Douglas Wires, nasceu em 1971, é casado e mora atualmente no Rio de Janeiro, atuando no mercado de turismo desde 1995. Fluente em inglês, é emissor Amadeus e Sabre de passagens aéreas nacionais e internacionais. Trabalhou em empresas como: VARIG, OCEANAIR e CARLSON WAGONLIT, adquirindo sólidos conhecimentos e experiência em cálculos de tarifas aéreas, supervisão de reservas e negociação de serviços de viagens.

ROUND THE WORLD TICKETING CONTRACTS

Quando se usa published fares para emitir RTW tickets, é comum perceber que os contratos costumam regulamentar a viagem do PAX em um só hemisfério (Norte ou Sul), restringindo backtracking, ou permitindo uma única travessia para outros países acima ou abaixo da linha do Equador, como na Austrália, caso a maior parte da viagem aconteça no Hemisfério Norte.

De acordo com o programa, as definições de localização no atlas muda, por exemplo, o Panamá que está localizado na América Central para efeito de aplicação do Programa OneWorld Explorer tem sua localização definida como América do Norte. São vários os tipos de aplicação de tarifas para cada tipo de programa de volta ao mundo, cada um com termos e condições distintos um do outro.
  • OneWorld oferece tarifas baseadas por áreas, todavia, esta aliança também oferece aos viajantes um outro programa calculado por milhas chamado Globe Explorer, que não tem a limitação da tarifa por direção da Star Alliance. Dependendo do itinerário do passageiro, Global Explorer Fare pode oferecer um bom valor. Ela é mais flexível do que as tarifas por rota e o passageiro ainda pode retornar ao ponto de desembarque anterior, seja este ponto a mesma cidade ou continente, ou fazer uma rota em zigue-zague. Todavia, esta tarifa é limitada ao número total de milhas voadas permitido, enquanto que nas tarifas por rota da Star Alliance o passageiro não tem esta restrição.
  • Star Alliance permite viagens para destinos múltiplos contanto que sejam para a mesma direção global cujos itinerários cruzem o Oceano Atlântico e o Pacífico, sem direito a backtracking. Este programa pode se tornar caro se for para viagens para a Austrália. Para compensar essa desvantagem, existe um outro programa de milhagem chamado Escapade Airfare que oferece uma economia considerável em relação ao valor de um bilhete emitido com o programa de rotas da Star Alliance. Escapade Airfare permite muitas paradas na Ásia ou no Pacífico ou pode ser usada como programa de ligação entre os continentes Africano e Asiático, todavia o programa de rotas da Star Alliance é melhor para ser aplicado para viagens à Europa do que o programa Escapade Airfare. 
Note também que uma cia aérea, fazendo parte de uma aliança, pode unir sua força de mercado com outra cia aérea para oferecer vários programas com tarifas RTW mais baratas e menos restritivas do que a tarifa aplicada pela própria aliança que faz parte. United Airlines & Emirates Air são um desses exemplos, quando disponibilizaram em 2006 um programa que permite viagens pelo Pacífico Sul, com ou sem paradas na Austrália, por um preço bastante acessível. Uma amostra do itinerário possível com este programa com surface entre Paris e Zurich é:

Los Angeles - Hawaii - Tokyo - Hong Kong - Singapore - Sri Lanka - Maldives - Dubai - Istanbul -
Zurich \ Paris - Washington D.C. - Miami - Los Angeles

Algumas vezes, uma cia aérea como Singapore Airlines, pode oferecer a menor tarifa RTW por direção global do que a da aliança que faz parte. Devido não ter linhas suficientes ou permissão para voar dentro de um país, a sua tarifa RTW acaba sendo incompleta. Neste exemplo de viagem abaixo...

New York - Amsterdam - Singapore - Tokyo - Los Angeles

... notamos que o passageiro iniciou sua viagem de New York com destino final em Los Angeles via Hemisfério Norte. Todavia o segmento de Los Angeles para a residência do passageiro em New York será por conta dele devido Singapore Airlines não ter permissão para voar dentro dos Estados Unidos. Para oferecer aos seus passageiros uma tarifa RTW completa, a Singapore Airlines fez parceria com a Virgin Atlantic Airlines que opera o trecho doméstico dentro dos Estados Unidos.

Os principais programas de alianças com tarifas de volta ao mundo são:

ALIANÇAS
PÁGINA NA INTERNET
ALGUMAS CIAS AÉREAS PARTICIPANTES
STAR
ALLIANCE
www.staralliance.com
Air Canada, Air New Zealand, All Nippon, Austrian Airlines, Lufthansa, Mexicana, Scandinavian Airlines, Singapore Airlines, Thai Airways, United Airlines, Varig e outras.
ONE
WORLD
www.oneworldalliance.com
American Airlines, British Airways, Cathay Pacific, Finnair, Iberia, Lan Chile, Qantas e outras.
SKYTEAM
www.skyteam.com
Aeroméxico, Air France, KLM, Alitália, Continental Airlines, CSA Czech Airlines, Delta, Korean Air, Nortwest Airlines, e outras.


