara (comparando com essa nova condição), ela ainda assim é a melhor escolha por permitir uma parada gratuita em São Paulo. A opção 2, como já vimos anteriormente, só é a melhor escolha caso haja a necessidade de reemitir o bilhete do trecho doméstico com uma data diferente da original.

III - VISANDO O PREÇO DO BILHETE

Deixe-me falar agora dos airpasses, que é um programa para os turistas ou os passageiros da mesma nacionalidade do país visitado, desde que residam fora dele. Os airpasses são um tipo de pacote de tarifas aéreas cujo preço é baseado pelo número de cupons emitidos (quando o passageiro está fazendo múltiplas viagens domésticas, como o Star Alliance Brazil Airpass), ou pelo número de milhas voadas (geralmente quando o passageiro está fazendo múltiplas viagens internacionais, como Mercosur Airpass). Podem também ser uma mistura dos dois, como o airpass OneWorld Visit South America.

Existe um mito de que os airpasses são mais baratos do que as tarifas vendidas pela cia aérea dentro do país visitado. De fato são, desde que esteja visitando mais do que duas cidades muito distantes uma da outra. Portanto, neste caso, o preço é levado mais em conta do que a regra da tarifa do bilhete aéreo. Veja a comparação abaixo:

  • Um Brazil Airpass com 1 a 4 cupons custa sem taxas US$ 399.00. Se o passageiro desejar comprar um bilhete de ida e volta RIO DE JANEIRO/BELO HORIZONTE/RIO DE JANEIRO, a tarifa mais indicada é a publicada no valor de US$ 242.00, com taxas incluídas.
  • Se o passageiro desejar um bilhete PORTO ALEGRE/BUENOS AIRES/PORTO ALEGRE, ele irá pagar por uma tarifa publicada com taxas US$ 247.50. Logo, a venda de um Mercosur Airpass com a mesma rota custando com taxas US$ 273.50 será também inviável.

EMPRESA DE TURISMO É CONDENADA POR FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO

Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito e Territórios, 16/FEV/2006

AVoetur terá de indenizar um consumidor em R$ 1,5 mil por danos morais e R$ 35,10 a título de danos materiais devido a problemas ocorridos durante uma viagem. A decisão é da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal, que por unanimidade negou provimento ao recurso da operadora de turismo e manteve a sentença do 7º Juizado Especial Cível de Brasília. O acórdão ainda não transitou em julgado.

O autor da ação afirma ter adquirido pacote turístico da Voetur para uma viagem a Buenos Aires e Gramado, no período de 6 a 13 de setembro de 2004, e que devido a um equívoco da empresa, que marcou o seu retorno para o dia 12 de setembro, um dia antes do previamente acordado, sofreu constrangimentos. Segundo o autor, só foi possível remarcar o retorno após inúmeras diligências.

O consumidor alega, ainda, que ao chegar para embarque no dia 13 de setembro foi informado de que deveria pagar uma taxa, decorrente da mudança do vôo. Em conseqüência da demora na solução do problema, não pôde embarcar no horário marcado, o que somente ocorreu horas depois. Segundo ele, os fatos ocorridos causaram-lhe danos morais e materiais.

A Voetur, em contestação, reconheceu que houve erro quanto à fixação da data de retorno do autor, mas que depois de identificado o problema deu toda a assistência necessária ao consumidor e solucionou a questão, cumprindo suas obrigações contratuais. No recurso, a empresa sustenta que os fatos não configuram dano moral, uma vez não terem afetado nem a honra nem os direitos da personalidade do contratante.

Porém, de acordo com o relator do recurso, Juiz César Laboissiere Loyola, “situações que envolvem o direito à vida, à honra, à integridade física, à integridade psíquica, à privacidade, dentre outros, estão no alcance da proteção jurídica da pessoa humana”. O magistrado explica que, em síntese, os direitos da personalidade podem ser compreendidos a partir da cláusula geral da dignidade da pessoa humana.

Os Juízes entenderam que houve falha no serviço da operadora de turismo, que não encaminhou a tempo o tíquete necessário para o embarque do passageiro e de sua família, sujeitando-os ao atraso na conclusão da viagem e uma sucessão de dissabores. “A falha na prestação do serviço culminou por afetar a esfera psíquica do recorrido, de forma que a compensação por danos morais era mesmo devida”, afirma o relator. Processo nº 20050110425372.

