Douglas Wires, nasceu em 1971, é casado e mora atualmente no Rio de Janeiro, atuando no mercado de turismo desde 1995. Fluente em inglês, é emissor Amadeus e Sabre de passagens aéreas nacionais e internacionais. Trabalhou em empresas como: VARIG, OCEANAIR e CARLSON WAGONLIT, adquirindo sólidos conhecimentos e experiência em cálculos de tarifas aéreas, supervisão de reservas e negociação de serviços de viagens.

BREVE ANÁLISE SOBRE A COBERTURA MÉDICA DOS SEGUROS VIAGENS

A cobertura de assistência médica dos seguros viagens é baseada no reembolso da cobertura ao segurado, sendo vedado as seguradoras prestarem diretamente a assistência médica, embora lhes seja garantido o direito de estabelecer acordos ou convênios com prestadores de serviços médico-hospitalares e odontológicos no Brasil e em outros países, a fim de facilitar a prestação da assistência ao segurado dentro e fora do seu país.


Com base no risco de acidente e de saúde, a medicina de seguros estuda a aplicação de metodologia médica especializada na área de investigação e bioestatística necessárias ao embasamento de seguros de pessoas. Funciona basicamente na aceitação e seleção de riscos e na liquidação de sinistros dos ramos Vida e Acidentes Pessoais, abrangendo inclusive outros segmentos do mesmo mercado, como os seguros viagens.



São exemplos de metodologias utilizadas pela medicina de seguros para a formulação dos itens cobertos, excluídos e limitados na apólice para reduzir o risco da seguradora com o pagamento dos reembolsos das coberturas:


1) Estipular que o prêmio das apólices seja calculado com base na duração da viagem e idade do contratante. 
Por exemplo: as doenças infecciosas possuem um período de incubação para o surgimento das enfermidades que pode ser mais longo do que o tempo de viagem, podendo o período de transmissão iniciar-se antes mesmo de aparecerem os sintomas. Apenas para citar algumas: os sintomas da infecção meningocócica manifestam-se entre o 2º. e 10º. dias, os sintomas da infecção por Haemophilus influenza manifestam-se entre o 2º. e 4º. dias e os sintomas da rubéola não congênita entre o 14º. e 21º. dias. Nessas condições, uma pessoa pode transmitir por via respiratória uma doença a bordo de um avião e os sintomas ficarem evidentes somente após o término da viagem, quando a validade do seguro já expirou.


2) Excluir a cobertura de seus benefícios para viajantes com mais de 65 anos, viajantes grávidas, viajantes com doenças pré-existentes ou que tenham certas doenças (diabetes, HIV, tuberculose, etc). 
Embora outros seguros possam oferecer cobertura para tais enfermidades não cobertas por outras seguradoras, ainda sim há de se prestar atenção quanto às restrições ou limitações para a cobertura de tal enfermidade coberta. Por exemplo: uma seguradora pode cobrir gravidez até a 4ª. semana de gestação, e outra não oferecer esta cobertura, disponibilizando portanto um prêmio de menor valor. Uma contratante grávida poderá pensar que a escolha pelo seguro mais caro que cobre gravidez é a mais sensata, o que é um engano, porque os riscos da gravidez começam a partir da 6ª. semana de gestação. Como o seguro só cobre riscos de gravidez até a 4ª. semana, a segurada não terá cobertura alguma contra a gravidez tubária (tipo de gravidez que ocorre nas trompas ocasionando hemorragias e consequentemente o aborto e acarretando a necessidade de se fazer cirurgia).


3) Referir-se aos sintomas de manifestação de uma doença para que a interpretação e o entendimento se tornem ainda mais difícil. 
Por exemplo: a Ásia recentemente foi assolada por uma nova doença fatal chamada de SARS. Muitos seguros viagens, encobriram a exclusão desta doença referindo-se a ela como problemas respiratórios graves. Um termo “técnico” que somente um médico com conhecimento dos sintomas desta doença poderia interpretar que tal nota na cláusula de exclusão pode se referir também ao SARS. Em outros casos, quando não mencionam os nomes das doenças nem seus sintomas, os seguros viagens especificam na cláusula de exclusão que a seguradora não cobre endemias e nem epidemias. O SARS, neste caso, é uma epidemia.


4) Generalizar doenças seguidas da palavra “CONSEQÜÊNCIA”. 
Por exemplo: “Hérnia e suas conseqüências”. Neste caso, o contratante leigo é induzido, talvez, a associar esta doença como sendo hérnia de disco, que ocorre entre as vértebras da coluna. Sendo o contratante jovem, e portanto, sem essa doença, este ítem na cláusula de exclusão passa desapercebido. O problema é que existe também a hérnia de hiato, que ocorre no estômago; a hérnia inguinal, que ocorre por esforços violentos ou ganho excessivo de peso; e a hérnia incisional, que ocorre no local de uma incisão cirúrgica feita anteriormente na parede abdominal. Logo, se o seguro cobriu a cirurgia do segurado porque o primeiro evento estava dentro dos eventos cobertos na apólice, certamente, ele não terá esta mesma cobertura outra vez se após a cirurgia ele tiver de ser operado novamente porque surgiu uma hérnia incisional como conseqüência de uma complicação pós-operatória.


