Douglas Wires, nasceu em 1971, é casado e mora atualmente no Rio de Janeiro, atuando no mercado de turismo desde 1995. Fluente em inglês, é emissor Amadeus e Sabre de passagens aéreas nacionais e internacionais. Trabalhou em empresas como: VARIG, OCEANAIR e CARLSON WAGONLIT, adquirindo sólidos conhecimentos e experiência em cálculos de tarifas aéreas, supervisão de reservas e negociação de serviços de viagens.

INTRODUÇÃO AO SEGURO VIAGEM

"Acompreensão das cláusulas de uma apólice de seguro viabiliza a argumentação para fechar a venda. São muitas as armadilhas em um contrato de seguro e a melhor técnica para ser usada quando se trabalha com vários produtos de seguros, é reunir suas principais restrições, exclusões e regras contratuais em uma tabela para melhor visualização e pronta referência. Este procedimento auxilia o agente de viagens em não cometer erros e o direciona no planejamento da venda do melhor produto que se encaixa ao perfil do viajante caso ele esteja apenas interessado em uma cobertura específica. Felizmente, pode-se usar inclusive sites especializados para fazer esse tipo de consulta!


Entretanto, existem seguros viagens cujas seguradoras são as próprias transportadoras. É o caso das linhas de Cruzeiro. Os seguros dos Cruzeiros apresentam-se muito mais vantajosos do que os seguros viagens oferecidos pelas seguradoras independentes, a tal ponto de deixar o viajante com dúvidas sobre qual escolher. Por exemplo: alguns seguros de Cruzeiros incluem cláusulas como reembolso parcial de até 90% do valor do bilhete em forma de um voucher com crédito para ser usado em uma nova viagem com a transportadora caso o passageiro cancele a viagem por qualquer motivo que não esteja dentro das coberturas do seguro provido pela linha de Cruzeiro, outros dão cobertura gratuita aos passageiros com menos de 18 anos desde que viajem acompanhados dos seus responsáveis cujos quais fizeram o seguro do Cruzeiro e reservaram uma cabine tripla ou quádrupla.

Seguros viagens não oferecem ao segurado esta flexibilidade. Em contra-partida, os seguros viagens das linhas de Cruzeiros não oferecem segurança alguma ao segurado em caso de falência da empresa que é a própria fornecedora do seguro, e muitos clientes se esquecem disso quando visam preço.

A venda de um seguro não deve ser vista pelo agente de viagens como um custo adicional, mas sim como um argumento ao seu favor para administrar imprevistos de viagens que podem ocasionar na perda de uma passagem aérea devido as suas restrições. Afinal de contas, se a regra do bilhete não permite reemissão em caso de NOSHOW e o passageiro faltou ao embarque devido a um problema de saúde, ele praticamente perdeu esse bilhete, a não ser se tivesse contratado um seguro com cobertura de doença pré-existente.

A maioria das pessoas têm a impressão que assistência viagem e seguro viagem são sinônimos e por isso utilizam o termo seguro viagem para referirem-se a ambos os produtos. Isso é errado, pois trata-se de produtos diferentes ao serem comparados.


ASSISTÊNCIA VIAGEM
SEGURO VIAGEM
DEFINIÇÃO
Consiste na assistência de serviços prestados por uma rede de clínicas e hospitais conveniados antes, durante e depois de sua viagem. Ou seja, a cobertura é por circunstância limitada por um desconto e inclui muitas vezes coberturas que não constam nas apólices dos seguros viagens.

Consiste na cobertura (com exceção de doenças pré-existentes) dos investimentos feitos na viagem, da saúde e dos pertences do segurado. Ou seja, a cobertura é por evento onde o segurado tem direito ao valor integral do plano em cada situação. Exemplo: se o segurado quebrar o braço e dias depois torcer o pé, o limite da cobertura será o mesmo para ambos os casos.

COMO É O PROCESSO DO USO DAS COBERTURAS E SEU REEMBOLSO?

Contratando uma Assistência Viagem, o segurado conta com uma central de atendimento 24h e uma completa rede de hospitais próprios ou credenciados. Numa situação de emergência basta contatar essa central que o encaminhará ao hospital da rede mais próximo. Ao chegar lá, uma equipe o estará aguardando com todas as suas informações e preparada para lhe atender, sem que o segurado precise pagar valor algum por este atendimento.


Contratando um seguro viagem, se houver uma emergência o segurado deve pagar por todos os serviços prestados, como hospital, exames e medicamentos. Ao retornar ao Brasil ele deverá apresentar à seguradora toda a documentação por exigida para iniciar o processo de solicitação de reembolso. Se estiver tudo em ordem e de acordo com o plano contratado, o segurado será reembolsado pela quantia gasta/coberta.

QUEM VENDE O PRODUTO?

São proteções oferecidas pelos próprios operadores turísticos, cias aéreas, redes hoteleiras, linhas de cruzeiros, etc que não possuem registro, licença ou aprovação de uma entidade legal de seguros que é regulamentada por leis Estaduais e/ou Federais.

São coberturas registradas em cartório por uma companhia de seguros licenciada pelo governo Estadual ou Federal para operar nas vendas de seus contratos. Os produtos de uma seguradora são representados também por bancos.
RESPONSABILIDADE PELO SERVIÇO

As apólices são constituídas por meio de contratação de serviços de outras seguradoras e redes de assistência médica que atuam em outros países. Justamente, por envolver serviços de terceiros, o segurado não pode responsabilizar a seguradora por qualquer dano, prejuíso, lesão ou enfermidade que venha a adquirir devido o mau-atendimento médico ou serviço mal-prestado pelas outras seguradoras. Cabe, portanto, ao segurado fazer as reclamações e pedidos de indenização às companhias correspondentes a cada caso.


A contratação do seguro viagem dá mais garantia ao segurado em termos de responsabilidade pelos serviços fornecidos ao segurado, porque as seguradoras (AIG, por exemplo) que oferecem este produto possuem filiais no exterior além de uma infra-estrutura financeira muito mais sólida do que uma empresa que oferece assistência viagem, viabilizando desta forma o comprometimento diante o segurado em assumir a responsabilidade pela prestação do serviço.
O ditado popular:O SEGURO MORREU DE VELHO”, significa que as pessoas precavidas morrem de velhice e não por acidentes. Lembre-se disso ao aconselhar um viajante.”

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