LUGARES TROCADOS: CLIENTE É INDENIZADA POR VIAJAR NO PIOR LUGAR DO NAVIO

Fonte: revista Consultor Jurídico, 22/MAR/2006

Empresa de turismo tem de pagar indenização por danos morais a uma cliente que viajou de navio em lugar pior do que o contratado. O entendimento é da 10ª Câmara Cível do Tribunal do Rio Grande do Sul, que condenou as empresas Exprinter Turismo e Costa Cruzeiros Agências de Viagens e Turismo a pagar o valor da passagem como indenização à passageira, que foi de navio do Brasil para a Itália.

A autora da ação alegou que as empresas disponibilizaram uma cabine que se situava exatamente na proa do navio, localização que seria a mais desconfortável. Ela afirma que buscou evitar o local quando contratou a viagem, em especial por conta de sua condição de saúde."É indiscutível a ocorrência do dano moral, traduzido pela injustificada mudança da acomodação contratada, pelos percalços no uso de uma cabine adaptada com uma cama de armar por três senhoras contando mais de 70 anos de idade, pela frustração do conforto e sossego buscado em uma embarcação de grande porte", analisou o desembargador Jorge Alberto Schreiner Pestana, relator do processo.

AGÊNCIA É CONDENADA POR TRANSTORNOS EM VIAGEM

Fonte: revista Consultor Jurídico, 26/AGO/2005

As agências de viagens All Tour e Avitur foram condenadas, solidariamente, a indenizar um cliente, por danos morais e materiais, pelos prejuízos que sofreu com a má prestação de serviços ao contratar um pacote de viagem. A decisão é da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Cabe recurso.

Segundo o processo, o consumidor comprou o pacote turístico (Paris/Londres) da agência All Tour. Toda a organização da viagem ficou a cargo da agência Avitur. A saída estava marcada para 11 de dezembro de 2002 e a volta ao Brasil para 19 de dezembro do mesmo ano. A informação é do TJ mineiro.

O turista mineiro alegou que ocorreram vários transtornos durante a viagem. O primeiro deles foi o atraso de 11 horas do vôo de São Paulo para a França. Depois, ao chegar ao porto de Dover, próximo a Londres, foi encaminhado para o Departamento de Imigração e impedido de entrar no país por não ter feito reserva em hotel.

Além disso, foi sabatinado pelas autoridades inglesas e depois transportado de navio de volta à França, com bagagens retidas pela polícia até a hora do embarque. Também teve de voltar ao Brasil sozinho e arcar com todas as despesas extras.A relatora do processo, desembargadora Márcia De Paoli Balbino, fixou a indenização por danos materiais em R$ 2.537,00, metade do valor pago à agência, já que o turista usufruiu de parte da viagem, até a França, sem transtornos. Já a indenização pelos danos morais ficou estabelecida em R$ 5,2 mil.Segundo a desembargadora, como o pacote turístico não foi completamente cumprido, por culpa exclusiva das operadoras de turismo, elas deverão ser solidárias pela prestação inadequada dos serviços contratados pelo cliente. A decisão foi unânime.

AGÊNCIA INDENIZARÁ TURISTAS POR FALTA DE RESERVA EM HOTEL NA NORUEGA

Fonte: Carta Maior, 4/DEZ/2003

A 6ª Câmara Cível do Tribunal de Alçada de Minas Gerais (TA-MG) condenou a agência de turismo Olympia Consultoria de Viagens e Turismo Ltda., de Juiz de Fora, a indenizar três turistas, em R$ 10 mil cada uma, pelos transtornos causados pela falta de reserva em um hotel na Noruega. Antes da viagem, as turistas haviam recebido a confirmação da agência quanto à reserva do hotel, na cidade de Bergen.

Sônia de Castro Alvim, Maria da Conceição Castro Gonçalves e Rosane Fernandes Lima contrataram com a agência de turismo, em maio de 2001, um pacote turístico à Escandinávia, incluindo parte aérea, terrestre e reserva de hotéis em todas as cidades visitadas.