5) Excluir a cobertura contra certo risco, referenciando-o com outros termos mais abrangentes. 
Por exemplo: se o seguro viagem não cobre desastres naturais (inundação, terremoto, erupção vulcânica, etc) o contratante pode pensar que como ele não está viajando para um país onde não há esse risco, então ele não precisará se preocupar em relação a esse ítem de exclusão na apólice. Porém, qualquer país está sujeito a inundações ocasionadas pelas chuvas. Quando os rios transbordam, as enchentes tornam-se um meio de transmissão de doenças como a cólera, hepatite A ou febre tifóide através do risco da ingestão de água e alimentos contaminados, sem mencionar no aumento de mosquistos que podem transmitir dengue e febre-amarela.

6) 
Excluir da apólice o exame de Raio-X. 
Este exame clínico é um dos mais solicitados por médicos em todo o mundo. Apesar de inúmeros exames de imagem sofisticados (tomografia computadorizada, ressonância magnética, cintilografia), a radiografia de tórax serve para investigação de diversas doenças agudas e crônicas do aparelho respiratório. Nos casos de sintomas agudos, pode ser útil no diagnóstico de pneumonia, derrame pleural, suspeita de câncer de pulmão, tuberculose e até mesmo embolia pulmonar. Em casos crônicos, serve para o acompanhamento de pacientes com bronquite crônica, enfisema pulmonar, fibrose pulmonar, entre outras doenças, associado a outros exames (espirometria, gasometria arterial etc). Muitas vezes, alterações pulmonares causadas por doenças cardíacas (insuficiência cardíaca) podem ser diagnosticadas e acompanhadas por radiografias de tórax seriadas. 


Assim, a presença e a avaliação da resposta ao tratamento de edema pulmonar (congestão pulmonar) e derrame pleural, que são conseqüências da insuficiência cardíaca, podem depender da interpretação de radiografias de tórax. Geralmente são tiradas de duas a três radiografias cujo valor varia entre US$ 5 a US$ 15 por chapa. O Raio-X é usado também para avaliação do tratamento de fraturas de acidentados e diagnóstico odontológico.

A pergunta que se faz então ao agente de viagens é se ele tem conhecimento de quais doenças são as mais propensas ao risco de vida e de saúde para o viajante, seja ele criança, homem, mulher ou idoso. Conhecer certos riscos de saúde comuns na faixa etária de uma pessoa é o ponto de partida para se argumentar a venda de um seguro viagem que possua cobertura para a doença deste viajante, ou que tenha assistência médica contra o risco de transmissão de uma doença no destino da viagem, ou de se acidentar gravemente durante a prática de uma atividade turística em outro Estado ou país.

Assim sendo, a cobertura médica e de acidente pessoal de um seguro é extremamente relevante ao viajante por dá-lo mais segurança contra os riscos mais comuns e freqüentes que o faz cancelar, interromper a viagem, ou solicitar a assistência médica num país estrangeiro. Estes riscos podem ser identificados de 4 formas, cujas quais relacionamos algumas doenças comuns como exemplos:


1. RISCOS DE DOENÇAS EM PESSOAS ACIMA DE 40 ANOS
Algumas das doenças comuns a essa faixa etária são consideradas como doenças pré-existentes pelas seguradoras devido ao alto risco do seu surgimento durante a viagem causado por meio do transporte (“ar-viciado” no interior da cabine e pressão da cabine) ou atividade exercida no destino da viagem. Obesidade e tabagismo são outros fatores que agravam mais ainda esse grupo etário de risco. A hipertensão arterial é a doença mais perigosa para um viajante. Dela, pode surgir um ataque cardíaco ou um Acidente Vascular Cerebral. Já os viajantes com Alzheimeir, necessitam viajar com acompanhantes ou serem assistidos pelos funcionários da cia aérea nos aeroportos para fazerem as conexões de seus vôos até o destino da viagem. As principais doenças nas pessoas acima de 40 anos são: Alzheimeir, Diabetes, Doenças cardiovasculares (angina, infarto, insuficiência cardíaca), Enfisema pulmonar, Hipertensão arterial, Osteoporose, TVP (Trombose Venosa Profunda)


2. RISCOS DE DOENÇAS EM CRIANÇAS
O risco é tão eminente que já tem seguro no Brasil restringindo a venda dos seus planos para menores de 14 anos. Parte dessa atitude se deve ao fato das crianças estarem mais expostas a complicações de doenças infantis devido ainda não terem terminado o ciclo de vacinação, conforme mostra a tabela abaixo.


