Douglas Wires, nasceu em 1971, é casado e mora atualmente no Rio de Janeiro, atuando no mercado de turismo desde 1995. Fluente em inglês, é emissor Amadeus e Sabre de passagens aéreas nacionais e internacionais. Trabalhou em empresas como: VARIG, OCEANAIR e CARLSON WAGONLIT, adquirindo sólidos conhecimentos e experiência em cálculos de tarifas aéreas, supervisão de reservas e negociação de serviços de viagens.

REGRAS TARIFÁRIAS - PARTE II

Os contratos aéreos se dividem em duas formas: REGRAS TARIFÁRIAS e CONTRATOS. Um é complemento do outro e o fato do GDS tarifar um PNR fora das regras tarifárias ou contrário as restrições no contrato, não significa que o TKT poderá ser emitido, ou, que pode ser emitido porque o GDS irá honrar o “erro”.  São detalhes como este e outros que veremos em cada uma dessas partes com os seus principais itens/parágrafos analisados a seguir.

As regras tarifárias já são as cláusulas do contrato que é o próprio bilhete aéreo. Elas se dividem em 3 partes:

DIVISÃO DA ESTRUTURA DAS REGRAS TARIFÁRIAS
PARÁGRAFOS* MAIS IMPORTANTES
PARTE 1 - APLICAÇÃO DO CONTRATO
BO, CO, FL, RU, SE, TF
PARTE 2 - RESERVAS
AP, MN, MX, SO
PARTE 3 - EMISSÃO
CD, OD, PE, SR, TE
*Estes parágrafos são os utilizados pelo sistema Amadeus.

PARTE 2 - RESERVAS

ADVANCED PURCHASED (AP)
A) Os contratos aéreos são fundamentados principalmente em datas, o que significa dizer também períodos de validade de tarifas, prazos para compra, emissão, reemissão, cancelamento e reembolso. A respeito do prazo para a compra do TKT, alguns detalhes devem ser considerados:
  • Existem tarifas que exigem a compra antecipada do bilhete de acordo com a política da cia aérea.
  • O prazo para a compra do bilhete é dado pela cia aérea e não pela agência.
  • Prazo não garante tarifa. Ele se refere à data quando o sistema da cia aérea cancelará a reserva. Logo a tarifa aérea estará sujeita: a ser aumentada sem prévio aviso dentro do limite do prazo para a compra do TKT, ou, em caso de cancelamento da reserva, a ser mudada para uma classe superior e portanto mais cara, se as classes originais que foram reservadas não estiverem mais disponíveis para a venda na disponibilidade de vôos quando o PNR for reativado. 
B) Outra informação que pode também aparecer neste parágrafo é a informação de ser permitido ou não emissão com segmento em aberto.

MINIMUM STAY (MN)
Determina o número mínimo de dias de permanência na cidade. Se for vôo doméstico, a permanência mínima é contada a partir do mesmo dia. Se for vôo internacional, a permanência mínima é contada a partir da data de chegada no destino. A exceção a essa regra, é quando constar observação que diga o contrário. 

MAXIMUM STAY (MX)
Determina o número máximo de dias de permanência na cidade. O dia da partida também é contado. Ou seja, se a permanência máxima da tarifa for de 1 mês, e o PAX está iniciando a viagem no dia 1 de Janeiro, o retorno dele deverá acontecer no dia 30 de Janeiro. 1 mês é sempre igual a 30 dias! A exceção a essa regra, é quando constar observação que diga o contrário.

STOPOVER (SO)
Informa quantas paradas gratuitas são ou não permitidas durante a rota do vôo e o número de dias permitido sem cobrança adicional no valor final do TKT. Dependendo da cia aérea, o stopover pode começar a ser contado após 4 horas, 6 horas ou 8 horas após a chegada do PAX no aeroporto.
 

CLIQUE NO LINK PARA LER:  REGRAS TARIFÁRIAS - PARTE I
http://bastidoresdoturismo.blogspot.com/2011/07/regras-tarifarias-parte-i.html
CLIQUE NO LINK PARA LER:  REGRAS TARIFÁRIAS - PARTE II
http://bastidoresdoturismo.blogspot.com/2011/07/regras-tarifarias-parte-ii.html
CLIQUE NO LINK PARA LER:  REGRAS TARIFÁRIAS - PARTE III
http://bastidoresdoturismo.blogspot.com/2011/07/regras-tarifarias-parte-iii.html

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