Em 30 de maio, quando chegaram em Bergen, Noruega, para surpresa das turistas, não constava reserva para elas no Hotel Redisson SAS Norge, conforme havia sido confirmado com a agência de turismo. O hotel estava com lotação máxima e, como todos os hotéis da mesma categoria na cidade estavam lotados, em virtude de evento ocorrido na ocasião, foi sugerido a elas que se hospedassem em um hotel de categoria inferior. Esse hotel, conforme foi comprovado pelas turistas, era muito inferior, a ponto de não poderem sequer usar o banheiro. Além de serem obrigadas a ficar no referido hotel, as turistas perderam o primeiro dia de passeio em Bergen, por causa do deslocamento das bagagens entre os hotéis.

Na Apelação Cível 396.668-9, a agência de turismo alegou não ter responsabilidade pelo ocorrido, uma vez que apenas contatou e encaminhou o pagamento para a empresa européia Wege Tours International.

O juiz Dárcio Lopardi Mendes, relator da apelação, destacou, entretanto, que "a agência de turismo é remunerada para exercer tal atividade, portanto, tem interesse econômico na prestação do serviço, surgindo daí a responsabilidade solidária com a operadora, com o hotel e demais envolvidos no fornecimento de produto ao consumidor".

"As propagandas são exaustivas para atrair o consumidor aos seus estabelecimentos e agora a agência vem a juízo dizer que apenas contatou e encaminhou o pagamento a outra empresa, não se podendo admitir tal absurdo, chegando-se mesmo às raias da má-fé e comportamento desleal", concluiu o juiz.

O relator destacou ainda que a agência de viagem, como fornecedora de serviços, responde, independentemente de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos a prestação de serviços.

DPDC MULTA GOL POR USO DE 0300

Fonte: O Estado de São Paulo, 25/SET/2002

Brasília - O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, determinou a empresa aérea Gol o pagamento de multa no valor de R$ 97,626 mil pela cobrança do serviço 0300 sem comunicar ao cliente. Segundo a decisão, publicada hoje no Diário Oficial da União, a Gol cobrava R$ 0,27 por minuto pelo serviço de venda e reserva de passagens aéreas por meio do serviço telefônico 0300.

A empresa alegou que utiliza o serviço apenas para reserva e venda de bilhetes aéreos e que oferece um serviço de atendimento gratuito ao consumidor por meio do prefixo 0800 para receber reclamações e sugestões. A Gol também afirmou que todo o material de propaganda contém expressamente o valor por minuto do serviço e passou a fornecer a informação pelo telefone ao usuário que fizesse ligação para o 0300 a partir de 11 de setembro de 2001.

De acordo com os dados fornecidos pela Gol ao DPDC foram vendidos pelo telefone 411.085 bilhetes até o final do mês de setembro do ano passado. O Ministério da Justiça concluiu que a empresa omitiu um dado importante do serviço. "Tal informação é essencial e relevante por ter o condão de influenciar decisivamente no juízo de escolha do consumidor", afirma a Diretora do DPDC, Amanda Flávio de Oliveira, em seu despacho.

"A falta de informação adequada implica clara lesão ao direito fundamental do consumidor", sustenta. O DPDC considerou que houve lesão a milhares de consumidores em todo País e que a companhia obteve vantagens. Por isso, determinou a aplicação da multa e o encaminhamento da decisão aos Ministérios Públicos e Procons nos Estados e capitais.

TAM DEVE PAGAR R$ 14 MIL POR "ESQUECER" PASSAGEIRO

Fonte: IDW NEWS, 18/ABR/2006

Weber Nazareno Sena da Silva ganhou R$ 14 mil em uma ação indenizatória por danos morais contra a TAM na 27ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Ele alegou que a empresa o esqueceu no aeroporto e que ele só pôde voar no dia seguinte, tendo que arcar com as despesas pessoais.

O avião de Weber decolou com 20 minutos de antecedência. O fato ocorreu em maio de 2004, quando Weber voltava de um congresso em Maceió com destino ao Rio. Em sua contestação, a TAM atribuiu ao passageiro a responsabilidade pela perda do vôo porque ele não teria chegado ao aeroporto com uma hora de antecedência.