2.1. Doenças infecciosas (caxumba, catapora, rubéola, sarampo, tuberculose, etc) 
As crianças são mais suscetíveis a doenças infecciosas do que os adultos porque seus sistemas imunológicos ainda não desenvolveram resistência. A maioria das infecções infantis não é grave, entretanto, algumas são perigosas. Em razão das vacinações de rotina, as principais infecções virais graves, tornaram-se menos comuns. As infecções bacterianas, podem ser curadas de modo rápido e completo com antibióticos. Mesmo assim, não é recomendável que crianças com menos de 10 meses de idade viagem porque certas vacinas são aplicadas com mais de uma dose para que a criança possa estar totalmente imune contra a doença. Este é o caso da coqueluche, cuja dose é aplicada no 2º., 4º. e 6º. mês. Quanto ao sarampo, a criança só poderá ser vacinada no 9º. mês. Viajar para um país ou região em que há o risco de adquirir certa doença cuja qual a criança ainda não foi vacinada é um risco a ser considerado, inclusive por muitos adultos que nem vacinados foram pelos seus pais e gestantes, que não tomaram a vacina contra a rubéola durante a gravidez acarretando no risco de transmiti-la ao feto.


2.2. Doenças do sistema respiratório (alergia, asma, bronquiolite, choque anafilático, epiglotite, influenza, pneumonia, etc) 
Infecção por bactéria ou por vírus é a causa mais comum no inverno de doenças respiratórias em crianças, que são propensas a tais infecções porque não tiveram tempo ainda de desenvolver imunidade. O resfriado (gripe) é ainda a doença respiratória mais comum em crianças, infeccionando o nariz e a garganta. A média de resfriados em uma criança saudável é de 10 por ano. A conseqüência do agravamento da gripe é a pneumonia, bronquite e convulsões febris (desmaios associados a temperatura elevada do corpo). O vírus da gripe pode inclusive causar meningite viral!

Já os distúrbios alérgicos, como asma e rinite alérgica (febre do feno), são outros problemas respiratórios que as afetam. Raramente, a reação alérgica pode ser fatal no caso de choque anafilático que causa constrição das vias aéreas e súbito colapso da pressão sanguínea ocasionado por picadas de insetos, ingestão de certos alimentos e reações a certos medicamentos à base de penicilina. A ameaça da intoxicação alimentar é comum a todas as idades, seja a pessoa criança, adulto ou idoso.

2.3. Doenças do sistema digestivo (apendicite, giardíase, gastroenterite, hepatite, obstrução intestinal, refluxo gastroesofágico) 
São a segunda causa de doenças infantis mais freqüentes em crianças, superadas apenas pelos resfriados e dores de garganta. As infecções do sistema digestivo resultando em diarréia e/ou vômito são muito comuns. Esses sintomas não são ameaça a saúde, porém, há outros que podem causar doenças crônicas, afetando o crescimento se não forem tratadas. A causa mais comum das doenças do sistema digestivo em crianças é a infecção por vírus, transmitida pelo ar ou pelo contato com fezes infectadas. Bactérias transmitidas por alimentos ou bebidas contaminados (manipulados sem higiene ou que tiveram contato com água de enchente) podem causar vários tipos de intoxicação alimentar, como o botulismo ou a hepatite, que pode ser transmitida por copos ou utensílios, que não foram lavados adequadamente.


2.4. Doenças do sistema nervoso (convulsão febris, encefalite, meningite, traumatismo craniano, etc) 
A maior parte do crescimento e desenvolvimento do cérebro (o sistema nervoso central) se completa em torno dos 5 anos. Qualquer traumatismo com sangramento intracraniano ou infecção, ocasionada por uma inflamação no cérebro, que venha a ocorrer antes disso (em alguns casos, antes do nascimento), com o cérebro ainda imaturo, pode ter conseqüências graves ou permanentes como graus de incapacidade física ou mental. A descoberta e o tratamento precoce de difunções cerebrais é muito importante. Por outro lado, o cérebro das crianças tem uma capacidade maior de recuperação que o dos adultos. Poucos distúrbios do sistema nervoso, como uma paralisia cerebral, são incuráveis.

3. RISCOS DE DOENÇAS TRANSMITIDAS NO MEIO AMBIENTE
De todas as formas de desastres naturais, as enchentes são as mais freqüentes mundialmente. Não pelo risco de afogamento, mas pelas conseqüências posteriores. Mesmo após o escoamento da água, o risco de contágio com os vírus e bactérias permanece. Crianças com o hábito de pôr a mão na boca, de roer unhas, de morder brinquedos e outras coisas, bem como adultos que não lavam as mãos, por exemplo, são as vítimas mais afetadas pelo contágio de doenças transmitidas por meio de: água contaminada (risco de esquistossomose, leptospirose, etc), ingestão de água e alimentos contaminados (risco de cólera, febre tifóide, hepatite A, hepatite E, toxoplasmose, etc), insetos (risco de malária, febre amarela, encefalite japonesa, doença do sono, leishmaniose, filariose, etc) e ferimentos (risco de tétano, etc).



