Douglas Wires, nasceu em 1971, é casado e mora atualmente no Rio de Janeiro, atuando no mercado de turismo desde 1995. Fluente em inglês, é emissor Amadeus e Sabre de passagens aéreas nacionais e internacionais. Trabalhou em empresas como: VARIG, OCEANAIR e CARLSON WAGONLIT, adquirindo sólidos conhecimentos e experiência em cálculos de tarifas aéreas, supervisão de reservas e negociação de serviços de viagens.

TURISTAS CORREM PERIGO EM EMBARCAÇÕES IRREGULARES

Fonte: reportagem do Fantástico exibida em 13/JAN/2008.

No dia 19 de abril de 2003, o barco de turismo 'Tona Galea' naufragou em Cabo Frio, matando 15 pessoas. A perícia feita no barco constatou que sua capacidade real era para 27 passageiros. No dia do acidente, havia 62 turistas a bordo e dois tripulantes.
Nos barcos, o que à primeira vista parece um detalhe sem importância pode ser a diferença entre a vida e a morte. Situações de marinheiros despreparados e mal-treinados que não sabem informar quantos coletes salva-vidas estão disponíveis na embarcação, quantos passageiros estão a bordo, ou que não sabem orientar os passageiros a usar os coletes salva-vidas e de como agir em caso de acidente, são bastante comuns.

O engenheiro naval, Alexandre Trinas, que trabalhou como perito na investigação do acidente com o barco 'Tona Galea' em Cabo Frio, analisa e comenta outras imagens:
Em um barco de Florianópolis, Santa Catarina, extintores de incêndio são mantidos no chão.


“O ideal é que ele ficasse em uma posição acima, não em um convés exposto na parte que ele pode receber água do mar. Realmente vai começar a acumular água do mar ali embaixo, vai começar a comprometer o cilindro”.



Já um equipamento chamado aparelho flutuante é projetado para se soltar automaticamente para o caso de o barco afundar.
“No caso, a gente pode observar que esses itens estão amarrados, e isso impede a livre flutuação deles em caso de naufrágio. Se houver um naufrágio ele vai junto com o barco para o fundo”.



Em Salvador, Bahia, coletes salva-vidas estavam fechados em um armário.
“O ideal é que os coletes estivessem facilmente acessíveis acima dos assentos, ou embaixo deles. Isso prejudica a segurança, certamente”.





Novamente no Rio de Janeiro, um colete sem a fivela que amarra o equipamento ao corpo do passageiro. E o local em que os coletes estão guardados não é de fácil acesso, em caso de emergência.
“Em uma situação de emergência em que as pessoas tenham que pegar esse colete, o que vai acontecer? Eles vão ter que descer uma escada estreita para pegar um colete e sair”. 

Euller Braga, da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, explica que a embarcação deve fazer uma palestra e comentar com os passageiros como se veste o colete de forma adequada, onde estão posicionados os extintores de incêndio, e como agir em caso de uma colisão.
Até o final do ano de 2007, o Brasil tinha registro de 823 barcos que podiam ser usados para turismo. Já o número de embarcações de esporte e lazer sem finalidade comercial era de mais de 281 mil.

Cada barco é vistoriado anualmente. Além disso, em 2006, cerca de um terço de todas as embarcações foi abordado em blitz de inspeção. Mais de 1,5 mil foram apreendidas.

Alexandre Trimas, conclui: "Não tem uma cultura de segurança. A gente sempre acredita que acidente é uma coisa que acontece com os outros”.

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