"Tal argumento se esvazia diante da constatação de que o vôo saiu antes da hora marcada, sendo tal conduta de inteira responsabilidade da ré", afirmou a juíza Fernanda Sepúlveda Terra Cardoso Barbosa Telles. Segundo a juíza, o Código de Defesa do Consumidor prevê que o fornecedor de serviços, quando os prestar de modo defeituoso, tem o dever de reparar os prejuízos causados ao consumidor, independentemente da existência de culpa da sua parte.

AGÊNCIA INDENIZA CASAL POR TRANSTORNO EM LUA-DE-MEL

Fonte: Revista Consultor Jurídico, 14/JUL/2006

A16ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá (MT) condenou a agência de viagens "Teresa Perez Tours" a pagar R$ 50 mil, por danos morais, a uma mulher que teve problemas durante viagem de lua-de-mel a Cancún, no México. Cabe recurso.

Consta nos autos que a viagem foi feita na época do Réveillon. O casal chegou à cidade e não teve direito ao voucher, bilhete que dava direito ao transporte privativo até o hotel, já pago à agência. Também foram surpreendidos no hotel quando descobriram que não havia quarto reservado no nome deles. Assim, voltaram antes do previsto.

A mulher afirmou que comprou o pacote de viagens da empresa (passagens aéreas e toda parte terrestre, inclusive com traslado privativo tanto na chegada como na saída) em face dos atrativos oferecidos.

O juiz Paulo de Toledo Ribeiro Júnior concluiu que "caso o tal voucher estivesse em mãos da autora, ela poderia exigir o traslado privativo com mais seriedade e autoridade. Porém, como não o tinha em mãos, ficou a mercê da empresa que faria o transporte". A empresa alegou que a mulher perdeu o documento, hipótese refutada pelo juiz.

Ele observou que os problemas enfrentados pelo casal devem ter marcado para sempre a vida dos recém-casados. "A falta de reserva feita em nome da autora ou de seu marido fizeram da lua-de-mel da autora uma lua de fel. Essa marca, que não se apagará, não pode ficar impune", acrescentou.

EMPRESA DE TURISMO É CONDENADA A RESSARCIR CONSUMIDOR POR GASTOS COM SAÚDE

Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, 01/JUL/2003

Ojuiz do 3º Juizado Especial Cível de Brasília, Marcelo Tadeu de Assunção Sobrinho, condenou uma empresa de turismo a pagar R$ 1,4 mil ao autor de uma ação de ressarcimento pelos gastos que o mesmo teve com o tratamento de saúde de sua avó durante uma viagem.

De acordo com o processo, a empresa de turismo vendeu para a avó do autor da ação um pacote de viagem para Salvador e Costa do Sauípe, no período de 23 a 30 de agosto de 2002, com seguro-saúde incluído. Durante o período da viagem, no dia 26 de agosto, a referida senhora passou mal, desmaiando com fortes dores no peito, e foi levada a um hospital, tendo que realizar diversas despesas médicas, no total de R$ 1.371,75.

O autor disse que no mesmo dia da ocorrência do fato sua avó entrou em contato com a empresa de turismo, sendo informada de que deveria pagar todas as despesas, guardar as notas fiscais e solicitar o reembolso posteriormente. De volta a Brasília, ela entregou todos os recibos na sede da empresa e obteve a promessa de que em cinco dias teria seu reembolso.

No entanto, dias depois, a empresa de turismo informou que havia solicitado o reembolso da seguradora, entregando cópia da solicitação à avó do autor da ação. A mesma foi informada, em fevereiro deste ano, de que não receberia mais os valores, haja vista que, segundo a seguradora, o prazo para solicitação do reembolso havia expirado em novembro de 2002.

Conforme a empresa de turismo, quem tem que restituir o cliente é a V.Travel, empresa que contratou o seguro e se negou a pagar. Mas, de acordo com o juiz, "sendo esta uma relação de consumo, pouco importa para o autor, em face da sistemática adotada pelo Código de Defesa do Consumidor, de quem seria a responsabilidade exclusiva pela restituição da quantia despendida, haja vista que a responsabilidade da empresa de seguro, da V.Travel e da empresa de turismo é conjunta e solidária".