4. RISCOS DE ACIDENTE E DE SAÚDE POR PRÁTICA DE CERTAS ATIVIDADES PERIGOSAS
4.1. CANYONING, HIKING & TREKKING Atividades sem a presença de um guia experiente podem se tornar arriscadas em ladeiras íngremes e áreas próximas a base das ladeiras ou canyons e canais ao longo de rios. Estas áreas são mais propensas ao desmoronamento de pedras e terra do que as outras, principalmente em dias chuvosos ou seguidos de seca, terremotos ou erupções vulcânicas.




4.2. EXCURSÕES EM DESERTOS 
Acarreta o risco de desidratação e também danos ao cérebro ou a outros órgãos vitais. O viajante está sujeito inclusive a um ataque cardíaco! Durante o calor extremo, os turistas idosos, crianças com idade de 0 a 4 anos, turistas obesos ou que sofram de doenças coronárias, mentais, de pressão alta, e usam tranqüilizantes ou drogas de uso controlado são as vítimas mais comuns porque possuem uma grande dificuldade em regular a temperatura de seus corpos devido o suor não evaporar tão rápido para liberar o calor absorvido rapidamente. Mesmo os mais jovens e saudáveis podem sucumbir ao calor extremo se eles participarem de atividades esportivas extremas durante os horários mais rígidos do calor no verão.


4.3. MERGULHO
O mergulho é uma atividade perigosa sem o acompanhamento de um supervisor ou sem treinamento. Sua prática não é recomendável para mulheres grávidas e nunca se deve voar dentro de 24 horas antes e depois o mergulho. Certas condições como epilepsia, efisema e alguns problemas cardíacos são absolutamente contra-indicados para a prática do mergulho.


A cada 10 metros de profundidade a pressão da água sobre o mergulhador aumenta. O gás carbônico ocupa os espaços vazios nos pulmões, ouvidos e nos seios nasais que são os mais afetados pela mudança de pressão atmosférica. Se o mergulhador subir à superfície rápido demais, vários problemas de saúde poderão surgir como pneumotórax e bends.


A doença da descompressão geralmente aparece dentro de poucas horas de mergulho, mas pode demorar até 24 horas. Sintomas leves da doença de descompressão incluem dores nos joelhos, cotovelos e juntas, fadiga e descamação da pele (muito comuns no tronco). Os sintomas mais sérios podem afetar a coluna vertebral, o sistema nervoso e os pulmões que deverão ser tratados em caso de emergência médica.


4.4. ESCALADA EM MONTANHAS DE GELO & ESQUI 
Estas atividades podem se tornar perigosas para turistas inexperientes que nunca tiveram contato com os esportes de inverno. O vento e o frio são as principais ameaças do frio. Quanto mais a velocidade do vento aumenta, maior é o volume de calor que ele retira do corpo, ocasionando então diminuição da temperatura.


Quando existem ventos fortes, os problemas mais sérios relacionados com o frio tornam-se mais freqüentes, mesmo quando a temperatura não esteja tão baixa. Se uma pessoa fica resfriada, suada, ou submersa em água gelada, ela poderá sofrer de hipotermia (queda drástica da temperatura do corpo). Se o turista não estiver vestido adequadamente para proteger a temperatura do seu corpo, ele poderá sofrer uma redução da circulação sanguínea ocasionada pelo risco de congelamento (frostibite) que poderá levar a amputação de dedos, orelhas, queixo, nariz e bochechas.


4.5. MONTANHISMO, TRILHA E ESCALADAS 
O turista poderá ser afetado pela doença da altitude. Existem 3 diferentes tipos de doenças: AMS (Mal da Montanha Agudo), edema cerebral e pulmonar ocasionado pela alta altitude, podendo os sintomas se sobreporem. Tais sintomas podem ser: dor de cabeça, fadiga, náusea, vômito, perda de apetite, tonteira, insônia, distúrbios de consciência e também hipotermia, desidratação e congelamento (frostibite).


4.6. EXPEDIÇÕES A VULCÕES 
Representam uma ameaça real para viajantes que fazem excursões ao seu topo ou visitam cidades e vilas localizadas próximo a eles num raio de 20 milhas. As cinzas vulcâncias frescas, surgidas de rochas pulverizadas, podem ser duras, ácidas, de grão de areia, de cristal e mal-cheirosas. Tais cinzas podem prejudicar os pulmões de pessoas idosas, bebês e com problemas respiratórios.



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