Douglas Wires, nasceu em 1971, é casado e mora atualmente no Rio de Janeiro, atuando no mercado de turismo desde 1995. Fluente em inglês, é emissor Amadeus e Sabre de passagens aéreas nacionais e internacionais. Trabalhou em empresas como: VARIG, OCEANAIR e CARLSON WAGONLIT, adquirindo sólidos conhecimentos e experiência em cálculos de tarifas aéreas, supervisão de reservas e negociação de serviços de viagens.

QUAIS OS AEROPORTOS ONDE É MAIS DIFÍCIL POUSAR OU DECOLAR?

Congonhas: um aeroporto cercado, apertado, entrincheirado por uma cidade. A sensação que se tem é que o Aeroporto de Congonhas está dentro de um campo minado. Um hotel de onze andares está a pouco mais de 600 metros da principal pista de Congonhas.



Mas este perigo está longe de ser o único. No total, 109 objetos estão nessa situação, incluindo 54 edifícios. O do Sindicato dos Aeroviários, ao lado do aeroporto, é um deles. Dois hospitais também estão irregulares, assim como um shopping center e todos os prédios de um condomínio. Uma torre de transmissão de TV, na região da Paulista, também atrapalha a aproximação dos aviões, está 81 metros acima do permitido. Na relação da Aeronáutica, consta até mesmo uma caixa d'água dos bombeiros, que fica dentro do Aeroporto de Congonhas.


“Um avião, quando decola com os dois motores, não tem problema. Mas quando ele decola e tem uma pane no motor, não vai conseguir fazer aquele ângulo de subida, ele vai voar num ângulo muito mais baixo. Então, passa a ser comprometedor ter obstáculos em volta”, atesta o engenheiro de aviação da USP Jorge Leal.


Segundo a Aeronáutica, o fato desses obstáculos estarem acima do tamanho permitido não implica necessariamente que eles ofereçam riscos às aeronaves. E que, por isso, o comando da Aeronáutica não vai pedir que os prédios sejam interditados ou demolidos.


Mas será que Congonhas é o único aeroporto brasileiro que apresenta problemas para os pilotos? Para descobrir isso, foi feita uma enquete com 20 pilotos de grandes empresas aéreas brasileiras, em cinco aeroportos do país. E perguntou-se: “Quais os aeroportos onde é mais difícil pousar ou decolar?”
Congonhas foi o mais citado - 14 pilotos consideram que as duas pistas do aeroporto estão entre as mais perigosas do país. São pistas curtas e sem nenhuma área de escape. Para piorar, a pista principal foi reformada e reinaugurada sem as ranhuras na pista que garantem maior aderência dos aviões num pouso. O grooving só começou a ser feito nove dias após o acidente com o vôo da TAM 3054.


Outros dois aeroportos muito citados foram o de Ilhéus, na Bahia, que é considerado de alto risco pelos pilotos. Segundo os pilotos, a pista de 1.577 metros fica escorregadia com chuva. A Infraero nega. Mas a falta de área de escape fica clara: uma avenida movimentada está colada na cabeceira da pista.


Já o aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, ficou em terceiro lugar. Segundo os pilotos, o maior problema da pista de 1.750 metros é a localização, no meio de morros e prédios. A Infraero sabe da necessidade de um novo aeroporto e ele está sendo construído. A previsão é de que fosse inaugurado este ano. Só que as obras estão paradas. Segundo as empreiteiras, por falta de pagamento do governo federal.


A seguir, o ranking dos aeroportos mais perigosos do Brasil cotados por 20 pilotos brasileiros:

14 votos: CONGONHAS
09 votos: ILHÉUS
08 votos: VITÓRIA
06 votos: SANTOS DUMONT
05 votos: NAVEGANTES
05 votos: JOINVILLE
03 votos: CAXIAS DO SUL
02 votos: CHAPECÓ
01 voto: GALEÃO, MARINGÁ, BRASÍLIA, GUARULHOS, UBERLÂNDIA, UBERABA, CORUMBÁ, CRICIÚMA

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