O juiz explica, ainda, que como as referidas empresas fazem parte de uma mesma cadeia de fornecimento de serviço o autor pode ajuizar a ação contra qualquer uma delas ou contra todas, podendo a empresa ré, caso queira, agir regressivamente contra as demais integrantes da aludida cadeia de consumo, de acordo com o artigo 25 do CDC.

O CONTO DO ABADÁ

A atração pelos preços baratos oferecidos na internet em sites desconhecidos de falsas agências de viagens é a principal isca para lesar financeiramente turistas.

Em fevereiro de 2005, um grupo de paulistas planejou passar o carnaval em Salvador. Achou na internet uma página, que vendia o abadá, a camiseta que dá direito a pular dentro do bloco, mas não levou o que pagou. Cada um deles gastou em média dois mil reais. Pessoas de vários lugares do país: Belo Horizonte, Brasília, São Paulo também acreditaram no serviço oferecido no site que parecia confiável e perderam todo o dinheiro.

FALSOS GUIAS EXPLORAM TURISTAS NO CORCOVADO

Fonte: Jornal do Brasil, 16/NOV/2004

Golpistas cobram até R$ 50 e quem se recusa a pagar é barrado na entrada. Disfarçados de guias de turismo, usando motocicleta e vestidos com uma camiseta cinza com a inscrição Corcovado e um crachá verde, os golpistas vêm explorando quem visita o Cristo Redentor. Os preços, acima de qualquer tabela, tornam-se ainda mais abusivos se for levada em conta a qualidade das informações oferecidas pelo grupo: a maior parte delas não passa de invenção, como as de casas comuns que são atribuídas a artistas ou a personagens históricos.

A prática de extorquir dinheiro dos turistas na subida do Cristo é antiga. Mas, segundo o diretor do Parque Nacional da Tijuca, Celso Junius, barrar o visitante é novidade. Ele explica que uma das medidas adotadas pela instituição para combater a extorsão foi liberar, há dois meses, a entrada de carros de passeio.

Uma solução viável, aos olhos do secretário especial de Turismo e presidente da RioTur, Rubem Medina, é a integração metrô-ônibus da estação do Largo do Machado até os bondes que levam ao Cristo, no Cosme Velho. Segundo ele, a medida já foi aprovada e será implantada até o fim do mês na cidade. A medida impede que o turista seja interceptado no caminho e evita a extorsão por parte dos flanelinhas. Em janeiro, vamos começar a colocar placas de sinalização para estrangeiros. Elas ajudam os turistas a se certificarem de seus direitos. Estamos também estudando a hipótese de montar um balcão de informações aos pés do Cristo - afirmou Medina.

Apesar do abuso cometido pelos falsos guias, eles não podem ser punidos. Nem quando se trata de flagrante. De acordo com o Código Penal, este tipo de ação não chega a se caracterizar como crime. Trata-se de uma abordagem indevida em via pública. Mas a simples presença de policiais na área dá liberdade ao visitante para recusar a oferta com segurança - afirma o subsecretário de Turismo, Paulo Bastos.

Por e-mail, o vice-presidente do Sindicato Estadual dos Guias de Turismo do Rio, Luiz Augusto Nascimento dos Santos, informou que os guias do Rio vêm insistentemente denunciando os abusos aos turistas na área do Corcovado. Ele esclarece que ''Os guias de turismo são profissionais registrados na Embratur, e portam obrigatoriamente um documento emitido pelo Ministério do Turismo e são contratados por agências de viagens ou turistas para atender aos que visitam locais de interesse turístico''.

PRESAS 5 GAROTAS DE PROGRAMA DEPOIS DE APLICAR GOLPE

Fonte: Jornal O Povo 21/ABR/2006

Perseguidas pela Polícia na Capital, cinco garotas de programa decidiram aplicar o golpe Boa Noite Cinderela - que consiste em colocar comprimidos entorpecentes (Rivotril ou Rohypnol) na bebida das vítimas - no interior do Estado. O alvo da ação delas passou a ser a praia de Canoa Quebrada, em Aracati, localizada a 170 quilômetros de Fortaleza, que durante o ano todo é freqüentada por turistas, principalmente estrangeiros. Mas para a infelicidade do grupo, logo na primeira ação, que abordou um grupo de turistas alemães, o golpe acabou sendo descoberto e, em seguida, todas as cinco foram presas. Além do grupo alemão, pelo menos uma delas foi reconhecida por ter feito um programa sexual e deixado dopado um italiano, também em Canoa Quebrada.