OBSERVAÇÕES SOBRE OS CONTRATOS COM PROGRAMAS RTW

1) BACKTRACKING
Certas tarifas de programas RTW costumam estipular regras para que a viagem seja na mesma direção global para restringir backtracking. Por isso, é comum encontrar em contratos frases camufladas do tipo:

NOT MORE THAN ONE CROSSING MAY BE PERMITTED BETWEEN
AREA 2 AND AREA 3 IN AN ENTIRE JOURNEY.”

Isto significa que, estando o passageiro na área 3, ele não poderá voltar para a área 2 para fazer conexão ou para visitar algum outro país diferente do primeiro que ele visitou na área 2, e depois seguir viagem para outro país na área 3. Todavia, backtracking entre as áreas: 1 e 2, 1 e 3 ou vice-versa, é permitido.

Backtracking pode ser aplicado entre continentes (áreas IATA) ou dentro de um país. Cada vez mais, devido a competição de mercado, os programas RTW têm diminuído a restrição quanto a sua aplicação. Porém, alguns detalhes valem ser observados:
  • O ponto de origem ou o ponto de destino não pode ser usado como um ponto intermediário na mesma quebra de tarifa. Seguindo este raciocínio, os exemplos seguintes não seriam permitidos: 
YYZ / LHR / CDG / ZRH / FRA / ZRH ou BKK / SIN / HKG / BKK / LAX / YYZ

  • Você pode viajar via o mesmo ponto intermediário mais de uma vez, desde que faça apenas um stopover. Se considerarmos neste exemplo dois stopovers em Paris, a tarifa do trecho PAR FRA PAR seria uma side trip:
YYZ / LHR / CDG / FRA / CDG / ATH

Para facilitar o entendimento do que venha a ser uma side trip, pode-se dar 3 exemplos:
a) ONE WAY (quando o segmento for surface): ...BRU /-AMS SN BRU BA...
b) ONE WAY (segundo segmento sendo surface): ...BRU SN AMS/-BRU BA...
c) ROUND TRIP (quando não houver surface): ...BRU SN AMS SN BRU BA...

2) HIGH INTERMEDIATE POINT
Algumas regras tarifárias especificam o Ponto Intermediário Mais Alto no parágrafo HI, e sua consulta não pode ser negligenciada, pois quando a tarifa até a cidade intermediária é mais cara do que o destino, prevalece a tarifa do Ponto Intermediário Mais Alto. Esse tipo de situação ocorre frequentemente em vôos com escala ou com conexão.

3) OPEN TICKETS: PAPEL OU ELETRÔNICO?
Para certos países com pouca infra-estrutura aeroportuária como Índia, Nepal, Paquistão, Vietnam e a maioria dos países Africanos, o bilhete de papel é mais recomendável do que o eletrônico, pois:
  • o passageiro já tem em mãos o boarding pass e não corre o risco de perder o vôo em caso do sistema aeroportuário de um destes países ficar fora do ar,
  • o passageiro tem mais facilidade de conseguir endosso para viajar com outra cia aérea caso o vôo da cia aérea emitido no seu bilhete tiver sido cancelado ou estiver atrasado.
É claro que o E-TKT é mais vantajoso por permitir ao PAX por telefone solicitar a sua agência a reemissão ou emissão do trecho que deseja viajar, sem acarretar também no gasto com o envio postal. Entretanto, seja qual for a forma de emissão, bilhetes em aberto não são tão flexíveis quanto se pensa. A maioria dos RTW tickets exigem que a rota e as datas sejam especificadas antes do início da viagem. Isto não significa que o passageiro poderá mudar a data sem o pagamento de multa, mas a mudança da rota especificada no bilhete implica no pagamento de multa.

4) FERRAMENTAS DE TRABALHO PARA EMITIR RTW TICKETS

FRASES QUE VOCÊ PODERÁ ENCONTRAR NOS CONTRATOS
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
POR QUÊ?

“Any increase in fare will be collected and any decrease will be refunded in the form of an MCO for refund in the country of sale.”

Como emitir VMPD via BSP link para gerar MCO
Miscellaneous Charge Order (MCO) é exigido como obrigatoriedade neste programa quando for reembolso.

“Mileage surcharges are not permitted (eg. you can't have an itinerary of 36.000 miles) and surface sectors must be included in the total mileage.”

Como calcular MPM & TPM no GDS
Devido os programas RTW utilizarem também tarifas calculadas por milhas.

“First class passengers may travel on BA Concorde flights for an additional charge of USD 1800 per flight segment. It must be identified as a D- in the fare calculation.”

Como construir manualmente a máscara do bilhete no GDS
A maior parte das tarifas RTW são construídas manualmente para especificar na construção tarifária as informações exigidas nos programas dos contratos.
“Two additional flight segments within each continent, except the continent of origin, may be purchased. Each additional segment at a charge of:”




FIRST CLASS: GBP 350.00/EUR 450
BUSINESS CLASS: GBP 200.00/EUR 300
ECONOMY CLASS: GBP 75.00/EUR 100
Como inserir sobretaxas na construção tarifária do TKT
O valor da sobretaxa (surcharge) é inserido manualmente na máscara do TKT para poder ser exibida na construção tarifária do bilhete ao lado do código Q seguido do par de cidades.
Como consultar câmbio no GDS para converter moedas
Se a moeda do TKT original não for exibida em USD, será necessário convertê-la através do uso do Banking Selling Rate (do sistema Amadeus). Isto acontece na maior parte das vezes quando se trata de SITO.

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