Douglas Wires, nasceu em 1971, é casado e mora atualmente no Rio de Janeiro, atuando no mercado de turismo desde 1995. Fluente em inglês, é emissor Amadeus e Sabre de passagens aéreas nacionais e internacionais. Trabalhou em empresas como: VARIG, OCEANAIR e CARLSON WAGONLIT, adquirindo sólidos conhecimentos e experiência em cálculos de tarifas aéreas, supervisão de reservas e negociação de serviços de viagens.

QUAL A AERONAVE MAIS SEGURA?

Estudos dizem que aproximadamente 40% de todos os passageiros têm medo de voar. Uma pergunta que muitas vezes é feita por estes viajantes é: “Qual o avião mais perigoso para se voar?”.

Não existem aviões perigosos. Mas existem cias aéreas com padrões de segurança menos eficientes do que outras que podem também seguir critérios dos fabricantes das aeronaves quanto ao tempo útil de operação de uma aeronave.
As aeronaves seguem um critério próprio de tempo de vida, baseado em 3 fatores: anos, horas de vôo e ciclos. Um ciclo completo equivale a um vôo, isto é, a uma decolagem e um pouso. Toda aeronave ao entrar em operação é certificada para uma vida útil operacional, que varia de caso a caso. Com avanços nos métodos de manutenção, revisão e exames metalúrgicos mais sofisticados, foi possível aumentar oficialmente a vida útil das aeronaves. Por exemplo, os DC-8 tiveram suas vidas aumentadas de 50.000 para 100.000 horas voadas. Os DC-9 passaram de 30 para 75.000 horas.
A Boeing não extende as horas originais de vôo de seus produtos, ao contrário do que fez a McDonnell Douglas. Assim, embora o Boeing 747 tenha sido projetado para voar 60.000 horas, algumas aeronaves do tipo já passaram das 100.000 horas de vôo. Ficou provado que a célula da aeronave, com boa manutenção, pode ser praticamente "zerada", antes de ser vendida ao ferro velho.
Mesmo assim, é preciso lembrar que o número de acidentes precisa ser cruzado com outra estatística igualmente importante: o número de decolagens. Só assim podemos equalizar as diferenças que são enormes entre os números de aeronaves em operação.
Esse número é até mais importante que a comparação com o número de horas voadas. Afinal, sabe-se que a maioria dos acidentes ocorre durante pousos e decolagens. Assim sendo, aeronaves de pequeno e médio porte, realizam num dia típico de trabalho até 20 pousos e decolagens, contra habitualmente duas ou quatro dos tipos usados em vôos de longa distância.
Por exemplo: se analisarmos os acidentes em números absolutos, tivemos 22 jumbos 747 envolvidos em acidentes que envolveram perda da aeronave, contra apenas 1 acidente do Concorde. Isto significa que o 747 é 22 vezes mais perigoso do que o Concorde? Absolutamente, não! Precisamos considerar o número de decolagens realizadas comercialmente pelos 14 Concordes outrora em operação contra os mais de 1.300 jumbos 747 voando desde 1970. Portanto, percebe-se que o 747 é uma aeronave estatisticamente muito mais segura do que o Concorde.
Vamos aos dados computados até 31/12/2000, classificando as aeronaves, não envolvidas em atos terroristas, do pior ao melhor desempenho sendo que os Boeings 737 Next Generation, 777 e 717 e Airbus A340 e A330 não tiveram perdas. A fonte é da Boeing Commercial Airplane.

E para terminar, duas frases de pessoas famosas sobre aviação:
“Qualquer pouso do qual você pode sair andando é um bom pouso.” Cmte. Gerald Massie (após o pouso forçado da B-17 que pilotava na Segunda Guerra)
“Não há nada como um aeroporto para te trazer de volta ao chão.” Richard Gordon

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