GOL ALERTA PARA E-MAIL FALSO

Fonte: Agência Estado, 05/JUL/2006

São Paulo - A Gol divulgou nesta terça-feira uma nota alertando consumidores sobre um e-mail falso sobre promoções. A companhia aérea explicou ainda que informações do tipo estão dispostas seguramente em seu site. Segue a íntegra da nota:

"A Gol Linhas Aéreas Inteligentes esclarece que não é política da Companhia enviar e-mails sobre promoções de passagens aéreas com links de acesso ao site e/ou arquivos anexos para download. A Companhia orienta os clientes que, caso recebam e-mails com este conteúdo, os deletem imediatamente por tratar-se do uso indevido do nome da Companhia."

GOL TERÁ DE INDENIZAR PASSAGEIRO QUE COMPROU PASSAGEM FALSA

Fonte: Revista Consultor Jurídico, 26/JAN/2005

Gol Transportes Aéreos está obrigada a reparar o passageiro Moacir Jerônimo de Lima em R$ 40 mil por danos morais. A empresa o acusou de falsificar bilhete aéreo, em dezembro de 2002. O fato impediu Moacir Jerônimo de viajar e visitar sua avó e mãe de criação que estava doente, em estado terminal.

Segundo os autos encaminhados a 4ª Turma Cível do TJ-DF, o cliente comprou passagem aérea para o trecho Brasília/Recife com pagamento à vista, tendo recebido o bilhete de embarque. Dentro do avião, foi solicitado que o passageiro se retirasse da aeronave com suas malas, pois havia sido constatada duplicidade no cartão de embarque.No posto policial, após muita insistência, o funcionário da Gol admitiu ter vendido uma passagem falsa ao autor da ação. O fato obrigou Moacir Jerônimo a comparecer à delegacia para lavrar o flagrante. Lá ficou das 13 horas até 1 hora do dia seguinte. Ao chegar em casa soube da morte de sua avó. Ele pode apenas embarcar para o enterro no dia seguinte.

Na sentença da 11ª Vara Cível, a juíza explicou que "cabem no rótulo de dano moral os transtornos, os aborrecimentos ou contratempos anormais que sofreu o autor no seu dia a dia e pela sensação de desconforto e aborrecimento em razão da negligência da ré, sem falar da evidente angústia decorrente da morte iminente da mãe adotiva e da impossibilidade de alcançá-la com vida, diante dos contratempos enfrentados".

Os desembargadores seguiram o entendimento da juíza e também endossaram seu posicionamento no sentido de negar o pedido da empresa em suspender o processo até o julgamento da Ação Penal proposta contra seu funcionário. Inclusive porque foi constatado que ele já foi julgado e condenado há 2 anos de reclusão e 10 dias-multa.

INQUÉRITO CONTRA A VIA BRASIL

Fonte: O Estado de São Paulo, 23/JUL/2002

Dezesseis pessoas já foram ouvidas no inquérito policial aberto pela Delegacia Especial de Atendimento ao Turista de São Paulo(Deatur) que investiga possível crime contra o consumidor praticado pela empresa aérea Via Brasil. Se ficar comprovado que houve má fé por parte da empresa, os responsáveis poderão pegar até cinco anos de prisão.

Atuando no segmento de vôos fretados há aproximadamente dois anos, a Via Brasil suspendeu as atividades desde o último domingo, depois de ter sua única aeronave, um Boeing 727-200, retida pelo Departamento de Aviação Civil (DAC), no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, devido a problemas de falta de manutenção e documentação. Como a empresa não tem acordos com outras companhias, a troca de bilhetes tornou-se difícil, e só vem acontecendo com a interferência das agências que venderam as passagens.

