Douglas Wires, nasceu em 1971, é casado e mora atualmente no Rio de Janeiro, atuando no mercado de turismo desde 1995. Fluente em inglês, é emissor Amadeus e Sabre de passagens aéreas nacionais e internacionais. Trabalhou em empresas como: VARIG, OCEANAIR e CARLSON WAGONLIT, adquirindo sólidos conhecimentos e experiência em cálculos de tarifas aéreas, supervisão de reservas e negociação de serviços de viagens.

FALSOS GUIAS EXPLORAM TURISTAS NO CORCOVADO

Fonte: Jornal do Brasil, 16/NOV/2004

Golpistas cobram até R$ 50 e quem se recusa a pagar é barrado na entrada. Disfarçados de guias de turismo, usando motocicleta e vestidos com uma camiseta cinza com a inscrição Corcovado e um crachá verde, os golpistas vêm explorando quem visita o Cristo Redentor. Os preços, acima de qualquer tabela, tornam-se ainda mais abusivos se for levada em conta a qualidade das informações oferecidas pelo grupo: a maior parte delas não passa de invenção, como as de casas comuns que são atribuídas a artistas ou a personagens históricos.
A prática de extorquir dinheiro dos turistas na subida do Cristo é antiga. Mas, segundo o diretor do Parque Nacional da Tijuca, Celso Junius, barrar o visitante é novidade. Ele explica que uma das medidas adotadas pela instituição para combater a extorsão foi liberar, há dois meses, a entrada de carros de passeio.
Uma solução viável, aos olhos do secretário especial de Turismo e presidente da RioTur, Rubem Medina, é a integração metrô-ônibus da estação do Largo do Machado até os bondes que levam ao Cristo, no Cosme Velho. Segundo ele, a medida já foi aprovada e será implantada até o fim do mês na cidade. A medida impede que o turista seja interceptado no caminho e evita a extorsão por parte dos flanelinhas. Em janeiro, vamos começar a colocar placas de sinalização para estrangeiros. Elas ajudam os turistas a se certificarem de seus direitos. Estamos também estudando a hipótese de montar um balcão de informações aos pés do Cristo - afirmou Medina.
Apesar do abuso cometido pelos falsos guias, eles não podem ser punidos. Nem quando se trata de flagrante. De acordo com o Código Penal, este tipo de ação não chega a se caracterizar como crime. Trata-se de uma abordagem indevida em via pública. Mas a simples presença de policiais na área dá liberdade ao visitante para recusar a oferta com segurança - afirma o subsecretário de Turismo, Paulo Bastos.
Por e-mail, o vice-presidente do Sindicato Estadual dos Guias de Turismo do Rio, Luiz Augusto Nascimento dos Santos, informou que os guias do Rio vêm insistentemente denunciando os abusos aos turistas na área do Corcovado. Ele esclarece que ''Os guias de turismo são profissionais registrados na Embratur, e portam obrigatoriamente um documento emitido pelo Ministério do Turismo e são contratados por agências de viagens ou turistas para atender aos que visitam locais de interesse turístico''.

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