Douglas Wires, nasceu em 1971, é casado e mora atualmente no Rio de Janeiro, atuando no mercado de turismo desde 1995. Fluente em inglês, é emissor Amadeus e Sabre de passagens aéreas nacionais e internacionais. Trabalhou em empresas como: VARIG, OCEANAIR e CARLSON WAGONLIT, adquirindo sólidos conhecimentos e experiência em cálculos de tarifas aéreas, supervisão de reservas e negociação de serviços de viagens.

GOLPE DO BILHETE AÉREO


Tudo começa com uma proposta ao agente que deseja aumentar suas vendas através de uma central de compras de bilhetes aéreos. Ele recebe o contato pela internet ou telefone celular e se convence que terá lucro certo com baixo investimento. Mas, na verdade, termina ficando no prejuízo. Quem faz o alerta é o delegado da Aviesp na região de Rio Claro, William José Périco.
Périco explica que geralmente as agências contatadas estão no interior do Estado. Como diretor da Wing’s Turismo de Rio Claro, ele mesmo já recebeu, via e-mail, a tal proposta. O esquema funciona assim: a agência cooptada passa a buscar crédito junto a empresas internacionais e recebe instruções para emitir bilhetes eletrônicos para trechos começando fora do Brasil em datas próximas. A partir daí, a quadrilha instrui a agência sobre a tarifa aérea a ser aplicada e como manipular os comandos do sistema de reservas de maneira a passar por cima das verificações automáticas de aplicação tarifária.
De acordo com o coordenador de credenciamento da IATA BSP Brasil, Ricardo Cano, as conseqüências começam a surgir depois de os bilhetes serem utilizados. “Após as emissões, a agência recebe um crédito em sua conta bancária pelos serviços prestados”, afirma. Os cupons voados – ele explica – sofrem auditoria regular pelas empresas aéreas.
Ao descobrirem uma irregularidade, elas procedem a uma verificação detalhada de todos os bilhetes da agência e emite notas de débito pelas diferenças entre o valor emitido e o valor aplicável. “As diferenças podem chegar a milhares de dólares por bilhete”, comenta. Ao receber a nota de débito, a agência se vê integralmente responsável pela dívida com a empresa aérea. A quadrilha desaparece – o número do celular muda, o endereço raramente é conhecido.
Em 2004, pelo menos três agências infligiram grandes perdas às empresas aéreas” finaliza o coordenador.
SAIBA COMO SE DEFENDER DO GOLPE: Dificilmente haverá contato pessoal direto. A pessoa se apresenta como um investidor interessado em adquirir agências que tenham um código IATA ou que sejam participantes do BSP. A pessoa diz que está buscando um parceiro IATA para emitir bilhetes com remuneração adicional. Para exemplificar, pode oferecer um valor fixo em dólares por bilhete emitido. Nesses casos, a agência deve contatar primeiramente a polícia, através da DEATUR (Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista) que atende pelos tels. (11) 3107- 8721/3214-0209 (São Paulo). Ao mesmo tempo, é recomendável que a agência comunique o fato à IATA para o devido acompanhamento.

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