Em comunicado distribuído ontem ao passageiros que tentavam localizar o guichê da Via Brasil, no Aeroporto de Cumbica, o DAC informava que as exigências, como a apresentação do comprovante de manutenção anti-corrosiva da fuselagem, não tinham sido cumpridas e por isso o avião permaneceria retido.

Especilizada em vôos para o Nordeste, a Via Brasil tinha como principal atrativo os preços baixos. Uma passagem ida e volta para Fortaleza custava R$ 600,00. O mesmo trecho sai por R$ 960,00 na Varig. Pela Vasp, R$ 900,00 - o mesmo que a Tam.

PROCON-SP ORIENTA CONSUMIDOR A APRESENTAR QUEIXA CONTRA VASP

Fonte: Folha Online, 26/JAN/2005

OProcon-SP orienta os consumidores que se sentirem prejudicados pela Vasp a apresentar suas reclamações. A companhia aérea vem cancelando vôos com menos de 50% de ocupação desde sábado.

Apesar dessa prática ser considerada abusiva e contrariar o Código de Defesa do Consumidor, o Procon-SP ainda não pode autuar a Vasp. Para isso, precisa das reclamações dos consumidores.

A assessora técnica do Procon-SP, Ana Alice Gasparini, disse que nenhuma reclamação contra a Vasp foi protocolada no órgão nos últimos dias. "O Procon-SP precisa dessas reclamações para poder fazer uma análise da lesão causada ao consumidor", disse. Segundo ela, essas reclamações vão instruir o auto de infração que pode ser lavrado contra a Vasp. A assessora disse que os cancelamentos de vôos são "100% abusivos". "É um descumprimento da oferta. A empresa tem que cumprir tudo o que ofertar ao consumidor.".

GOLPE DO BILHETE AÉREO

Tudo começa com uma proposta ao agente que deseja aumentar suas vendas através de uma central de compras de bilhetes aéreos. Ele recebe o contato pela internet ou telefone celular e se convence que terá lucro certo com baixo investimento. Mas, na verdade, termina ficando no prejuízo. Quem faz o alerta é o delegado da Aviesp na região de Rio Claro, William José Périco.

Périco explica que geralmente as agências contatadas estão no interior do Estado. Como diretor da Wing’s Turismo de Rio Claro, ele mesmo já recebeu, via e-mail, a tal proposta. O esquema funciona assim: a agência cooptada passa a buscar crédito junto a empresas internacionais e recebe instruções para emitir bilhetes eletrônicos para trechos começando fora do Brasil em datas próximas. A partir daí, a quadrilha instrui a agência sobre a tarifa aérea a ser aplicada e como manipular os comandos do sistema de reservas de maneira a passar por cima das verificações automáticas de aplicação tarifária.

De acordo com o coordenador de credenciamento da IATA BSP Brasil, Ricardo Cano, as conseqüências começam a surgir depois de os bilhetes serem utilizados. “Após as emissões, a agência recebe um crédito em sua conta bancária pelos serviços prestados”, afirma. Os cupons voados – ele explica – sofrem auditoria regular pelas empresas aéreas.

Ao descobrirem uma irregularidade, elas procedem a uma verificação detalhada de todos os bilhetes da agência e emite notas de débito pelas diferenças entre o valor emitido e o valor aplicável. “As diferenças podem chegar a milhares de dólares por bilhete”, comenta. Ao receber a nota de débito, a agência se vê integralmente responsável pela dívida com a empresa aérea. A quadrilha desaparece – o número do celular muda, o endereço raramente é conhecido.

Em 2004, pelo menos três agências infligiram grandes perdas às empresas aéreas” finaliza o coordenador.

SAIBA COMO SE DEFENDER DO GOLPE: Dificilmente haverá contato pessoal direto. A pessoa se apresenta como um investidor interessado em adquirir agências que tenham um código IATA ou que sejam participantes do BSP. A pessoa diz que está buscando um parceiro IATA para emitir bilhetes com remuneração adicional. Para exemplificar, pode oferecer um valor fixo em dólares por bilhete emitido. Nesses casos, a agência deve contatar primeiramente a polícia, através da DEATUR (Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista) que atende pelos tels. (11) 3107- 8721/3214-0209 (São Paulo). Ao mesmo tempo, é recomendável que a agência comunique o fato à IATA para o devido acompanhamento.

ESTELIONATO E RECEPTAÇÃO DE BILHETES AÉREOS

Policiais da Divisão Policial de Aeroportos e Proteção ao Turista (DEATUR) prenderam Wlamir Rizzo de Oliveira. Ele vendia bilhetes aéreos furtados de agências de viagem. O golpe consistia em oferecer passagens aéreas internacionais a preço muito inferior ao valor real de mercado, utilizando-se de uma agência de viagens onde também funcionava um escritório de advocacia, no bairro do Jardim Paulista, zona sul da capital. No aeroporto, Sarabjeet Singh Bedi foi preso por receptação, no momento em que tentava embarcar com 11 amigos, todos possuindo bilhetes adulterados, para seu país de origem, a Índia.

CHEQUES EM DÓLARES PARA TROCAR

Esta fraude foi relatada por um visitante do site e confirmada por operadores do setor. Aconteceu já várias vezes no Rio de Janeiro mas isso não impede que possa acontecer em outros lugares (se não aconteceu ainda). As vítimas são normalmente pequenas casas de câmbio, mas qualquer ingênuo pode ser um bom alvo.

Um sujeito, de terno e gravata, se dizendo advogado ou algo assim, procura uma casa de câmbio para trocar cheques em dólares nominais a outras pessoas ou mesmo ao portador. Caso a casa de câmbio coloque como condição o aguardar a compensação do cheque o mesmo informa que não tem problema. Quando o cheque é compensado o sujeito pega o dinheiro e some e o "doleiro" acha que está tudo certo.

O que alguns deles não sabem é que a lei americana permite, em certas circunstâncias, a devolução do cheque no prazo de até 7 anos, e que primeiro o dinheiro é retirado da conta a favor da qual foi compensado o cheque e depois se discute sobre quem foi o responsável. Geralmente os cheques são devolvidos fora do prazo porque são objeto de roubo em malotes internacionais ou no correio. Veja a respeito o site do "National Check Fraud Center" (E.U.A.) na página de links.

CASAL DE "ÁRABES MILIONÁRIOS" É PRESO EM SÃO PAULO

Fonte: Estado de São Paulo, 28/NOV/2005

As aparências enganam. E dão prejuízo. Cinco tradicionais hotéis de luxo da capital paulista foram alvos da ação de um falso casal de milionários árabes. O total do desfalque pode ultrapassar os R$ 30 mil. O homem, um maranhense, garantia ser xeque árabe. Ela, cearense, o acompanhava, sempre discreta, com óculos escuros e lenço na cabeça. Dois hotéis tiveram laptops roubados. Outros, diárias não pagas. O casal foi caçado pela delegacia de turismo e preso em flagrante.

O modo de agir era sempre o mesmo. O "xeque" ligava para o hotel escolhido para ser roubado e reservava um quarto de luxo e um laptop de última geração. Na data combinada, os acusados Abrão Salomão Lopes Ferreira, 29 anos, e Naiana Teixeira dos Santos, 19 anos, chegavam muito bem vestidos e articulados ao hotel.

Estelionatário experiente, com duas passagens pela polícia, Ferreira enganava os gerentes apresentando documentos falsos. Logo depois, pegava o laptop, alegando ter uma reunião de negócios com empresários brasileiros. Após passar uma noite hospedado nos hotéis - que não tiveram os nomes revelados - o casal, então, fugia com o laptop escondido em uma pequena mala de viagem.

"Muitas vezes os funcionários dos hotéis ficavam constrangidos em pedir documentos a eles", diz o delegado. O cartão de crédito que eles apresentaram tinha limite de gastos de R$ 500. A diária do quarto que haviam reservado é de mais de R$ 1.000.

De acordo com o delegado, todos os hotéis de São Paulo estavam avisados sobre a atuação da dupla de falsos árabes. No último sábado, a série de roubos de laptops acabou e os falsos árabes foram desmascarados pela polícia. Ferreira e Naiana foram detidos em flagrante em um hotel. Eles já haviam passado uma noite no local, com uma garota de programa contratada onde tentaram ainda roubá-la!</